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Conheça os fundamentos da concordância nominal e como ela é cobrada em provas de português de concursos públicos

Equipe Flávia Rita

A concordância nominal é uma regra fundamental da gramática da língua portuguesa que trata da correspondência entre o substantivo e o adjetivo, ou entre o substantivo e o pronome que o substitui. Neste conteúdo, você aprenderá sobre os tipos de concordância nominal, como evitar erros e se preparar para essa cobrança em provas de português de concursos públicos. Aprenda também sobre a importância da prática e do estudo das regras gramaticais para dominar essa habilidade e se sentir mais seguro na hora da prova. Não perca essa oportunidade de aprender mais sobre a concordância nominal e se destacar em provas de português!
O que é a concordância nominal?

O que é a concordância nominal

A concordância nominal é um aspecto importante da gramática da língua portuguesa que trata da correspondência entre o substantivo e o adjetivo, ou entre o substantivo e o pronome que o substitui. É uma regra fundamental para garantir a coesão e a coerência do texto, além de contribuir para a clareza e precisão do significado das palavras.

Na língua portuguesa, o adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo a que se refere. Por exemplo, o adjetivo “bonito” concorda em gênero com o substantivo “menina” (a menina é bonita) e concorda em número com o substantivo “meninas” (as meninas são bonitas). Além disso, os pronomes também têm gênero e número e devem concordar com os substantivos a que se referem. Por exemplo, o pronome “ela” concorda em gênero com o substantivo “menina” (ela é bonita) e concorda em número com o substantivo “meninas” (elas são bonitas).

A concordância nominal é importante para garantir a clareza e a precisão do significado das palavras e para evitar confusão ou ambiguidade no texto.

Os tipos de concordância nominal

Na língua portuguesa, há três tipos de concordância nominal: a concordância com o sujeito, a concordância com o predicativo do sujeito e a concordância com o objeto direto.

A concordância com o sujeito é a mais comum e consiste na correspondência entre o número e o gênero do substantivo e do adjetivo. Por exemplo: “A menina é bonita” (singular feminino) e “As meninas são bonitas” (plural feminino). Nesse tipo de concordância, o adjetivo está ligado diretamente ao sujeito da frase.

A concordância com o predicativo do sujeito ocorre quando o adjetivo está ligado ao sujeito por um verbo copulativo, como “ser” ou “estar”. Por exemplo: “O livro é interessante” (singular masculino) e “Eles são amigos” (plural masculino). Neste caso, o adjetivo funciona como predicativo do sujeito e está ligado a ele por um verbo que liga o sujeito ao predicado.

A concordância com o objeto direto ocorre quando o adjetivo está ligado ao objeto direto por um verbo transitivo direto. Por exemplo: “Ela viu o gato preto” (singular masculino) e “Eles viram as meninas bonitas” (plural feminino). Neste caso, o adjetivo está ligado ao objeto direto da frase e não ao sujeito.

É importante lembrar que cada tipo de concordância requer atenção e cuidado para garantir a correção gramatical do texto. Por isso, é importante estudar as regras e praticar com exercícios para se tornar proficiente nessas habilidades.

A concordância nominal nas provas de português de concursos públicos

A concordância nominal é um aspecto importante da gramática da língua portuguesa e pode ser cobrada em provas de português de concursos públicos de diversas maneiras. Algumas questões podem pedir para identificar erros de concordância e corrigi-los, enquanto outras podem exigir que o candidato complete frases ou parágrafos usando adjetivos que estejam em concordância com os substantivos.

Para se preparar para essa cobrança, é importante estudar os diferentes tipos de concordância nominal e praticar com exercícios. Alguns cuidados importantes para evitar erros de concordância são:

  • Verificar se o adjetivo está no gênero e no número corretos em relação ao substantivo a que se refere;
  • Ficar atento às formas femininas e plural dos adjetivos, pois muitas vezes elas são diferentes da forma masculina singular;
  • Evitar o uso de adjetivos que não concordam com o substantivo, como “a pessoas são legais” ou “o livros são bons”;
  • Cuidar da concordância com os pronomes que substituem os substantivos, principalmente os pronomes pessoais (eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas). É importante lembrar que os pronomes têm gênero e número, e devem concordar com os substantivos a que se referem.

 

Para ajudá-lo a praticar separamos 5 questões de Concordância Nominal comentadas:

1- Cebraspe/Cespe- Prefeitura do Rio Branco

1 Situado no extremo oeste da região Norte do Brasil, o
2 estado do Acre faz fronteira com os estados do Amazonas e
3 de Rondônia, e com o Peru e a Bolívia. Sua superfície
4 territorial é de 153.149,9 km², o correspondente a 3,2% da
5 Amazônia brasileira e a 1,8% do território nacional.
Internet: <www.jornalatribuna.com.br> (com adaptações)

Em relação ao texto acima, julgue o item a seguir.
Na linha 1, o termo “Situado” está no masculino singular para concordar com “oeste”.

(        ) certo                         (        ) errado

Gabarito: errado

No contexto da questão, situação está no masculino singular para concordar com o “estado do Acre” na linha 2.

2- Cebraspe/PC-RR

1   Há teorias que procuram a distinção do direito com
2   relação à moral a partir dos critérios interioridade (moral) e
3   exterioridade (direito). Mas há críticas que repousam
4   sobretudo no fato de que o direito por vezes regula condutas
5   internas e por vezes regula condutas externas, assim como
6   ocorre com a moral. Essa dicotomia é, portanto, insuficiente
7   para dar conta do problema.
8   Se o direito for entendido e definido exclusivamente
9   a partir das idéias de normatividade e validade, então seu
10 campo nada tem a ver com a Ética. Esta proposta de cisão
11  metodológica, de Hans Kelsen, acabou por provocar fissura
12 profunda no entendimento e no raciocínio dos juristas do
13 século XX.
14 Então, pode-se sintetizar sua proposta: as normas
15 jurídicas são estudadas pela ciência do direito; as normas
16 morais são objeto de estudo da Ética, como ciência.
17 O raciocínio jurídico, então, não deverá versar sobre o que é
18 certo ou errado, sobre o que é virtuoso ou vicioso, sobre o
19 que é bom ou mau, mas sim sobre o lícito e o ilícito, sobre o
20 legal (constitucional) ou ilegal (inconstitucional), sobre o
21 válido e o inválido.
Eduardo C. B. Bittar. Moral, justiça e direito (com adaptações).

Em cada um do item seguinte, julgue a correção gramatical da reescritura apresentada e a manutenção da idéia do texto acima.

“Há teorias (…) (direito)” (ℓ.1-3): Existe teorias em que procuram distinguir direito de moral, tendo por parâmetros os critérios de interioridade (relativa à moral) e exterioridade (referente ao direito)

(      ) certo                                                           (        ) errado

Gabarito:  Errado

O verbo haver no sentido de existir/ocorrer é impessoal, ou seja, não varia.

 

3-  Cebraspe/ SERPRO : Analista – Especialização – Ciências de dados

Não estamos opondo máquinas a ecologia, como se as máquinas fossem aquelas coisas que só servem para violentar a Mãe Natureza e violar a harmonia entre o ser humano e a natureza ― uma imagem atribuída à tecnologia desde o fim do século XVIII. Também não estamos seguindo a hipótese de Gaia de que a Terra é um único superorganismo ou uma coletividade de organismos. Em vez disso, gostaria de propor uma reflexão sobre a ecologia das máquinas. Para dar início a essa ecologia das máquinas, precisamos primeiro voltar ao conceito de ecologia. Seu fundamento está na diversidade, já que é apenas com biodiversidade (ou multiespécies que incluam todas as formas de organismos, até mesmo bactérias) que os sistemas ecológicos podem ser conceitualizados. A fim de discutir uma ecologia de máquinas, precisaremos de uma noção diferente e em paralelo com a de biodiversidade ― uma noção a que chamamos tecnodiversidade. A biodiversidade é o correlato da tecnodiversidade, uma vez que sem esta só testemunharemos o desaparecimento de espécies diante de uma racionalidade homogênea. Tomemos como exemplo os pesticidas, que são feitos para matar certa espécie de insetos independentemente de sua localização geográfica, precisamente porque são baseados em análises químicas e biológicas. Sabemos, no entanto, que o uso de um mesmo pesticida pode levar a diversas consequências desastrosas em biomas diferentes. Antes da invenção dessas substâncias, empregavam-se diferentes técnicas para combater os insetos que ameaçavam as colheitas dos produtos agrícolas ― recursos naturais encontrados na região, por exemplo. Ou seja, havia uma tecnodiversidade antes do emprego de pesticidas como solução universal. Os pesticidas aparentam ser mais eficientes a curto prazo, mas hoje é fato bastante consolidado que estávamos o tempo todo olhando para os nossos pés quando pensávamos em um futuro longínquo. Podemos dizer que a tecnodiversidade é, em essência, uma questão de localidade. Localidade não significa necessariamente etnocentrismo ou nacionalismo, mas é aquilo que nos força a repensar o processo de modernização e de globalização e que nos permite refletir sobre a possibilidade de reposicionar as tecnologias modernas.

Yuk Hui. Tecnodiversidade. São Paulo: Ubu Editora, 2020, p. 122-123 (com adaptações).

(         ) certo                      (       ) errado

Gabarito: Errado

Pois a palavra primeiro é advérbio, sendo considerado invariável.

 

4- Cespe/Cebraspe- MP-SC- Promotor de Justiça Substituto

As discriminações atreladas à falta de oportunidades são a tradução da complexa realidade de diversos países e compõem um ciclo vicioso de exclusão social. Nesse cenário, surgem as chamadas ações afirmativas: medidas políticas que visam acabar com a exclusão social, cultural e econômica de indivíduos pertencentes a grupos que sofrem algum tipo de discriminação. Essas medidas se baseiam na igualdade e garantem a equidade ao estimularem a inserção, a inclusão e a participação política de grupos sociais vulneráveis nos espaços sociais.

Julia Ignácio. Igualdade, Equidade e Justiça Social: o que significam?

Internet: <www.politize.com.br> (com adaptações).

Quanto aos aspectos linguísticos do texto 2A1-II, julgue o item a seguir.

No último período do texto, a forma verbal “estimularem” poderia ser corretamente substituída por estimular.

(      ) certo                                (      ) errado

Gabarito: certo 

A questão refere-se à conjugação verbal no infinitivo pessoal. Dessa forma, quando o sujeito da segunda oração é igual ao sujeito da primeira, a concordância com o infinitivo flexionado ou sem flexão é facultativa.

 

5-FCC- Prefeitura São José do Rio Preto

A frase Para diminuirmos a poluição de nosso planeta, muitos produtos tóxicos completa-se com correção por:

a) precisará ser evitados.

b) precisarão ser evitado.

c) precisam ser evitados

d) precisariam ser evitado.

e) precisou ser evitados.

Gabarito: C

A alternativa A está errada porque o núcleo do sujeito “produtos” encontra-se no plural e, por isso, o verbo deveria ser flexionado no plural (precisarão ser evitados)

A alternativa B está incorreta, pois o núcleo do sujeito “produtos” está no plural.  Correto: precisarão ser evitados. 

Alternativa C é o gabarito, pois a frase está com a concordância correta

Alternativa D está errada, pois o núcleo do sujeito “produtos” está no plural. Correto: precisariam ser evitados. 

Alternativa E está errada, pois o núcleo do sujeito “produtos” está no plural. Correto: precisam ser evitados.

 

Com o tempo e a prática, você poderá dominar essa habilidade e se sentir mais seguro na hora de enfrentar as provas de português de concursos públicos.

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