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Dicas para fazer um texto coeso e articulado

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por: Equipe Flávia Rita

DICAS PARA MANTER SEU TEXTO ARTICULADO

Se você estuda para concursos ou para exames vestibulares, muito possivelmente já viu um comentário do corretor dizendo “melhore a articulação textual”, “coesão prejudicada” ou também “cuidado com o encadeamento das ideias”. Todos esses comentários querem dizer algo parecido! Aqui, você vai entender o que se quer dizer quando falamos de articulação e como fazer para mantê-la consistente ao longo do texto!

O QUE É ARTICULAÇÃO TEXTUAL?

Primeiramente, vamos esclarecer: articulação textual é o atributo de estruturação textual que permite que as ideias estejam organizadas de forma coesa e encadeada, de maneira a respeitar a coerência e a progressão dos argumentos.

Trata-se, portanto, da maneira como se desenvolve a argumentação e como as teses e as críticas são entrelaçadas.

A articulação textual é um quesito de avaliação presente em todas as provas de concursos públicos e exames vestibulares.

Ainda que não esteja expressa nos critérios de correção, ela será avaliada a partir do uso de conectores no texto, da própria organização dos períodos e, algumas vezes, dentro do próprio conteúdo, uma vez que a clareza dos argumentos decorrerá dessa coesão.

Então, fica a pergunta: o que devemos e não devemos fazer para construir um texto articulado? Vamos ver algumas dicas!


Quer melhorar os seus conhecimentos de português e aprender mais sobre diferentes formas de se elaborar um texto dissertativo coeso, coerente e com respeito às regras da norma culta? Então não deixe de conferir nossos outros textos:


COMO FAZER UMA TEXTO COESO OU ARTICULADO?

DICA #1 – USE CONECTORES

O primeiro a ser feito para se garantir que o texto esteja articulado é usar conectores. Também chamados de articuladores, esses termos têm a função de relacionar logicamente duas palavras ou duas orações com expressão de um determinado sentido.

São considerados conectores intraoracionais as preposições, uma vez que elas ligam duas palavras entre si, de maneira a construir locuções com um sentido próprio. Por exemplo, há alguns casos em que a carga semântica do verbo é fixada a partir do uso de preposições, como se percebe em:

  • Ao + infinitivo = sentido temporal = quando
  • A + infinitivo = sentido condicional = se
  • Por + infinitivo = sentido causal = porque
  • Para/a fim de + infinitivo = sentido de finalidade = para que
  • Apesar de + infinitivo = sentido concessivo = embora

Por outro lado, há conectores que podem ser utilizados para ligar logicamente duas ou mais orações.

Nesse caso, serão empregadas conjunções, as quais poderão estabelecer uma coordenação ou uma subordinação entre períodos. Alguns exemplos são:

  • Conjunções coordenativas: aditivas (e, mas ainda, mas também), adversativas (contudo, entretanto, mas, não obstante), alternativas (já… já, seja… seja, ora… ora), conclusivas (assim, então, logo, portanto, por conseguinte) e explicativas (porquanto, porque, que).
  • Conjunções subordinativas: Empregadas quando há uma subordinação de sentido entre uma oração e outra. Podem ser: causais (haja vista, visto que, porquanto), concessivas (embora, conquanto, apesar de), condicionais (se, desde que, caso), comparativas (como, que nem), finais (para que, a fim de que), proporcionais (à proporção que, à medida que, quanto mais… mais), temporais (quando, enquanto, assim que, até que), consecutivas (de modo que, de forma que, de sorte que), conformativas (conforme, como, segundo, de acordo com) e integrantes (que, se, como).

OBS: Conjunções integrantes não possuem carga semântica!

Assim, empregar conectores é, com certeza, um recurso adequado tanto para estabelecer sentido entre as palavras e orações como para se manter a articulação dos argumentos e, com isso, a própria coesão textual.

DICA #2 – USE CONECTORES VARIADOS

Após a dica #1, você deve estar imaginando que apenas utilizando conectores seu texto estará articulado, certo? Contudo, isso não é verdade. A repetição excessiva de um mesmo conector pode prejudicar a cadência do texto e empobrecê-lo em termos de expressão.

Logo, procure sempre variar nos conectores, pois isso irá demonstrar ao corretor que o candidato domina diferentes formas de articulação e sabe empregar corretamente conjunções ou locuções conjuntivas diversas, o que agregará valor ao texto.

Por exemplo, por que usar apenas “por isso” se você pode optar por um “porquanto”? Por que escrever três “embora”, se você pode usar um “conquanto” e um “a despeito de”?

Então, lembre-se: sempre que o sentido pretendido for repetido ao longo do texto, não deixe de empregar uma conjunção que ainda não tenha sido usada. Isso irá melhorar a expressividade e, consequentemente, a coesão do texto.


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DICA #3 – TENHA CUIDADO COM AMBIGUIDADES

Um dos grandes problemas de coesão textual ocorre nos casos de ambiguidade. Muitas pessoas, ao escreverem suas redações, acreditam estarem utilizando estruturas elaboradas e convincentes, que irão agregar ao ritmo ou à clareza do texto. Entretanto, o que ocorre é a criação de uma confusão de sentido.

E como isso acontece? Normalmente, com a utilização de partículas anafóricas (que veremos no próximo item) ou com a supressão de algum conector.

Nesse último caso, é muito comum ver uma estrutura de oração reduzida de gerúndio, na qual o candidato acredita ser mais formal.

Entretanto, essa redução da frase prejudica a coesão e a clareza, pois, com a supressão do conector, poderá ocorrer uma ambiguidade de sentido, o qual expressará, normalmente, condição ou tempo.

Outro ponto bastante importante e que gera problemas de ambiguidade é referente às regras de concordância. Quando forem desrespeitadas, os termos da oração poderão exprimirem um sentido ambíguo, não sendo possível identificar qual palavra está sendo referida.


Viu como a articulação do texto é importante para manter uma boa coesão e, a partir disso, gerar clareza e capacidade de convencimento? Não deixe de treinar essas dicas e utilizar bastante conjunções no seu texto! Com certeza isso irá contribuir para a articulação e para o encadeamento das ideias.

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