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Por que sou candidata a DEPUTADA FEDERAL?

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por: Equipe Flávia Rita

O cenário atual não traz orgulho a nenhum brasileiro. Sei, contudo, que a realidade não pode ser mudada sem ação, que nossos sonhos não são alcançados sem esforços e, sobretudo, que grandes transformações enfrentam, quase sempre, a resistência dos que não querem mudar. Por isso, com a convicção de viver em um país que me dê orgulho e que permita aos meus filhos – e aos filhos de qualquer outro cidadão brasileiro – ter oportunidades reais de desenvolvimento, decidi me enveredar pelo caminho da diferença. Decidi, mais do que fazer, ser essa diferença que desejo no meu país. Para quem me conhece, sabe que faço, há anos, muitas ações sociais isoladas. Hoje, auxilio mulheres que precisam de ajuda, idosos largados em asilos e crianças que vivem em abrigo por motivos variados. Dou assistência a comunidades e tento, com esforço genuíno, contribuir para um país melhor. Diante de tanta corrupção, de tanto desgaste da imagem dos políticos brasileiros, sempre vi a política e mesmo algumas políticas públicas brasileiras como um entrave para pessoas sérias, bem-intencionadas e preocupadas com a coletividade fazerem parte do meio. Em fevereiro de 2015, após uma palestra para cerca de 600 jovens sobre empreendedorismo, ouvi a pergunta: “por que você não tenta contribuir para um país mais justo?”, por que você não está no lugar de tanta gente despreparada em nosso Congresso?”. Naquele momento, não soube o que responder. Talvez, como a maioria de nós, brasileiros, eu quisesse dizer que não vejo futuro para a política no Brasil. E, antes que eu pudesse falar, ouvi uma multidão gritando “você me representa”. Nunca tinha escutado algo tão pesado. Senti uma responsabilidade tamanha. Dei outra palestra em março de 2016, agora para cerca de 300 mulheres vítimas de violência doméstica. Elas queriam ter voz, elas queriam ter vez. Em meados de 2015, convidei alguns professores e profissionais liberais, de áreas variadas, para um grupo de estudos políticos. Evoluímos no voluntariado, em propostas, ações e, principalmente, na convicção de algo precisava ser mudado. De um grupo de 36 pessoas, a maioria delas professores, tivemos que debater sobre partidos – que nem sempre abrem as portas para gente de bem -, ideologias, ética e moral. Em 2016, buscamos vários partidos para lançar um de nós a candidato a vereador. Recebemos quase sempre a resposta de que a chapa ou a vaga não existia. Aí, descobri mais um lado negro da política, sem partido você não pode representar ninguém. E, pior, o partido é que define por convicções próprias quem o representará. De um modo geral, a pergunta que faziam era: vocês vão investir quanto na campanha? Têm aliados? Foram textos e textos escritos com propostas que partido algum se dignou a ler. Então, quando o assunto já estava acomodado e a descrença na representatividade ampliada, recebemos um contado do Partido das Mulheres – PMB. O partido é novo, tem cerca de três anos e tem pouca expressividade. A proposta de candidatura, enfim, veio. Um dos líderes do partido, Jorge Periquito, candidato a Deputado Estadual – e parceiro de campanha pelo PMB – nos abriu as portas. Dialogou conosco sobre a importância de tentarmos mudar a realidade atual. Na sequência, vieram os obstáculos: o partido não tem verba de fundo partidário, não tem tempo relevante de TV e nem tem tanta expressão em Minas. Mais alguns meses estudando sobre o partido antes de uma decisão. Como grupo, aceitamos o desafio do partido – iríamos indicar um de nós para as eleições de 2018. Alguém que pudesse tentar moralizar a política, que tivesse força para lutar contra a corrupção, que não se intimidasse diante do erro alheio. Todos do grupo têm esse perfil. Todos do grupo dedicaram horas que poderiam ser de lazer e prazer a estudar como podemos ajudar. Porém, encarar o desafio de eleger um professor sem poder contar com recursos do partido nem tempo expressivo de TV beirava à aventura. A partir desse momento, resolvemos pesquisar mais a fundo os representantes brasileiros. Conhecemos o Deputado Sérgio Majestic, que gastou cerca de 18 mil em sua campanha para ser eleito. Segundo ele, contou apenas com um passado limpo e com seus alunos na divulgação. Ele luta por uma política que não privilegie quem já está no poder. Ele luta contra a corrupção. Mesmo não sendo do nosso partido, a identificação foi enorme. Tínhamos alguém em quem nos inspirar. Só faltava uma coisa a essa altura: escolher um de nós para sair candidato. Eu não era a primeira opção do partido nem do nosso grupo. E, no mês passado, quando tínhamos um nome, um partido e tudo parecia caminhar, nosso candidato desistiu. Morar em Brasília ou estar lá com frequência, para ele, não seria viável. E, então, mesmo estando em um momento pessoal difícil, pois estou tratando um câncer de pele, aceitei o desafio. Vou conciliar as aulas, das quais jamais abrirei mão, com a vida parlamentar. Será difícil, mas não será impossível. Estou acostumada a trabalhar 12, 14, 16 horas por dia – animadíssima – para realizar grandes projetos. Não tenho receio de trabalhar sábado, domingo, feriado por um objetivo que valha a pena. Não será fácil. O próprio partido já me expôs que nem sempre as pessoas, na política, jogam limpo. Deixaram claro que posso ter minha vida, minhas contas e minha família reviradas. Então, hora de ver se todos em casa estavam dispostos a pagar o preço. Meus filhos foram meu respaldo. Começaram, inclusive, a estudar causas que mereciam ser apoiadas. Meu marido não hesitou. Parentes mais distantes se mostraram otimistas diante de uma chance de renovação na política. E, ao pesquisar junto aos alunos do presencial e às instituições que ajudo, veio a certeza de que eu deveria tentar. Mais que isso, a certeza de que eu preciso fazer algo maior, de que eu posso contribuir para romper esse rótulo de que todo político é desonesto. Não entrei sozinha nessa história. Entrei com a esperança de inúmeras pessoas que esperam um futuro melhor. Entrei para brigar pela valorização dos professores e da educação, para garantir a igualdade de gênero e mitigar os privilégios – jurídicos e econômicos – da classe política. Não estou no partido para compor legenda. Estou nessa para representar uma nova visão de política. Campanhas não devem ser feitas com dinheiro público nem financiadas por grupos mais favorecidos, devem ser feitas com propostas. É hora de tentar uma ação mais coletiva. Personalidades variadas, cantores, jogadores, corruptos declarados e figuras caricatas se elegeram sem um passado político (e talvez se reelejam, pois o acesso à educação não é sinônimo de população instruída). Considero-me uma opção melhor em relação a muitas outras disponíveis. O partido não tem dinheiro nem eu pretendo investir grandes somas na campanha. Tenho a vantagem de ter um passado honesto consolidado – que muitos conhecem. Não acho que dinheiro deva ser parâmetro para eleger ou não alguém, mas tenho a convicção de que política séria se faz com boas ideias. Farei uma campanha muito de boca a boca e na internet. Vou disputar a vaga com políticos renomados e respaldados como Aécio Neves – e sei que o desafio é talvez ousado demais para uma professora que conta apenas com um histórico de projetos sociais. Gastarei somente o necessário com alguns materiais e contarei com o apoio dos alunos, dos amigos e do grupo de estudos políticos que me trouxe até aqui. Quero ter a chance de provar que pessoas de bem podem, sim, entrar na política e mais, podem permanecer sendo de bem, podem permanecer honestas. Talvez eu tenha a chance de provar que há um novo jeito de se eleger – com propostas e propósitos. Criei um site professoraflaviarita.com.br, que estará disponível para acesso em 25/8, com minhas propostas e propósitos. Estou seguindo, à risca, as regras para a campanha eleitoral de 2018. Isso, para mim, é essencial. Só a partir de hoje está permitido fazer propaganda. Só com o CNPJ de campanha se pode pedir material ou divulgar qualquer coisa. Quero começar uma história de confiança e transparência, pois é nisso que acredito. Posso não ser eleita – obviamente -; posso, se eleita, não ter chances de conseguir grandes mudanças, mas vou lutar por melhorias usando a democracia como instrumento.
Abraços, Flávia Rita.

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