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COMO FAZER UMA REDAÇÃO PARA A MATÉRIA DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

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por: Equipe Flávia Rita

Nesse texto, você irá aprender a como fazer uma redação para provas de Administração Pública. Aqui você encontrará dicas a respeito da organização do texto, assim como dos tipos de argumentos que devem ser utilizados. Não será um curso de Administração Pública, mas uma análise de como fazer uma boa redação sobre o tema.

COMO FAZER UMA REDAÇÃO PARA A PROVA DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Os candidatos de concursos públicos que disputam cargos para Analista Judiciário – Especialidade em Administração devem se deparar, na prova discursiva, com questões acerca da disciplina Noções de Administração Pública. Em face disso, uma dúvida sempre paira sobre os iniciantes na jornada da aprovação: como fazer uma boa redação?

ESTRUTURA DE UMA REDAÇÃO

A primeira coisa que deve estar clara para fazer uma redação de qualidade é saber que um texto básico deve conter três partes:

  1. uma introdução,
  2. um desenvolvimento e
  3. uma conclusão.

Na parte introdutória, o candidato deverá apresentar o tema de maneira superficial, de modo que exponha, sucintamente, o que será abordado nos parágrafos seguintes. Já no desenvolvimento, que poderá ocorrer em diversos parágrafos, a depender do número de questões a serem aprofundadas, irá detalhar os argumentos inicialmente apresentados. Nessa parte, deverá ser estabelecida uma estratégia argumentativa, de maneira a demonstrar domínio do tema e habilidade de convencimento. Por fim, far-se-á a conclusão, cuja finalidade é arrematar as teses defendidas de maneira objetiva e de modo a corroborar o posicionamento do autor.

Com isso em mente, procure organizar as informações que comporão o texto por ordem de relevância. Uma maneira simples de fazer isso é observar qual tópico recebe maior pontuação ou qual apresenta mais desdobramentos ou detalhes. Lembre-se de que a correção será baseada em um espelho e, com isso, a nota final dependerá da abordagem, ainda que parcial, dos conteúdos nele constantes.

DA ESTRATÉGIA ARGUMENTATIVA

A partir do momento em que tiver separado os temas a serem trabalhados, escolha uma estratégia argumentativa a ser seguida. Em questões discursivas, todavia, isso é normalmente mais simples, pois o objetivo será a exposição completa da matéria. Desse modo, não será necessário promover um convencimento do leitor mediante, por exemplo, técnicas de contraposição (quando se apresenta argumentos opostos para abordar ambos os lados). Recomenda-se, por isso, usar argumentos de autoridade e exemplificações, de maneira a tratar mais amplamente do conteúdo e tangenciar eventuais pontos específicos do espelho.

Após organizar as informações e determinar a estratégia argumentativa, estará na hora de começar a escrever. Nesse momento, preze, sobretudo, pela clareza, pela coesão e pela coerência do texto.

A clareza será assegurada com uma abordagem direta e objetiva dos temas, mas, principalmente, pela sua exposição segmentada. Isso quer dizer que, ao se estruturar os parágrafos de desenvolvimento, prefira organizar cada tópico, ou tópicos com conteúdo correlato, em um mesmo parágrafo. Com isso, as ideias trabalhadas ficarão claras aos olhos do corretor e se evitará eventuais equívocos na avaliação.

A coesão, por sua vez, será promovida a partir do uso de recursos coesivos, como partículas anafóricas, estratégias lexicais ou uso de conectores. No primeiro caso, utiliza-se termos de retomada, como pronomes demonstrativos ou pronomes relativos, de modo que a ideia anteriormente trabalhada seja referenciada. No segundo, opta-se por palavras que possuam um campo semântico semelhante a outras já abordadas, como no caso de sinônimos, hipônimos ou hiperônimos. Por fim, o uso de conectores permite um encadeamento direto dos argumentos com o estabelecimento de uma relação lógica entre eles, como, por exemplo, uma oposição ou uma concessão.

Já a coerência será assegurada a partir do uso de teses não contraditórias. Ou seja, não se deve defender uma posição que será negada posteriormente por razão de falhas de estrutura ou mal uso de partículas coesivas.

 

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