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Vícios de linguagem. Conceito, Classificação e Exemplos

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por: Equipe Flávia Rita

Muitas pessoas já escutaram falar dos vícios de linguagem. Sabem que se trata de um desvio no uso da língua, mas, muitas vezes, por desconhecimento, acabam incorrendo nas suas mais variádas formas, o que, sobretudo em provas dissertativas, pode ser fatal! Para evitar que isso comprometa a sua vaga no certame, decidimos montar esse texto, de maneira que você não tenha mais nenhuma dúvida a respeito dos diferentes tipos de erros em que se pode incorrer quando se elabora um texto. Aqui você verá todas as classificações dos vícios de linguagem, tanto os que ocorrem na língua falada como os que aparecem na forma escrita. Além disso, separamos exemplos em cada uma das modalidades, de maneira que não restem dúvidas acerca de cada ocorrência. Vamos ver cada um deles?

O que são vícios de linguagem?

A principal função da linguagem é permitir a comunicação entre diferentes agentes. Por meio dela é que se consegue transmitir uma certa ideia de modo inteligível para uma outra pessoa. Entretanto, a compreensão da mensagem pode ser afetada a partir de alguns desvios consolidados pela prática, tanto oral quanto escrita. Esses são os chamados vícios de linguagem.

Em outras palavras, vícios de linguagem são, de forma bem clara, qualquer desvio da norma culta, em sua pronúncia ou em sua escrita, seja por ignorância do falante, seja por descuido do escritor.

Os estudiosos da língua identificam diversos tipos de alterações defeituosas em seu uso, categorizando-as em vícios fonológicos, ortográficos, sintáticos, semântico, pragmático, estilístico, entre tantos outros.

Dentro desses grupos, podem ser identificados 13 tipos de vícios de linguagem:

  • Barbarismo
  • Solecismo
  • Ambiguidade ou anfibologia
  • Cacófato
  • Neologismo
  • Arcaísmo
  • Eco
  • Pleonasmo
  • Obscuridade
  • Preciosismo
  • Vulgarismo
  • Colisão
  • Hiato

Vamos ver, aqui, o que é cada um deles e, principalmente, analisar exemplos em que eles ocorrem.

Mulher segurando vários livros.
Vencendo os vícios de linguagem.

Espécies de vícios de linguagem

#1 Barbarismo 

Barbarismo é um vício de linguagem correspondente àqueles erros de pronúncia ou de grafia, em que há, por isso, palavras mal formadas ou com vocábulos estranhos. Em outras palavras, barbarismo trata de todo e qualquer erro que, de alguma maneira, atenta contra as regras da norma culta.

Podem ser identificados quatro tipos de barbarismo: o chamado barbarismo gráfico ou cacografia, o barbarismo prosódico ou cacoépia, o estrangeirismo e o hibridismo.

A) Barbarismo Gráfico ou cacografia

O barbarismo gráfico ocorre sempre que há um desvio na ortografia do termo. Por exemplo:

Ela tinha a proesa de atentar contra a mãe. (proeza)

Ele apresentou um argumento suscinto. (sucinto)

Ele não faz a reinvindicação para o síndico. (reivindicação)

Ela espressava certa melancolia. (expressava)

B) Barbarismo prosódico ou cacoépia

O barbarismo prosódico retrata os desvios ocorridos na acentuação tônica das palavras. O barbarismo prosódico pode ser também chamado de cacoépia ou de silabada. São exemplos de equívocos prosódicos:

O órgão precisa da sua brica (acentuando o u da primeira sílaba) no fim do documento. (a pronúncia correta exige que a entonação recaia na sílaba i).

Soltou um comentário sútil (acentuando o u da primeira sílaba) durante a reunião.

C) Estrangeirismo

Estrangeirismo não é um erro propriamente dito, mas, sim, uma impropriedade lexical consolidada pelo costume. Trata-se do emprego de termos estrangeiros para designar objetos, fenômenos ou sentimentos que encontram, muitas vezes, tradução precisa na língua pátria.

O que deve ser evitado, na realidade, é a importação excessiva de palavras estrangeiras. Por exemplo, os termos marketing ou design já foram devidamente incorporados na Língua Portuguesa, entretanto, o uso de expressões como call, meeting ou date para expressar, respectivamente, chamada (ou ligação), reunião e encontro, mostra-se indevido.

Além disso, dado o processo de evolução natural da língua, é esperado que alguns termos estrangeiros sejam absorvidos e, ao fim, aportuguesados pelo uso. São exemplos desse fenômeno, entre outras, as palavras abajur (do francês abat-jour), sutiã (do francês sutien), filé (do francês filet), drinque (do inglês drink), piquenique (do inglês picnic) e sanduíche (do inglês sandwich).

Observe que existem diferentes formas de estrangeirismos, normalmente identificados com o país de origem dos vocábulos. Com isso, chamam-se de francesismos ou galicismos os termos provenientes da Língua Francesa; anglicismos, os provenientes da Língua Inglesa; italianismo, os provenientes da Língua Italiana; e germanismo, os provenientes da Língua Alemã.

D) Hibridismo

Hibridismo, por sua vez, trata das palavras derivadas de elementos de diferentes línguas. Podem ser citados hibridismos bastante conhecidos, como: poliforme (poli – origem grega/forme – origem latina), televisão (tele – grego/visão – latim), sociologia (socio – latim/logos – grego), burocracia (bureau – francês/kratia – grego) etc.

É interessante observar que o uso consolidou alguns hibridismos na língua padrão, de maneira que muitos deles se encontram hoje dicionarizados. Portanto, seu emprego nem sempre corresponderá a um erro.

#2 Solecismo

O vício de linguagem conhecido como solecismo ocorre sempre que há algum desvio sintático na concordância, na regência ou na colocação pronominal. Assim, podemos afirmar que qualquer erro cometido nesses termos, seja na língua oral, seja na forma escrita, será classificado como um solecismo.

Vamos exemplos de cada um desses casos.

A) Solecismo de concordância

Solecismo de concordância corresponde ao desvio das regras de concordância verbal ou nominal, sendo refletido na flexão dos termos.

Nós não falou isso que o senhor nos acusa. (Nós não falamos isso que o senhor nos acusa)

Muitos deles faltou à consulta. (Muitos deles faltaram à consulta).

Elas saia sempre com os namorados. (Elas saiam sempre com os namorados).

B) Solecismo de regência

No solecismo de regência, será empregado complemento preposicional inadequado segundo a regência normativa do verbo. É o que ocorre em?

Ele pisou na grama. (Pisou a grama)

Ela foi no banheiro. (Ela foi ao banheiro)

Eu me esqueci o livro. (Eu me esqueci do livro)

Observação: Quando o verbo esquecer não for empregado em sua forma pronominal, será ele transitivo direto, como em: “Esqueci o livro em casa”.

C) Solecismo de colocação pronominal

Nesse caso, o vício ocorrerá em razão da colocação incorreta do pronome oblíquo, ou seja, em posição proclítica, mesoclítica ou enclítica sempre que ocorrer algum elemento que exija o seu deslocamento em relação ao verbo. Observe:

Ela se cobrava tanto, que não controlou-se na hora da prova. (Há partícula negativa anteposta ao verbo controlar, a qual exerce atração sobre o pronome se, exigindo sua posição em próclise).

Falarei-lhe tudo o que me perguntar. (é vedada pela gramática normativa a posição enclítica do pronome quando o verbo se encontrar no futuro do presente ou no futuro do pretérito do indicativo).

Não teria falado-lhe. (a norma culta veda a ênclise em verbos no particípio).

O abraçou quando descobriu o motivo de seu choro. (não se deve usar próclise em verbo que inicia a frase).

#3 Ambiguidade ou anfibologia

A ambiguidade, também conhecida como anfibologia, ocorre sempre que alguma estrutura frasal permite a ocorrência de mais de um sentido para um único enunciado. Trata-se, pois, de um vício que prejudica a própria clareza do texto, podendo ser cometida por desatenção do autor ou mesmo intencionalmente. Veja os seguintes exemplos:

Comprei uma camisa para minha namorada clara. (clara é um atributo da camisa ou da namorada? Não é possível identificar no trecho)

Artur visitou sua namorada e depois encontrou com seu irmão. (irmão de quem? Dá namorada ou de Artur?)

O pai viu o filho estudando em seu quarto. (em qual quarto? No do pai ou no do filho?)

Um outro caso bastante comum de ambiguidade ocorre nas construções oracionais subordinadas com redução de gerúndio. Nesses casos, muitos não sabem, mas há um prejuízo à clareza e à coesão textual, pois a redução verbal implica supressão de um conector, de maneira que não é possível determinar com precisão o sentido da relação estabelecida entre as orações (principal e subordinada). Veja esses dois exemplos:

O governo resolveu o problema, promovendo o bem estar à população local.

Nessa frase, qual o sentido da relação entre as orações? Tempo, sendo equivalente a “ao promover o bem”? Ou causal, correspondendo a “por promover o bem”?

Não gostando do que viu, decidiu ir embora.

Aqui, qual a relação entre as duas orações? Temporal? A pessoa foi embora enquanto via e não gostava (enquanto não gostava do viu)? Ou causal? Em razão do que ela viu, ela decidiu partir (por não gostar do que viu)? Não é possível determinar com clareza, exatamente por haver uma ambiguidade.

#4 Cacofonia ou Cacófato

A cacofonia ou o cacófato corresponde a um vício de linguagem fonológico, em que a posição de duas ou mais palavras na cadeia frasal provoca um som desagradável aos ouvidos. Mais precisamente, ela ocorre a partir da junção da última sílaba de uma palavra com a primeira da palavra seguinte, como se vê nos exemplos:

Na boca dela, via toda o amor do mundo. (cadela)

Vou-me já pois está tarde. (vou “mijar”)

O padre tinha fé demais (fede mais)

#5 Neologismo 

Os neologismos dizem respeito, muitas vezes, a um artificio literário, em que o autor, na falta de um termo preciso para expressar certo evento, característica ou sentimento, cria uma palavra nova, ainda, contudo, não dicionarizada. Entretanto, é comum ver pessoas incorrendo em erro lexical ao empregar termos que, por não encontrarem previsão no vocabulário oficial da língua, correspondem a verdadeiros neologismos.

Neologismo literário

Na literatura, é bastante comum encontrar exemplos de neologismos, como os casos do brasileiro João Guimarães Rosa e do moçambicano Mia Couro. Para deixar mais claro, veja os seguintes exemplos dos mencionados autores:

“(…) Já outro, contudo, respeitável, é o caso – enfim – de ‘hipotrélico’ (sic), motivo e base desta fábrica diversa, e que vem do bom português. O bom português, homem de bem e muitíssimo inteligente, mas que, quando ou quando, neologizava, segundo suas necessidades íntimas. Ora, pois, numa roda, dizia ele, de algum sicrano, terceiro, ausente: -E ele é muito hipotrélico… Ao que, o indesejável maçante, não se contendo, emitiu o veto: -Olhe, meu amigo, essa palavra não existe. Parou o bom português, a olhá-lo, seu tanto perplexo: -Como?… Ora… Pois se eu a estou a dizer? -É. Mas não existe. Aí, o bom português, ainda meio enfigadado, mas no tom já feliz de descoberta, e apontando para o outro, peremptório: -O senhor também é hipotrélico… E ficou havendo.” (ROSA, João Guimarães. Tutaméia – Terceiras estórias).

“Aurorava. O sol dava as cinco. As sombras, neblinubladas, iam espertando na ensonação geral. No topo das árvores, frutificavam os pássaros. (…) A claridade já muito espontava, como lagarta luzinhenta roendo o miolo da escuridão. As criaturas se vão recortando sob o fundo da inexistência. Neste tempo uterino, o mundo é interino. O céu se vai azulando, permeolhável. (…)”. (COUTO, Mia, Estórias Abensonhadas, “O Poente da Bandeira”).

Neologismo vício de linguagem

Os trechos acima demonstram um uso artístico do recurso neológico. Todavia, isso não quer dizer que sua ocorrência não intencional não seja configurada como um desvio gramatical, como se nota, por exemplo, em palavras como “dinamicidade”.

#6 Arcaísmo 

Arcaísmos traduzem o uso de palavras que, pelo passar do tempo, entraram em desuso na língua. O recurso de vocábulos arcaicos, ao contrário do que pensam muitas pessoas, não traz refinamento ao texto, mas, sim, compromete sua função principal de possibilitar uma comunicação clara entre os interlocutores. São exemplos de arcaísmos, termos como?

Físico, empregado com sentido de médico.

Outrossim, no lugar de também.

Quiçá, no lugar de talvez

À guisa de, em vez de à maneira de

Magote, no lugar de grande quantidade

Entretanto, há quem se utilize de arcaísmos com uma intenção mais literária, de maneira a reviver um termo ou significar de forma mais precisa certa situação. Nesses casos, em vez de se ver um desvio no uso da língua, ter-se-á uma variação estilística, a qual poderá colaborar com a própria construção estética do autor. Esse emprego poderá ocorrer tanto nos chamados arcaísmos semânticos – emprego de palavras com determinado sentido – quanto nos arcaísmos sintáticos – equivalentes a construções oracionais que não se encontram mais em uso.

#7 Eco 

Eco, também conhecido por rima, equivale ao vício sonoro provocado pela repetição desagradável de vocábulos com terminações iguais ou semelhantes. Embora possa ser empregado como recurso estilístico, muito comum em textos em versos, o eco é considerado um vício de linguagem, sobretudo em modalidades textuais dissertativas. Um exemplo bastante conhecido são os famosos advérbios terminados em “mente” – subitamente, repentinamente, diariamente, frequentemente, cotidianamente, alegremente, tristemente etc.

Aposto que só de ler esses exemplos já ficou claro do que se trata o eco, não é mesmo? Mas, apenas para esclarecer, ele não se restringe à forma adverbial, sendo muito comum ocorrer, também, em diferentes terminações verbais e nominais:

Seu coração, naquela ocasião, parou de repente.

O amor é uma dor cujo odor se desconhece.

Ladrão que rouba ladrão também vai para a prisão.

#8 Pleonasmo

Pleonasmo é o nome dado ao vício de linguagem decorrente de uma expressão redundante. Embora possa ser empregado como uma figura de estilo, utilizada para enfatizar determinada ideia, é mais comum que se encontre sua ocorrência na forma viciosa, em que a repetição se mostra supérflua, evidente ou inútil.

Veja um exemplo de pleonasmo empregado como uma figura de linguagem nesse trecho retirado do Soneto de Fidelidade, de Vinicius de Moraes:

[…]

Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento

[…].

Perceba que a repetição da ideia é necessária à própria construção de sentido do poema. Entretanto, esse não é o caso na espécie viciosa, pois, nela, a repetição provoca redundância, exatamente por não agregar qualquer valor sintático ou semântico ao trecho. Veja alguns exemplos:

Portanto, para concluir, pode-se […]. (há um pleonasmo entre a conjunção conclusiva e a locução de fechamento)

Novidade inédita

Ali era um monopólio exclusivo da empresa. (monopólio já contém a ideia de exclusividade)

Elo de ligação (ela já exprime o sentido de ligação)

Pequenos detalhes (detalhes já são pequenos)

Regra geral (se é uma regra, ela já é geral)

muitos anos atrás (o verbo haver já exprime o sentido temporal)

Criar novas soluções (ao se criar alguma coisa, deduz-se que ela é nova)

#9 Obscuridade

O vício de linguagem conhecido como obscuridade traduz as construções frasais que, devido à disposição dos elementos ou ao vocabulário empregado, têm seu sentido prejudicado por falta de clareza.

Podem ser mencionados como características textuais que comprometem a clareza e, por isso, geram obscuridade, o excesso de orações ou termos intercalados ou deslocados de sua posição original (ordem canônica), a falta de oração principal completando as informações presentes nas subordinadas, o emprego defeituoso de sinais de pontuação ou de complementos verbais e também o uso de vocabulário rebuscado, impreciso ou regional.

Veja os seguintes exemplos:

Ao pensar, com seu coração, no homem de que gostava, não conseguiu, por mais que tentasse, controlar suas emoções, ainda que, no dia anterior, sua mãe, com toda sinceridade, procurando, esperançosamente, aplacar as amarguras da filha, por se lembrar do que já havia vivido, anos antes, tenha-lhe dado, tal como sua própria mãe fizera, vários bons conselhos.  

Observe que a oração, em termos sintáticos, não incorre em qualquer desvio da norma culta. Contudo, a compreensão geral fica prejudicada devido ao excesso de informações intercaladas dentro da ideia principal. O trecho, portanto, conquanto gramaticalmente correto, mostra-se obscuro.

A apresentação vestibular mostra-se satisfatória, por desviar-se de qualquer abordagem perfunctória ou chã, contribuindo para a formação dos futuros corifeus da política.

Nesse caso, o problema se encontra no uso de vocabulário rebuscado ou arcaico, o que prejudica a compreensão do trecho.

Pensando não mundo e em todos os males já vivido, decidindo-se por não ficar mais inerte frente às iniquidades.

Aqui, sequer é possível concluir a ideia, precisamente por inexistir uma ideia principal, motora dos desdobramentos subordinados.

#10 Preciosismo

Preciosismo traduz o vício de linguagem em que são empregados constantemente vocábulos incomuns ou que se encontram em desuso na língua, de maneira que seus significados são, muitas vezes, desconhecidos para a maioria das pessoas. É possível se identificar casos de preciosismo semântico, em que se opta por palavras pouco usuais, e de preciosismo sintático, hipótese em que a estrutura construída é pouco empregada na prática. Um exemplo pode ser apontado em uma famosa frase de Rui Barbosa:

Pouco se me dá que claudique a onagra, o que me apraz é acicatá-la.

A mesma ideia poderia ser expressa da seguinte maneira:

Pouco me importa que a mula manque, o que eu gosto é de cutucá-la (no caso, com o esporão, que seria o sentido mais preciso no contexto do verbo acicatar).

Bem mais simples, não é mesmo?

#11 Vulgarismo

Vulgarismo deriva do termo vulgar, que, em latim (vulgaris), designava aquilo que era comum, ordinário ou trivial. Com isso em mente, ficam claros que os casos de vulgarismo correspondem ao vício de linguagem provocado pelo uso regional da língua.

Podem ser identificados três tipos de vulgarismos: o fonético, o morfológico e o sintático. O primeiro traduz os desvios sonoros na pronúncia de certos vocábulos, ao passo que o segundo e o terceiro ocorrem, respectivamente, com a simplificação das flexões nominais e verbais e com o uso inadequado de elemento sintático.

Veja os exemplos:

Isso é pavê ou pácomê? (vulgarismo fonético – pronúncia do “r” no verbo comer é suprimida)

Roubar = robar ou estoura = estória (vulgarismo fonético –  caso de supressão de ditongos na língua oral)

Os estudante não sabiam o que fazer. (vulgarismo morfológico, com a supressão na flexão nominal)

Eu passei o dia todo vendo ela. (vulgarismo sintático – emprego inadequado do pronome pessoal do caso reto na função de objeto direto).

#12 Colisão

Colisão é o vício de linguagem decorrente de sons desagradáveis produzidos pela sequência de fonemas consonantais semelhantes. Por exemplo:

Somente se se souber sofrer é que se saberá viver.

para ela, viajar jaz como um sonho jamais realizado.

#13 Hiato

Hiato, à semelhança da colisão, traduz um vício de linguagem fonológico, contudo, em razão da produção de um som desagradável decorrente do excesso de vogais semelhantes próximas umas das outras.

Ou eu ou ele, você vai ter que se decidir.

Ela irá ainda a escola.


Depois dessas explicações, tenho certeza de que não ficou nenhuma dúvida sobre as diferentes espécies de vícios de linguagem, não é mesmo? Contudo, dúvidas costumam ser algo bastante persistente, então, se ainda tiver algum ponto que não ficou claro, sinta-se à vontade para nos contar na seção de comentários! Além disso, caso queira saber sobre os cursos e escolher aquele que é melhor para você, não deixe de entrar em contato conosco pelos telefones

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