fbpx

Regência do verbo influenciar

Equipe Flávia Rita

A regência do verbo influenciar costuma causar muitas dúvidas. Assim, vamos ver quais são os casos de transitividade segundo a norma culta e quais são as preposições que devem ser empregadas.
Regência do verbo influenciar

Muitas pessoas têm dificuldades na hora de fazer uma redação. Isso decorre, normalmente, de uma má compreensão de determinado assunto da gramática. Entre os mais problemáticas, está, sem dúvida, a compreensão da regência verbal. Dentro desse, alguns verbos costumam ser mais complicados, gerando muitas dúvidas nos usuários da língua. Por isso, aqui vamos tratar do verbo influenciar e das formas como deve ser empregado para estar de acordo com a norma culta.

Noção geral de regência

Primeiramente, vamos deixar claro o que se entende por regência. Essa nomenclatura gramatical tem sido adotada em sentido amplo e restrito. No primeiro, ela equivale à ideia de subordinação sintática, em que algumas palavras subordinam outras. Já no segundo, a regência diz respeito, conforme a lição de Celso Pedro Luft:

“[…] à subordinação especial de complementos às palavras que os preveem na sua significação”.

Explicando: considera-se regência em sentido restrito a necessidade ou a desnecessidade de se empregar uma complementação específica em decorrência da significação dos nomes e verbos utilizados. Complicado? Vamos esclarecer mais.

Por exemplo, na frase “Marco colocou o livro sobre a mesa”, tem-se um caso de regência verbal. O verbo “colocar” rege seus complementos “o livro” e “sobre a mesa”. Nesse processo, poderá haver ou não a presença de complementos, a serem determinados pela semântica verbal.

Esses complementos assumirão diversas formas morfossintáticas, como objetos direto e indireto, adjuntos adnominais, complementos nominais ou mesmo preposições. As preposições regentes, contudo, não são, muitas vezes, fixas ou únicas, podendo existir outras opções de construção verbal.

Assim, quando se fala em regência verbal, fala-se, na verdade, do emprego de um complemento específico do verbo. Normalmente, essa matéria exige o conhecimento acerca da preposição regente, ou seja, aquela por exigida pelo verbo.

Feito essa introdução e afastando nossas dúvidas sobre o que é, de fato, regência verbal, vamos ver como usar o verbo influenciar.

Regência do verbo influenciar

O verbo influenciar, segundo a gramática normativa, poderá ser empregado com transitividade direta ou com transitividade indireta. Nesse segundo caso, haverá a regência das preposições “em” ou “sobre”.

Em certos casos, o verbo influenciar será classificado também como verbo transitivo direto pronominal. Para entender melhor, vamos analisar cada uma desas ocorrências.

Influenciar como verbo transitivo direto 

O verbo influenciar é empregado com o sentido de “exercer uma ação sobre alguém ou sobre alguma coisa” ou de “deixar-se subjugar por determinada ação”.  Como se trata de um verbo transitivo direto, não apresentará qualquer complemento preposicionado. Assim, teremos apenas o objeto direto, tal como os seguintes exemplos:

O político foi influenciado pelo partido.

Márcio influenciou seu filho a não ir na viagem.

Nada o influencia mais.

A história sempre influencia o presente.

A Lua influencia as marés

Por sua vez, quando ocorrer na forma pronominal, o verbo influenciar deverá vir acompanhado da partícula “se”, a qual, sintaticamente, servirá como o objeto direto da oração. Veja:

Ele não se deixa influenciar por mais nada.

 Maria não se influencia por ninguém.

Influenciar como verbo transitivo indireto 

Além de sua transitividade direta, o verbo influenciar também pode ser empregado, segundo a norma culta, com transitividade indireta. Nesse caso, haverá a regência das preposições “em” ou “sobre”. Observe os exemplos adaptados do livro Dicionário Prático de Regência Verbal, do professor Celso Luft:

O política influencia sempre na economia.

Maria influenciou sobre as decisões de Carlos.

As políticas de isolamento influenciaram nas decisões das pessoas.

Alguma dúvida?

O qua achou? Ainda ficou alguma dúvida depois dessas explicações? Se sim, você pode nos contar nos comentários! Além disso, caso você queira ver mais conteúdo de português sobre regência verbal, redação (introdução desenvolvimento) ou pontuação, confira nossos outros textos!

Curso de português para concurso: conheça o melhor!

Se você gostou do texto e sente que precisa aprofundar seus estudos na Língua Portuguesa, então não deixe de conferir o curso Português Gold! Ministrado pela professora Flávia Rita, referência na área de concursos públicos e exames vestibulares, o curso irá lhe oferecer uma abordagem completa da disciplina, cobrindo TODAS AS BANCAS ORGANIZADORAS. Trata-se do curso ideal para ajudar você a conseguir a sua classificação. Confira uma aula nossa para conhecer nossa metodologia:

O curso Português Gold é completo e tem TUDO o que você precisa para superar QUALQUER dificuldade no conteúdo. Conta com:

  • Teoria completa: não importa se você está iniciando os estudos, se ficou muito tempo e está retomando, ou se precisa revisar os principais conteúdos, porque a professora Flávia Rita ABORDA toda disciplina de forma direcionada.
  • Resolução exaustiva de exercício. Ou seja, você vai aprender a forma de cobrança das bancas, revisar os principais pontos e aprender a fazer exercício.
  • Livro de interpretação de textos, para você treinar. Ou seja, além da parte de gramática você vai também vai aprender, definitivamente, como interpretar os textos cobrados nos certames e gabaritar.
  • Livro de planejamento de estudo. É fundamental que a sua rotina esteja organizada, para que você possa ter um rendimento melhor nos seus estudos.
  • Simulado para avaliar o seu desempenho
  • Livro Português descomplicado: toda a teoria, além de exercícios comentados.
  • Livro de fichamento: técnica desenvolvida pela Professora Flávia Rita, para você manter todo o conteúdo na memória.

CLIQUE AQUI PARA FAZER A SUA MATRÍCULA E APRENDER DE UMA VEZ O PORTUGUÊS PARA CONCURSO

Deixe seu Comentário

Comentários

CONTINUE LENDO