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Conectores textuais – quais são e como usá-los

Equipe Flávia Rita

Uma das grandes dificuldades que percebemos, não só em alunos e candidatos para concursos públicos, mas também em profissionais com carreiras consolidadas, diz respeito à elaboração de textos coesos e articulados. Expor os argumentos, de forma que estejam devidamente conectados e articulados, respeitando a progressão textual, não é fácil. Para isso, é necessário um domínio das diferentes ferramentas discursivas conhecidas como conectores. Mas o que são esses conectores textuais, que muitos professores de português vivem repetindo? É isso que vamos entender nesse texto!
Conectores textuais – quais são e como usá-los

Conectores textuais – o que são?

Conectores são palavras ou locuções empregadas para ligar ou articular ideias, expressas em palavras ou orações. Trata-se, pois, de um recurso essencial à construção coesiva do texto e, consequentemente, à clareza de qualquer mensagem. Em concursos públicos, os conectores textuais são uma ferramenta essencial para a redação de textos dissertativos.

Embora as conjunções sejam a classe de palavras normalmente associada à função coesiva, outras espécies morfológicas também desempenham esse papel. Entre elas, podem ser apontados como conectores textuais:

  • As preposições
  • Os pronomes (relativos e demonstrativos)
  • Os advérbios
  • Os substantivos ou o léxico textual
  • Os verbos
  • Os sinais de pontuação

Vamos entender melhor como cada uma dessas classes desempenha a função coesiva, articulando os segmentos textuais existentes. Não deixe de ver nossa dica de conjunções para aprofundar ainda mais no assunto e, caso ainda não conheça, ficar por dentro da nossa metodologia. =]

 

Espécies de conectores textuais

CONJUNÇÕES

Primeiramente, vamos entender o que se chama conjunção. Segundo Celso CUNHA e Lindley CINTRA, em lição exposta em sua Nova Gramática do Português Contemporâneo, as conjunções:

“são vocábulos gramaticais que servem para relacionar duas orações ou dois termos semelhantes da mesma oração”.

Em sentido semelhante, Ingedore Koch, explica, em seu livro “A Coesão Textual”, que:

A conjunção (ou conexão) permite estabelecer relações significativas específicas entre elementos ou orações do texto. Tais relações são assinaladas explicitamente por mercadores formais que correlacionam o que está para ser dito àquilo que já foi dito. Trata-se dos diversos tipos de conectores e partículas de ligação como e, mas, depois, assim etc.

Conforme as lições acima, conclui-se que as conjunções são, essencialmente, palavras de articulação, cuja finalidade é conectar diferentes elementos textuais. Em outras palavras, elas servem para estabelecer, de forma clara e distintiva, as relações lógicas e coesivas entre as variadas teses do texto.

Como se trata de estabelecer uma relação entre dois segmentos distintos, as conjunções são classificadas em dois grandes grupos:

  • Conjunções coordenativas
  • Conjunções subordinativas

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.Conjunções coordenativas como conectores textuais

Nas lições de CINTRA & CUNHA, às conjunções coordenativas caberá a articulação de termos ou de orações que possuam função gramatical idêntica. Já as conjunções subordinativas, por outro lado, ficarão responsáveis por ligarem duas ou mais orações que se complementam.

Observe que, nas conjunções subordinativas, será estabelecida uma relação de hierarquia, em que a oração principal exprimirá o sentido básico do texto, ao passo que a oração subordinada o complementará de alguma forma específica. Veja os seguintes exemplos:

Nada é mais certo neste mundo do que a morte e os impostos. (Benjamin Franklin)

A política e a economia se complementam, mas não da mesma forma.

Em ambas as frases, foram empregadas conjunções coordenativas de natureza, respectivamente, aditiva e adversativa. Conquanto não haja uma relação de hierarquia entre as orações, dado se tratar de orações principais, é possível perceber que a conjunção foi responsável por imprimir um sentido específico ao texto.

No primeiro caso, esse sentido é de adição, uma vez que tanto a “morte” quanto os “impostos” são eventos certos na vida do autor. No segundo, tem-se um sentido de oposição, em que se contraria a expectativa da primeira ideia apresentada.

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Conjunções coordenativas como conectores textuais

Nas lições de CINTRA & CUNHA, às conjunções coordenativas caberá a articulação de termos ou de orações que possuam função gramatical idêntica. Já as conjunções subordinativas ficarão responsáveis por ligarem duas ou mais orações que se complementam sintática e semanticamente.

Observe que, nas conjunções subordinativas, será estabelecida uma relação de hierarquia, em que a oração principal exprimirá o sentido básico do texto, ao passo que a oração subordinada o complementará de alguma forma específica. Confira os seguintes exemplos:

Nada é mais certo neste mundo do que a morte e os impostos. (Benjamin Franklin)

A política e a economia se complementam, mas não da mesma forma.

Em ambas as frases, foram empregadas conjunções coordenativas de natureza, respectivamente, aditiva e adversativa. Conquanto não haja uma relação de hierarquia entre as orações, dado se tratar de orações principais, é possível perceber que a conjunção foi responsável por imprimir um sentido específico ao texto.

No primeiro caso, esse sentido é de adição, uma vez que tanto a “morte” quanto os “impostos” são eventos certos na visão do autor. No segundo, há um sentido de oposição, o qual contraria a expectativa inicialmente apresentada.

Tabela de conjunções coordenativas como conectores textuais

Tendo em mente essas diferentes ocorrências, veja a lista com as principais conjunções coordenativas. A classificação indica também os sentidos que são estabelecidos entre as orações articuladas por cada um desses conectores textuais.

 

CONJUNÇÕES COORDENATIVAS ADITIVAS Ligam dois termos ou duas orações com idêntica função. E, nem, mas, além disso, ainda por cima, também, ademais, outrossim, não só… bem como etc.
ADVERSATIVAS Ligam dois termos ou duas orações acrescentando-lhes uma função de oposição. Contudo, entretanto, mas, todavia, porém, no entanto etc.
ALTERNATIVAS Ligam dois termos ou orações de sentido alternativo, ou seja, indicando que a realização de uma impede a da outra. Ora, ora… ora, seja… seja, nem… nem etc.
CONCLUSIVAS Ligam orações em sentido de conclusão, fechando uma argumentação. Portanto, assim, dessa maneira, desse modo, logo, pois (entre vírgulas), por conseguinte etc.
EXPLICATIVAS Ligam orações de maneira que a segunda apresenta uma justificativa da ideia contida na primeira. Porque, que, pois (pré-virgulado), porquanto etc.

..

Vejamos alguns exemplos de cada um desses conectores, a fim de tornar mais clara a função que desempenham.

Não só Mário, bem como Maria queria ir ao cinema no domingo. (relação aditiva = tanto Mário quanto Maria queriam ir ao cinema)

Carlos havia estudado muito para a prova da OAB, no entanto, não conseguiu passar na segunda etapa. (relação adversativa ou de oposição = Carlos estudou muito para a prova, contudo, não obteve sucesso. A ideia contraria a expectativa inicialmente estabelecida)

Marcela tinha o mau hábito de procrastinar, seja por não saber como fazer suas tarefas, seja por as achar enfadonhas. (relação alternativa = Marcela procrastinava ou por uma razão ou por outra).

A mãe era inflexível, mesmo em face dos suplícios de seus filhos. Portanto, sequer adiantava chorar. (relação conclusiva = por ser inflexível, o castigo aplicado pela mãe era certo, o que tornava ineficaz qualquer súplica).

Carol não viajou com a turma, pois, na semana da partida, ficou doente. (relação explicativa = o motivo de Carol não ter viajado foi ter ficado doente).

 

Conjunções subordinativas como conectores textuais

Quanto às orações subordinadas, observe as seguintes hipóteses:

Pedimos-lhe que falasse mais baixo durante a noite.

 Ela foi embora, apesar de querer ficar mais.

Note que as orações seguidas das conjunções não apresentam sentido independente. Ao contrário, elas complementam a ideia das orações principais antepostas. Ao fazer isso, as conjunções subordinativas estabelecem uma relação lógica precisa entre os trechos da frase.

Nos exemplos, percebem-se, respectivamente, um complemento objetivo direto e um sentido concessivo. Em todos os casos, as conjunções introduzem orações subordinadas específicas – substantiva objetiva direta e adverbial concessiva.

 

Tabela de conjunções subordinativas como conectores textuais

A partir disso, guarde cada um dos grupos de conjunções subordinativas, de forma a dominar os diferentes recursos coesivos conjuntivos disponíveis e melhorar a articulação do seu texto:

CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS CAUSAIS Ligam orações em relação de subordinação, em que a segunda denota a causa da primeira. Porque, pois, porquanto, como (=porque), pois que, por isso que, já que, uma vez que, visto que etc.
CONCESSIVAS Ligam orações de maneira que se admite, na segunda, um fato contrário ao  principal, porém impossível de ser impedido. Embora, conquanto, ainda que, mesmo que, posto que, bem que, se bem que, por mais que, apesar de que etc.
CONDICIONAIS Introduz uma oração subordinada que traz uma condição necessária para a realização do fato principal. Se, caso, contanto que, salvo se, sem que, dado que, desde que, a menos que etc.
FINAIS Introduz uma oração subordinada que exprime a finalidade da oração principal. Para que, a fim de que, porque etc.
TEMPORAIS Introduz uma oração subordinada que exprime sentido de circunstância temporal. Quando, antes que, depois que, até que, logo que, mal, todas as vezes que etc.
COMPARATIVAS Introduz uma oração responsável por encerrar uma comparação. Que, mais do que, menos do que, melhor que, pior que,  quanto tanto, como, assim como, bem como etc.
CONSECUTIVAS Introduzem uma oração subordinada que representa a consequência da oração principal. De forma que, de maneira que, de modo que, de sorte que etc.
INTEGRANTES Introduzem orações subordinadas substantivas. Que e se.

 

Confira como esses conectores textuais podem ser usados em cada situação:

Maurício não passou na prova da OAB porque não se preparou ao longo da faculdade. (relação causal = a causa de não ter passado na prova da OAB foi não ter se preparado ao longo da faculdade).

Embora Maria não lesse muito, ela tinha bastante conhecimento das coisas. (relação concessiva = veja que há uma concessão entre a ideia de se ter muito conhecimento e de se ler pouco. Isso decorre da contrariedade à expectativa criada pela primeira oração)

Se você não a tratá-la bem, o relacionamento de vocês não irá perdurar. (relação condicional = a primeira oração apresenta uma condição para a duração do relacionamento)

Para ter sucesso profissional, você deve se dedicar muito aos estudos. (relação de finalidade = para + verbo no infinitivo = a dedicação ao estudo motivada pelo fim de se ter sucesso).

Quando Maurício chegar, ele irá encontrar todos o esperando para a festa surpresa. (relação temporal = veja que o conector textual “quando” serve para se delimitar um aspecto temporal da ideia).

Paulo era mais inteligente do que Maurício, embora esse fosse mais simpático do que aquele. (relação comparativa = veja que há um juízo qualitativo entre dois indivíduos).

Procurava sempre ler bons livros, de modo que sempre sabia muito sobre o mundo. (relação consequencial = a consequência de ler bons livros é saber muito sobre o mundo).

Eu lhe disse que eu não poderia ir à festa no final de semana. (conjunção integrante serve para ligar à oração principal uma substantiva)

Questões de conectores textuais como conjunção

Questão 01. (FGV. 2021)Todo grande homem somente atua ou escreve para desenvolver duas ou três ideias”. Nessa frase há duas ocorrências da conjunção OU. Sobre esses empregos, a única afirmação correta é:

A) as duas ocorrências têm valor alternativo;

B) as duas ocorrências têm valor aditivo;

C) somente a primeira ocorrência tem valor alternativo;

D) somente a primeira ocorrência tem valor aditivo;

E) nenhuma das ocorrências mostra valor aditivo ou alternativo.

Questão 02. (IDECAN. 2021. ADAPTADA) Os peixes podem se comportar de forma parecida com a que observamos em humanos que sofrem de dependência, não apenas a partir deste experimento, mas de vários estudos com diferentes espécies de peixes.

A respeito do período acima, analise as afirmativas a seguir:

  1. Há no período uma conjunção integrante.
  2. Há no período uma conjunção coordenativa aditiva.
  • Há no período dois pronomes relativos.

Assinale

  1. se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.
  2. se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas.
  3. se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.
  4. se nenhuma afirmativa estiver correta.
  5. se todas as afirmativas estiverem corretas.

Questão 03. (IDECAN. 2021. ADAPTADA) O vício em drogas é um problema de saúde global que pode devastar comunidades, e lidar com suas consequências ambientais vai sair caro.

No período acima, empregou-se corretamente a vírgula antes da conjunção E. Assinale a alternativa em que isso NÃO tenha acontecido.

  1. Ele muito se esforçou, e não conseguiu concluir a prova.
  2. Fiz, e faria tudo novamente.
  3. Era essencial, e urgente, e necessário, e imprescindível que ele lhe pedisse perdão.
  4. A perda de renda no Brasil faz aumentar o número de pessoas passando fome, e acaba agravando o cenário social como um todo.
  5. Os pais estimulam os filhos ao crescimento via estudo, e os filhos, quando empenhados, correspondem aos anseios dos genitores.

Gabarito: 1.D – 2.C – 3.D

PREPOSIÇÕES

Tal como as conjunções, as preposições têm como função precípua a articulação de termos dentro da frase. Entretanto, de forma diferente, as preposições irão relacionar palavras integrantes de uma mesma oração ou locução.

Com isso, esses conectores textuais estabelecerão o sentido entre o primeiro termo, denominado de antecedente, e o segundo, consequente. Por exemplo:

Essa é a casa de Pedro. (relação de posse)

Mariana esteve com Lucas. (relação de companhia)

Marcio chegou a Roma. (relação de lugar)

Daqui a um mês você fará sua prova. (relação de tempo)

Durante as férias, ele decidiu ficar em casa. (relação de espaço).

Nas frases acima, observe como os conectores textuais empregados foram responsáveis pela construção de sentido. Exatamente por estabelecerem as relações lógicas entre os elementos de uma oração é que as preposições atuam como conectores.

Portanto, lembre-se de que, ao elaborar seu texto, você não está limitado às conjunções como recurso de coesão. As preposições, isoladas ou em locução, podem ajudar a exprimir sentidos mais precisos e a tornar, com isso, o texto mais claro e encadeado.

Questões de conectores textuais como preposições

Questão 01. (Vunesp. 2021) Considere a passagem:

… deve haver um método de gestão para a utilização ótima dos recursos e a racionalização dos procedimentos administrativos com melhores resultados, não se restringindo a um determinado exercício financeiro…

Nesse trecho, o vocábulo destacado que expressa finalidade é

A) de

B) para

C) dos

D) com

E) a

Questão 02. (FGV. 2021) “O envelhecimento da população brasileira e a falta de dinamismo econômico deixam cada vez mais municípios dependentes da renda de aposentadorias, pensões e demais benefícios do INSS, como o auxílio a idosos de baixa renda. Em 693 cidades do país, os pagamentos do INSS já superam 25% do PIB local. O número de municípios nessa situação quase dobrou nos últimos 15 anos.”

A preposição DE é empregada textualmente como introdutora de termo independente dos segmentos anteriores ou como termo solicitado por um desses termos.

O segmento abaixo que exemplifica esse último caso é:

A) da população brasileira;

B) de aposentadorias;

C) de baixa renda;

D) do INSS;

E) de municípios.

Questão 03. (IBFC. 2021) Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.

Moro____ São Paulo e assisto frequentemente ____ partidas do meu time no estádio do Pacaembu. No próximo ano, servirei ____ exército.

A) em / as / o.

B) a / às / o.

C) na / as / ao.

D) em / às / ao.

Questão 04. (Máxima. 2021) Observe as orações abaixo:

I “Uma chuva me surpreendeu.”

II “Sendo tartaruga me libertei da areia”

III “Pensei em me ver no espelho

IV “Só que meu lado racional me mostrou os

As palavras destacadas são, respectivamente:

A) Pronome oblíquo – preposição – substantivo – artigo definido;

B) Pronome pessoal reto – preposição – adjetivo – artigo definido;

C) Pronome oblíquo – conjunção – verbo – artigo definido;

D) Pronome possessivo – preposição – substantivo – artigo indefinido.

Gabarito: 1.B – 2.A – 3.D – 4.A

 

PRONOMES

Pronomes são os elementos morfológicos responsáveis por representar um determinado nome em uma oração (pronomes pessoais). Além dessa função, podem também acompanhar um substantivo, a fim de limitar a extensão de seu sentido. Com isso em mente, fica fácil notar como eles servem de conectores textuais, contribuindo para a coesão.

Vamos focar, aqui, nos dois casos mais comuns na articulação textual: os pronomes relativos e os pronomes demonstrativos.

 

PRONOMES RELATIVOS

Pronomes relativos desempenham são, essencialmente, conectores textuais responsáveis empregados como elemento de retomada de termos anteriormente mencionados. A partir de seu uso, evita-se a repetição de ideias ou palavras no texto. Veja os exemplos:

Aquele é o sítio em que Paulo passou o final de semana. 

A casa de que gostei era mais bonita.

O prato que ele prepara é muito bom.

Note que o pronome relativo “que” retoma os termos anteriores, desempenhando suas respectivas funções sintáticas na oração. Em razão de ligarem sintaticamente as orações – oração principal com oração subordinada adjetiva –, é que os pronomes relativos são tidos também como conectores textuais.

São considerados pronomes relativos: que, quem, o qual (a qual, os quais, as quais), onde (equivalendo a em que), quanto (quanta, quantos, quantas) e cujo (cuja, cujos, cujas). Ao serem utilizados, os pronomes relativos poderão ser ou não precedidos de alguma preposição, a depender da regência dos verbos da oração.

 

PRONOMES DEMONSTRATIVOS

Os pronomes demonstrativos são os termos empregados para indicar a relação de um nome no tempo, no espaço ou próprio contexto. Veja alguns  exemplos:

Aline e Marcela são irmãs. Esta (a mais próxima – Marcela) é médica, aquela (a mais distante – Aline), advogada.  

Pular no jardim é proibido. Isso estrada as plantas.

Aquela (a enfermeira que está distante do interlocutor) enfermeira me ajudou muito. Já esta (a enfermeira que está próxima do interlocutor) daqui foi totalmente inútil…

Em razão de permitirem a ligação entre termos ou ideias diferentes, os pronomes demonstrativos atuam na construção da coesão textual. Por essa razão, são tidos também como conectores, de maneira que podem ser empregados para diversificar os recursos discursivos.

Questões de conectores textuais como pronomes

Questão 01. (FGV. 2021) A frase em que os pronomes demonstrativos estão adequadamente empregados é:

A) Perto de minha casa havia um parque de diversões; este parque foi importante na minha infância;

B) Nas comunidades, muitas das casas são pintadas de cores bastante vivas; aquelas cores chamam a atenção de todos;

C) Na Antiguidade, os deuses eram venerados dentro de casa; naqueles tempos as coisas eram muito diferentes;

D) João e Maria chegaram ao mesmo tempo à festa; este de carro, aquele de ônibus;

E) Estou agora diante da porta do cinema; aquela porta foi construída há pouco tempo.

Questão 02. (AMEOSC. 2021) A palavra destacada no trecho “Porém, começou a perceber QUE as pessoas somente a observavam de longe”, no contexto em que foi empregada, é classificada gramaticalmente como:

A) Pronome Interrogativo.

B) Conjunção Coordenativa

C) Conjunção Integrante.

D) Pronome Relativo.

Questão 03. (FGV. 2021) Em alguns enunciados podemos empregar as formas que / qual dos relativos; o enunciado abaixo em que é obrigatório o emprego da forma qual é:

A) Lembrei de uma coisa, da qual te quero falar;

B) Na frente havia um hotel luxuoso, atrás do qual estavam vários carros estacionados;

C) Vi na estante o romance de Clarice, a qual é admirada por todos os que amam a literatura;

D) Mandou-nos uma linda caixa dentro da qual havia um magnífico presente;

E) Visitei a rua na qual mora.

Questão 04. (Avança-SP. 2021) Assinale a alternativa que apresenta um pronome relativo:

A) quem

B) tu

C) lhe

D) nos

E) Vossa Excelência

Gabarito: 1.C – 2.C – 3.C – 4.A

 

ADVÉRBIO 

Advérbios são as palavras empregadas para a modalização do sentido dos adjetivos, dos verbos ou de outros advérbios. Nesse sentido, podem também ser considerados articuladores, uma vez que poderão estabelecer uma relação lógico-semântica entre diferentes segmentos. Observe os exemplos a seguir:

Ele queria estudar, talvez até demais.

Ela não gostava dele, talvez até gostasse, mas não aceitava.

A bola voou através da janela.

No primeiro e no segundo casos, os advérbios imprimem uma dúvida acerca da ideia inicial. No terceiro, ele estabelece um sentido de modo em relação ao “voo da bola”. Em todos os casos, ligam-se ideias distintas e, por isso, ele é considerado um dos casos de conectores textuais.

OBS: Segundo Celso Cunha e Lindley Cintra, em sua Nova Gramática do Português Contemporâneo, quando uma preposição vier antes do advérbio, ela não mudará a natureza deste. Por isso, será formada uma locução adverbial. Por exemplo: de dentro, por trás, por cima. Já quando a preposição ocorrer depois da forma adverbial, todo o conjunto será transformado em uma locução prepositiva – dentro de, por detrás de etc.

Questões de conectores textuais como advérbios

 

SUBSTANTIVOS COMO CONECTORES

VERBOS EM SUAS FORMAS NOMINAIS são também CONECTORES TEXTUAIS

Os verbos, em suas formas nominais – gerúndio, particípio e infinitivo –, podem ser empregados como conectores oracionais. Veja os exemplos:

Paula fez a prova sabendo que não estava preparada.

Ela, que tanto se preparou para a palestra, elogiada ao final, ficou sem palavras.

Carlos se destacou, a saber por seu grande esforço.

Entretanto, note que se trata de uma estrutura coesivamente precária. Isso ocorre porque o uso da forma nominal irá suprimir um elemento preposicional responsável pela construção de sentido na oração. Por isso, embora não seja considerado um desvio gramatical, o uso desses conectores textuais não é recomendado em situações mais formais.

 

SINAIS DE PONTUAÇÃO FUNCIONAM também COMO CONECTORES TEXTUAIS

Por fim, um outro recurso de conexão bastante empregado são os sinais de pontuação. Embora eles não funcionem como conectores dotados de sentido, serão responsáveis por auxiliar na ligação entre orações diferentes. Observe os exemplos:

Saia cedo para trabalhar; ninguém o via.

Dizia que estudava; fingiam que acreditavam.

Ela amava literatura do período romântico, já o marido, do neoclassicismo.


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