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5 dicas para melhorar a clareza textual

5 dicas para melhorar a clareza textual

Equipe Flávia Rita

Aprenda agora 5 dicas para manter a clareza do seu texto e não dificultar a vida dos leitores.

Não é incomum nos depararmos com textos problemáticos, cuja leitura se mostra difícil e a compreensão é quase impossível. Há diversas razões para esse resultado. Se você gostaria de entender o que torna um texto pouco claro e, com isso, aprender como melhorar a clareza textual, continue lendo! Separamos 5 dicas para você conseguir melhorar seu texto, deixando claras as ideias e a argumentação desenvolvida!

Dica #1 de clareza textual – Cuidado com a pontuação!

Um texto nada mais é do que uma organização lógica de ideias, transmitidas por palavras ordenadas entre si. Se você pensar, sendo os argumentos construídos por meio dessa organização, alguns problemas podem surgir a partir da posição que cada termo ou locução assuma no texto.

E qual o recurso empregado para se organizar essas ideias? Bem, são vários, como nexos textuais e conectores em geral. Contudo, o mais importante, e talvez o mais básico, seja a pontuação. Os sinais de ponto, vírgula, ponto e vírgula, além de outros, são fundamentais para a construção de sentido. São eles que permitem que as ideias sejam transmitidas de forma clara e compreensível. Todavia, quando utilizados de forma incorreta ou imprecisa, podem levar à incompreensão total ou parcial dos argumentos.

Veja os exemplos abaixo:

Existem, pessoas muito interessantes, que não saem com frequência, e que, por isso, não as conhecemos bem.

Considerava uma pessoa, amiga, o morador do apartamento ao lado.

Os pais, responsáveis pelos seus filhos, educam.

Maria recebeu a visita do seu irmão que era médico.

Vamos analisar cada um deles para entender onde estão os problemas

Você consegue entender perfeitamente a ideia? Ou fica na dúvida sobre o que a sentença pretende dizer? Bem, imagino que fique na dúvida em algumas delas, pois o sinal de vírgula acaba prejudicando ou alterando o sentido. Vamos entender o que acontece em cada caso, para que não reste dúvida.

Exemplo #1

Examine o primeiro exemplo:

“Existem, pessoas muito interessantes, que não saem com frequência, e que, por isso, não as conhecemos bem.”

Note que há um erro de pontuação, uma vez que a vírgula separa o sujeito do verbo. Ocorre que o resultado disso é uma dificuldade em se compreender as relações sintáticas entre os termos.

O que existe, afinal? Pessoas muito interessantes? Ou não sair com frequência? Obviamente essa dúvida pode ser respondida pelo contexto, porém, lembre-se que isso não tornará o trecho correto ou bem escrito.

Exemplo #2

No segundo exemplo, o uso de vírgulas em torno da palavra “amiga” pode levar a prejuízos de sentido. “Amiga”, por exemplo, foi usado como um vocativo? Um aposto? Difícil dizer apenas com as informações disponíveis, não é mesmo? Agora suprima o sinal:

Considerava uma pessoa amiga o morador do apartamento ao lado.

Veja que agora o mesmo termo tem sua função sintática clara, tendo sido empregado para qualificar o objeto “pessoa”. Bem mais fácil de entender a ideia da oração, não é mesmo?

Exemplo #3

O quarto exemplo é bastante conhecido do quem já está há muito tempo estudando para concurso. Nele, é possível notar que o uso das vírgulas altera a própria função sintática dos termos. Na oração com os termos separados por vírgulas, temos um adjunto adnominal, ao passo que, ao se suprimir os sinais, teremos um aposto.

Com essa modificação, o sentido original restritivo passa a ter um caráter explicativo. Veja:

Os pais responsáveis pelos seus filhos educam.

Exemplo #4

O último exemplo traz um outro caso muito conhecido. Nele, o uso de vírgula antes do pronome relativo “que” promove mudança no sentido da oração subordinada adjetiva. Essa passa da sua forma restritiva para a explicativa. Observe:

Maria recebeu a visita do seu irmão que era médico.

Nesse exemplo, deve-se entender que Maria tem mais de um irmão, mas apenas aquele que é médico a visitou. Essa ideia é bastante diferente daquela formada a partir do uso de vírgula:

Maria recebeu a visita do seu irmão, que era médico.

Aqui, depreende-se que Maria tem um único irmão, o qual é médico. Veja, portanto, que o uso da vírgula promove uma alteração no sentido da frase, restringindo a ideia.

Dica #2 de clareza textual – Tenha atenção ao vocabulário!

Um outro recurso textual que pode prejudicar a clareza na hora de transmitir uma ideia é o vocabulário. Mesmo sendo um elemento básico do texto, ele pode ser responsável por impedir que o leitor entenda os argumentos, deixando o texto hermético ao destinatário…

Viu? Afinal, o que é hermético? Mesmo que não se trate de uma palavra pouco conhecida, ela também não é de uso tão comum. Note, com isso, que, ao se empregar termos pouco usuais, você estará, automaticamente, prejudicando a compreensão de quem não compartilha do mesmo vocabulário.

Isso pode ocorrer tanto pela capacidade expressiva precária do autor, caso em que ele emprega palavras mais rebuscadas na expectativa de melhorar a qualidade geral do texto, como pela própria natureza da produção textual, destinada a um público específico.

Imagine, por exemplo, um advogado lendo um artigo de uma revista médica, ou mesmo o contrário, com um médico se aventurando em artigos jurídicos. Muito provavelmente, nenhum dos dois, advogado ou médico, entenderá bem o conteúdo de cada texto. Isso simplesmente porque não estão familiarizados com a linguagem. Veja o seguinte trecho:

“A parte, em face do recurso vergastado pela excelentíssima turma recursal, decidiu agravar da decisão, com base em regra regimental do caput do art. XXX. Nesse desiderato, não se vislumbra risco de bis in idem, pois a matéria sub examine trata de assunto distinto do analisado no juízo a quo”.

Complicado, não é mesmo?

A ideia ficou clara? Sim! Para todos? Não! E isso porque esse texto não é destinado a um público geral, mas, sim, a operadores do Direito e especialistas. Muito diferente seria o caso de uma reportagem ou artigo de opinião, com destinatários indeterminados. Nessa situação, as palavras deveriam ser escolhidas evitando tecnicismos, jargões ou qualquer expressão que dificulte a compreensão do texto.

Dica #3 de clareza textual – Mantenha o sujeito próximo do verbo

Outra dica preciosa para quem quer deixar o leitor confortável na hora de ler os argumentos, é procurar manter o sujeito perto de seu verbo. Em termos práticos, o que isso significa? Simples! Significa evitar excesso de locuções entre o sujeito e o verbo, como orações subordinadas ou locuções adverbiais deslocadas.

E por que isso? Porque a compreensão do sentido se faz, fundamentalmente, a partir da relação entre os elementos sintáticas básicos. Ou seja, quanto mais distantes eles estiverem uns dos outros, mais distendida estará essa relação entre eles. Consequentemente, a clareza do texto e o entendimento dos argumentos estarão prejudicadas. Observe o seguinte exemplo:

A Constituição brasileira, não obstante conter, em seus dispositivos centrais, princípios fundamentais irrenunciáveis, imprescritíveis e históricos, dentre eles o da dignidade da pessoa humana, o da humanização das penas, o da preservação da integridade física e o da liberdade ambulatorial, bem como normas que objetivam assegurar tais princípios, em referência a diversos diplomas legais, na contemporaneidade, em se tratando de sistema prisional, não os concretiza.

Veja que, além de outros problemas, o trecho se mostra de difícil compreensão, exatamente pelo excesso de elementos intercalados. Eles, além de distanciarem o sujeito de seu verbo, também trazem um grande volume de informações ao trecho, cujo efeito é uma confusão do leitor. Pense assim, entre as duas frases, qual é mais fácil de entender:

Você não deve tomar remédio depois das 23 horas.

Você não deve, depois das 23 horas, sob risco de sentir alguns efeitos colaterais, sobretudo durante o sono, tomar remédio.

Imagino que a primeira, não é mesmo? E agora você já sabe o porquê. =]

Dica #4 de clareza textual – Procure sempre fazer orações em ordem direta

O que é uma oração em ordem direta? Bem, para entender isso, vamos tratar do conceito de ordem canônica dos elementos frasais.

Por ordem canônica, deve-se entender a posição natural dos elementos constitutivos das frases – sujeito, verbo e complementos. Na Língua Portuguesa, em termos gerais, a ordem básica é exatamente o sujeito, seguido do verbo, que é seguido dos objetos.

Ou seja, um elemento de clareza textual é o respeito à ordem canônica. Obviamente a inversão de determinado elemento pode não ensejar erro e nem prejudicar a clareza do texto, sendo, na verdade, um aspecto de estilo. Contudo, para isso, o escritor deve entender e dominar bem as diferentes estratégias de produção textual.

Como muitas pessoas ainda têm dificuldade ao empregar esses recursos de estilo, o mais recomendado é manter a ordem direta dos termos da oração. Lembre-se do que falamos no tópico anterior. Quanto mais elementos e informações deslocadas, menos claro será o texto.

Dica #5 de clareza textual – Lembre-se de que a intenção é comunicar

Por fim, talvez a dica mais importante de todas… lembre-se de que a intenção, ao escrever, é se comunicar. Ou seja, é tornar uma determinada mensagem compreensível para outras pessoas.

Dito isso, procure sempre focar desenvolver as ideias pensando em como o público as entenderá. Leia em voz alta, se necessário, para entender como elas estão soando, como está a cadência do texto e o sentido das palavras.

Alguma dúvida?

Se depois dessa explicação você ainda tiver alguma dúvida, não deixe de nos contar nos comentários! Além disso, caso você queira ver mais conteúdo de português sobre regência verbal, redação (introdução desenvolvimento) ou pontuação, confira nossos outros textos!

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