A Consulplan é uma banca responsável por organizar processos seletivos e de concursos públicos, normalmente no estado de Minas Gerais. Entretanto, tem ganhado mais projeção e passado a organizar alguns certames em outros estados, o que levanta muitas dúvidas dos candidatos menos familiarizados acerca do perfil da prova. Vamos entender como a Consulplan cobra os conteúdos de língua portuguesa e, ao final, treine as principais matérias com algumas questões comentadas.
Características da Banca Consulplan
A Consulplan é uma organizadora de provas e processos de seleção sediada no estado de Minas Gerais.
Diferentemente de outras bancas mais renomadas e que apresentam questões com níveis de dificuldade mais elevados, a exemplo do Cespe, da FCC e da Esaf, a Consulplan costuma elaborar provas com menor nível de complexidade.
Em relação ao grau de dificuldade de suas provas, equipara-se, para se ter uma ideia, a outras organizadores regionais, como a Fundep, a Fumarc a Vunespe e a Cesgranrio.
Recentemente a banca ganhou mais projeção ao organizar os concursos do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, do Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Minas Gerais e do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais.
Perfil da Prova de Português da Consulplan
A prova de português da Consulplan apresenta uma preferência por textos longos, os quais ensejam a cobrança de questões de interpretação de texto e vocabulário.
Além disso, é comum ver alguns conteúdos de gramática normativa, embora não seja possível identificar uma predileção específica por uma ou outra matéria, como é frequente se observar nos casos da FCC e do Cespe.
No geral, as questões concentram-se em conteúdos de interpretação de texto, os quais correspondem, geralmente, a 50% da prova.
No que se refere às matérias gramaticais, essas irão comporão, normalmente, 25% das questões totais.
Por fim, as questões discursivas e as provas de redação trazem um maior peso do critério de expressão, de maneira que eventuais incorreções gramaticais poderão custar muitos pontos para os candidatos.
Conteúdos de Português mais relevantes para a Consulplan
A Consulplan, com exceção de uma ou outra matéria, não costuma apresentar uma regra padrão para os conteúdos de português, os quais variam de prova em prova.
Todavia, como toda preparação exige um estudo estratégico da banca e, sobretudo, das questões que tem maiores chances de aparecer nas provas, fizemos uma triagem das principais matérias de língua portuguesa cobradas pela banca.
Assim, na prova de português da Consulplan, nota-se a seguinte estrutura:
Questões de interpretação de texto, em que se prepondera:
- inferência simples, nas quais se exigem dos candidatos a interpretação de trechos do texto base;
- vocabulário, com a apresentação de sinônimos e possibilidades de substituições;
- tipologia textual, nas quais deverão ser identificados os tipos do texto (texto narrativo, descritivo, injuntivo…);
- recursos expressivos, correspondentes aos casos de intertextualidade, emprego de ironia ou metalinguagem);
- tipos de linguagem, ou seja, se coloquial ou formal;
- figuras de linguagem.
Também podem ser cobradas, porém de forma menos recorrente, as questões de funções de linguagem e outras referentes ao título do texto.
Na matéria de gramática normativa, todo o conteúdo pode ser exigido nas provas. Assim, o candidato deverá estar de olho nas previsões do edital de modo a não ser surpreendido por aquela regra mais inusitada. Todavia, é comum que de 10% a 20% das questões sejam de um conteúdo específico. Em termos estatísticos, nota-se que:
- são cobrados menos conteúdos de acentuação gráfica se comparados aos de ortografia.
- em morfologia, são recorrentes questões de pronome, conjunção e “que e se”, porém são pouco recorrentes as de verbo – vozes e tempos verbais.
- Na matéria específica de análise sintática, os conteúdos mais recorrentes são pontuação, período composto, regência, crase e concordância.
Há poucas questões de Redação Oficial.
Últimas questões aplicadas pela Consulplan
(Consulplan. Câmara de Belo Horizonte. Técnico Legislativo II. 2018)
Trapezista
Querida, eu juro que não era eu. Que coisa ridícula! Se você estivesse aqui – Alô? Alô? – olha, se você estivesse aqui ia ver a minha cara, inocente como o Diabo. O quê? Mas como, ironia? “Como o Diabo” é força de expressão, que diabo. Você acha que eu ia brincar numa hora desta? Alô! Eu juro, pelo que há de mais sagrado, pelo túmulo de minha mãe, pela nossa conta no banco, pela cabeça dos nossos filhos que não era eu naquela foto de carnaval no Cascalho que saiu na Folha da Manhã. O quê? Alô! Alô! Como é que eu sei qual é a foto? Mas você não acaba de dizer… Ah, você não chegou a dizer… ah, você não chegou a dizer qual era o jornal. Bom, bem. Você não vai acreditar mas acontece que eu também vi a foto. Não desliga! Eu também vi a foto e tive a mesma reação. Que sujeito parecido comigo, pensei. Podia ser gêmeo. Agora, querida, nunca, em nenhum momento, está ouvindo? Em nenhum momento me passou pela cabeça a ideia de que você fosse pensar — querida, eu estou até começando a achar graça —, que você fosse pensar que aquele era eu. Por amor de Deus. Pra começo de conversa você pode me imaginar de pareô vermelho e colar havaiano, pulando no Cascalho com uma bandida em cada braço? Não, faça-me o favor. E a cara das bandidas! Francamente, já que você não confia na minha fidelidade, que confiasse no meu bom gosto, poxa! O quê? Querida, eu não disse “pareô vermelho”. Tenho a mais absoluta, a mais tranquila, a mais inabalável certeza que eu disse apenas “pareô”. Como é que eu podia saber que era vermelho se a fotografia não era em cores, certo? Alô? Alô? Não desliga! Não… Olha, se você desligar está tudo acabado. Tudo acabado. Você não precisa nem voltar da praia. Fica aí com as crianças e funda uma colônia de pescadores. Não, estou falando sério.
Perdi a paciência. Afinal, se você não confia em mim não adianta nada a gente continuar. Um casamento deve se… se… como é mesmo a palavra?… se alicerçar na confiança mútua. O casamento é como um número de trapézio, um precisa confiar no outro até de olhos fechados. É isso mesmo. E sabe de outra coisa? Eu não precisava ficar na cidade durante o carnaval. Foi tudo mentira. Eu não tinha trabalho acumulado no escritório coisíssima nenhuma. Eu fiquei sabe para quê? Para testar você. Ficar na cidade foi como dar um salto mortal, sem rede, só para saber se você me pegaria no ar. Um teste do nosso amor. E você falhou. Você me decepcionou. Não vou nem gritar por socorro. Não, não me interrompa.
Desculpas não adiantam mais. O próximo som que você ouvir será do meu corpo se estatelando, com o baque surdo da desilusão, no duro chão da realidade. Alô? Eu disse que o próximo som… que… O quê? Você não estava ouvindo nada? Qual foi a última coisa que você ouviu, coração?
Pois sim, eu não falei — tenho certeza absoluta que não falei — em “pareô vermelho”. Sei lá que cor era o pareô daquele cretino na foto. Você precisa acreditar em mim, querida. O casamento é como um número de…
Sim. Não. Claro. Como? Não. Certo. Quando você voltar pode perguntar para o… Você quer que eu jure? De novo? Pois eu juro. Passei sábado, domingo, segunda e terça no escritório. Não vi carnaval nem pela janela. Só vim em casa tomar um banho e comer um sanduíche e vou logo voltar para lá. Como? Você telefonou para o escritório. Meu bem, é claro que a telefonista não estava trabalhando, não é, bem. Ha, ha, você é demais. Olha, querida? Alô? Sábado eu estou aí. beijo nas crianças. Socorro. Eu disse, um beijo.
(In: Veríssimo, L. F. As mentiras que os homens contam. São Paulo, Objetiva: ????.)
Analise a frase a seguir: “[…] olha, se você estivesse aqui ia ver a minha cara, inocente como o Diabo.” (1º§). Só NÃO é correto afirmar sobre o trecho que:
a) A comparação realizada causou o efeito contrário ao desejado pelo enunciador.
b) As explicações acerca do uso da expressão “como o Diabo” possuem natureza semântica oposta à sua constituição composicional.
c) O uso da forma verbal “olha”, no modo imperativo, indica um pedido do protagonista para que sua interlocutora realize a ação suscitada pelo verbo relacionado à forma verbal indicada
d) A comparação presente no trecho não surtiu o efeito desejado por o enunciador ter selecionado um sentido diferente para a expressão “como o Diabo” do entendido pela sua interlocutora.
GABARITO: LETRA C
Comentário: A letra A está correta, pois a comparação realizada gera um efeito contrário ao desejado pelo interlocutor. A intenção era, ao demonstrar sua correta atitude, safar-se de uma situação em que era julgado culpado de ter ido ao carnaval, porém “diabo” é um substantivo com campo semântico negativo ou pejorativo, de modo que reverte a intenção inicial da frase ao deixar marca de maior culpa do interlocutor. A letra B se mostra acertada pelas mesmas razões expressas na letra A. Incorreta a letra C e, por isso o gabarito da questão, pois o verbo “olha” foi empregado não como um comando no imperativo, mas como uma interjeição do interlocutor. A letra D está, por fim, correta pelas mesmas razões justificadas na letra A. |
(Consulplan. Câmara de Belo Horizonte. Técnico Legislativo II. 2018) Assinale a alternativa que classifica corretamente a função da palavra destacada na frase recortada.
a) “É issomesmo.” (2º§) – pronome demonstrativo.
b) “[…] comoé mesmo a palavra?” (2º§) – pronome interrogativo.
c) “Vocêtelefonou para o escritório.” (5º§) – pronome pessoal do caso reto.
d) “Afinal, sevocê não confia em mim não adianta nada a gente continuar.” (2º§) – conjunção coordenativa.
Gabarito: Letra A
Comentário: A letra A está correta, pois a palavra “isso” é classificada morfologicamente como um pronome demonstrativo, ou seja, um termo anafórico. A letra B mostra-se incorreta, uma vez que “como” é empregado no trecho como um advérbio interrogativo. A letra C erra na classificação, dado que a forma “Você” equivale a um pronome de tratamento. A letra D, por fim, também se encontra errada porque a partícula “se” foi empregada como uma conjunção subordinativa |
(Consulplan. Câmara de Belo Horizonte. Técnico Legislativo II. 2018) No decorrer do texto, tendo em vista propósitos discursivos, o autor utiliza palavras e expressões menos comuns no linguajar culto escrito da língua portuguesa. Tal uso caracteriza, no caso, uma variação de natureza
a) social.
b) histórica.
c) geográfica.
d) situacional.
Gabarito: Letra D
Comentário: O texto traz uma conversa por telefone entre marido e mulher, o que marca uma situação específica de diálogo, na qual não há, normalmente, respeito às prescrições da norma culta. Trata-se, portanto, de uma variação situacional, também chamada de variação diafásica, em que o discurso se adapta ao contexto dos interlocutores, podendo seguir parcialmente tanto o registro formal quando o informal. |
(Consulplan. Câmara de Belo Horizonte. Técnico Legislativo II. 2018) Analise a frase a seguir: “Querida, eu juro que não era eu.” (1º§) A palavra destacada exerce, no período que compõe, a função sintática de:
a) Aposto.
b) Sujeito.
c) Vocativo.
d) Predicativo do sujeito.
Gabarito: Letra C
A palavra “Querida”, em “Querida, eu juro que não era eu.” Exerce a função de um vocativo, ou seja, de um chamamento. |
(Consulplan. Câmara de Belo Horizonte. Técnico Legislativo II. 2018)O título da coletânea de onde o texto fora extraído já sinaliza que a defesa do protagonista é falaciosa. Considerando esse aspecto, assinale a alternativa cujo conteúdo NÃO apresenta indícios de que a defesa do protagonista é mentirosa.
a) O uso do termo “socorro” na penúltima frase do texto.
b) A inconsistência do que diz acerca de sua presença no escritório.
c) O seu conhecimento acerca da cor da saia que a pessoa da foto trajava.
d) O seu pedido insistente para que a antagonista não desligasse o telefone.
Gabarito: Letra D
Comentário: As alternativas A, B e C trazem hipóteses de contradição das alegações do protagonista de que não teria ido ao carnaval. Apenas a letra D seleciona um conteúdo em que não há indícios de mentira. |
(Consulplan. Câmara de Belo Horizonte. Técnico Legislativo II. 2018) A partir do final do primeiro parágrafo, o protagonista altera a sua estratégia argumentativa para buscar convencer sua antagonista daquilo que defende. Considerando o desenrolar da história a partir dessa mudança, é correto afirmar que tal estratégia se mostrou
a) caidiça.
b) exitosa.
c) próspera.
d) florescente.
Gabarito: Letra A
Comentário: “Caidiça” é um adjetivo que exprime o sentido de algo que não se sustenta ou que cai com frequência Com isso, quer-se indicar que a estratégia do protagonista não é exitosa, pois vacila em diversos momentos, sempre ”caindo”. Portanto, correta a letra A. |
(Consulplan. Câmara de Belo Horizonte. Técnico Legislativo II. 2018) Sobre a construção do texto, analise as afirmativas a seguir.
I. A personagem principal, para se fazer convencer, mantém, a todo momento, um discurso coerente e coeso.
II. O autor transgride, em alguns momentos, as normas da língua portuguesa culta escrita para construir com maior precisão o cenário desejado.
III. Embora não seja possível visualizar com exatidão uma de suas partes, o texto desenrola-se a partir de um diálogo entre duas personagens.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
a) I.
b) II.
c) I e III.
d) II e III.
Gabarito: Letra D
Comentário: O item I está incorreto, pois, por diversas vezes, o protagonista cai em contradição ao contar os fatos, como no trecho: “Tenho a mais absoluta, a mais tranquila, a mais inabalável certeza que eu disse apenas “pareô”. Como é que eu podia saber que era vermelho se a fotografia não era em cores, certo?”. O item II mostra-se correto, pois a norma culta da língua escrita é diversas vezes transgredida, como, por exemplo, na expressão “pra começo de conversa”. No item III, observa-se de acordo com o texto, já que todo ele se dá a partir da conversa entre duas pessoas, presumivelmente, marido e mulher. |
(Consulplan. Câmara de Belo Horizonte. Técnico Legislativo II. 2018) No que diz respeito à perspectiva sob a qual é apresentado, é correto afirmar que o texto é recortado de maneira
a) unilateral.
b) insultuosa.
c) ambilátera.
d) pluridimensional.
Gabarito: Letra A
Comentário: O texto apresenta uma crônica unilateral, uma vez que apenas um dos lados é narrado – o lado masculino –, sendo a segunda personagem conhecida apenas indiretamente. Portanto, correta a letra A. |
(Consulplan. Câmara de Belo Horizonte. Técnico Legislativo II. 2018) Analise o título do texto e sua relação com o conteúdo veiculado no mesmo e indique a alternativa que justifica de maneira adequada essa correlação.
a) O título diz respeito ao afazer do protagonista.
b) O título faz referência a uma comparação proposta pelo protagonista.
c) O título realiza uma analogia entre um afazer e a atitude do protagonista.
d) O título remete, metonimicamente, ao espaço supostamente frequentado pelo protagonista.
Gabarito: Letra C
Comentário: O título expressa uma analogia entre a conduta do protagonista e as pressões de sua mulher. No caso, ele, tal como um trapezista, mantém-se firme em seu discurso, sustentando-o mesmo quando parece que vai “cair”. Portanto, correta a letra C. |
(Consulplan. Câmara de Belo Horizonte. Técnico Legislativo II. 2018) Considerando as suas características formais e semânticas, é correto afirmar que o principal objetivo do texto é:
a) Descrever fatos.
b) Narrar uma história.
c) Explicar um conhecimento.
d) Argumentar em favor de uma tese.
GABARITO: LETRA B
Comentário: O texto é majoritariamente narrativo, sendo composto por todos os elementos do tipo – cenário, personagens, contexto, tempo, ações etc. Portanto, correta a letra B. |
(Consulplan. Câmara de Belo Horizonte. Técnico Legislativo II. 2018) Por que Marte perdeu sua água e acabou não ficando parecido com a Terra?
Embora a superfície de Marte seja hoje árida e inóspita, há bilhões de anos provavelmente estava tão coberta de água quanto a Terra.
O que provocou o desaparecimento deste recurso crucial para o desenvolvimento da vida?
Uma das teorias vigentes é de que a água sumiu do planeta vermelho quando ele perdeu o campo magnético que o protegia dos ventos solares.
No entanto, um estudo recente feito por cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, mostrou que a perda do campo magnético não permite explicar o desaparecimento de toda a água que existia no planeta.
O resto, segundo a pesquisa, foi absorvido pelas rochas de basalto, que podem reter em seu interior aproximadamente 25% mais água que as pedras do mesmo tipo na Terra, já que são ricas em óxido de ferro.
Este processo foi tão intenso que é estimado que a crosta do planeta tenha consumido um oceano de mais de 3 km de profundidade.
Processo irreversível
Os pesquisadores da Universidade de Oxford chegaram a essa conclusão após calcular quanta água era possível de eliminar da superfície do planeta pela interação do líquido com os minerais das rochas.
O cálculo incluiu também fatores como a temperatura das pedras e a pressão atmosférica. Os resultados mostram que as rochas levaram grande parte da água da superfície para o interior do planeta.
Depois de absorvida, a água não pode ressurgir, porque as rochas basálticas não funcionam exatamente como uma esponja: elas quebram as moléculas, absorvendo apenas o oxigênio, enquanto o hidrogênio se espalha pelo espaço.
Essas rochas então se afundaram no manto (camada logo abaixo da superfície, assim como na Terra), deixando o planeta seco, sem a possibilidade de abrigar vida.
Diferenças sutis, mas importantes
Por que a Terra não passou por um processo parecido?
Segundo os pesquisadores de um estudo publicado na última edição da revista Nature, “Marte é um planeta muito menor que a Terra, com um perfil de temperatura diferente e uma quantidade maior de ferro em seu manto”. “São diferenças sutis, mas podem ter um efeito significativo, que aumenta com o tempo”, diz o paper.
Esses fatores permitiram que a superfície de Marte fosse mais reativa à água que a nossa, possibilitando a formação de minerais que absorveram água e se afundaram para o interior do manto.
Já na Terra, em seus primeiros anos de formação, as rochas hidratadas tendiam a flutuar até se desidratarem.
(Disponível em: http://www.bbc.com/portuguese/brasil-42445360.)
Assinale a alternativa cujo conteúdo apresente a correlação correta entre a palavra e o processo que tenha lhe formado.
a) “intenso” – derivação regressiva.
b) “embora” – composição por aglutinação.
c) “atmosférica” – derivação parassintética.
d) “desaparecimento” – composição por justaposição.
Gabarito: Letra B
Comentário: Apenas a letra B está correta, pois a palavra “Embora” é formada a partir de um processo de aglutinação (em+boa+hora) |
(Consulplan. Câmara de Belo Horizonte. Técnico Legislativo II. 2018) Em “Este processo foi tão intenso que é estimado que a crosta do planeta tenha consumido um oceano de mais de 3 km de profundidade.” (6º§), a locução verbal destacada está no
a) futuro do subjuntivo.
b) imperativo afirmativo.
c) presente do indicativo.
d) presente do subjuntivo.
Gabarito: Letra D
Comentário: A locução verbal foi construída a partir do verbo “ter” no presente do subjuntivo mais o particípio do verbo “consumir”. Assim, correta a letra D por apresentar o tempo e o modo verbais corretos. |
(Consulplan. Câmara de Belo Horizonte. Técnico Legislativo II. 2018) “O resto, segundo a pesquisa, foi absorvido pelas rochas de basalto, […]” (5º§). De acordo com o trecho transcrito, analise as afirmativas a seguir.
I. A oração está na voz passiva analítica.
II. O sujeito da oração é paciente da ação enunciada.
III. “rochas de basalto” atua, sintaticamente, como complemento da locução verbal “ser absorvido”.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
a) I.
b) III.
c) I e II.
d) II e III.
Gabarito: Letra C
Comentário: O item I está correto, pois há uma estrutura de passiva analítica na oração em “O resto […] foi absorvido pelas rochas de basalto, […]”. O item II encontra-se igualmente correto, uma vez que a estrutura de passiva torna o objeto direto da voz ativa o sujeito paciente, correspondente a “o resto”. O item III, contudo, está errado, pois a expressão “rocha de basalto” atua como agente da passiva, sendo, na oração ativa, o sujeito. |
(Consulplan. Câmara de Belo Horizonte. Técnico Legislativo II. 2018) “[…] um estudo recente feito por cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, mostrou que a perda do campo magnético não permite explicar o desaparecimento de toda a água que existia no planeta” (4º§). De acordo com o período transcrito, analise as afirmativas a seguir.
I. “que a perda do campo magnético não permite explicar o desaparecimento de toda a água que existia no planeta” é uma oração subordinada substantiva objetiva direta.
II. “a perda do campo magnético não permite” é a oração principal de “explicar o desaparecimento de toda a água que existia no planeta”.
III. “explicar o desaparecimento de toda a água que existia no planeta” também é uma oração subordinada substantiva objetiva direta.
Estão corretas as afirmativas
a) I, II e III.
b) I e II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
Gabarito: Letra A
Comentário: O item I está correto, pois o verbo “mostrar” é transitivo direto, tendo como objeto direto o complemento oracional introduzido pela conjunção integrante “que”. O item II também se mostra correto, uma vez que o trecho “explicar o desaparecimento de toda a água que existia no planeta” é uma oração subordinada substantiva objetiva direta reduzida de infinitivo, sendo a principal “a perda do campo magnético”. O item III, tal como o item I, está correto, uma vez que também traz complemento oracional direto ao verbo. Assim, correta a letra A ao considerar todos os itens corretos. |
(Consulplan. Câmara de Belo Horizonte. Técnico Legislativo II. 2018)Das alternativas apresentadas, em apenas uma o uso do acento gráfico é aplicado no par por razão distinta, nos demais a regra que justifica um uso também justifica o outro. Que alternativa é essa?
a) “há” e “é”.
b) “água” e “possível”.
c) “após” e “também”.
d) “árida” e “inóspita”.
Gabarito: Letra B
Comentário: A letra A apresenta uma regra de acentuação por monossílabo tônico terminado em -a e -e. A letra B é o gabarito da questão, pois traz regras de acentuação distintas: paroxítonas terminada em ditongo e em -l. A letra C apresenta as mesmas regras de acentuação – oxítonas terminadas em -o(s) e -em(ens). Já a letra D, igualmente, tem regras semelhantes para as palavras “árida” e “inóspita”, sendo a acentuação de duas proparoxítonas. |
Agora ficou claro como a Consulplan costuma cobrar a disciplina de língua portuguesa? Achou que o texto ajudou a esclarecer um pouco o perfil da banca? Como foi nas questões comentadas?Não deixe de nos contar nos comentários! Caso tenha algum conteúdo que gostaria de ler por aqui, você poder nos pedir que iremos escrever 🙂