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Português para concurso: como fazer análise sintática?

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por: Equipe Flávia Rita

Você tem dificuldade em fazer análise sintática? Um dos conteúdos mais recorrentes em português para concurso, nesse post separei as melhores dicas para você aprender e a gabaritar as questões de prova. Separe papel e caneta para fazer as suas anotações, e vamos lá?

Português para concurso: o que é análise sintática?

A análise sintática consiste em entender o significado de cada termo da oração. Ou seja, você precisa identificar o sujeito, o verbo e o seu complemento. Não é à toa, que muitas questões apresentam frases invertidas e para facilitar é necessário colocá-las na ordem direta: sujeito, verbo e complemento (SVC).

Como organizar a frase? Anote esse pequeno passo a passo:

  1. Encontre o verbo
  2. Localize o sujeito
  3. Sobrou algo? É o complemento.
  4. Coloque a frase na ordem direta

Conhecendo os termos da oração.

O que fará diferença para o seu aprendizado de análise sintática é a prática, ou seja, a resolução exaustiva de exercício. Para dominar português de concurso, é necessário que você tenha o hábito de treinar, por isso, coloque no seu cronograma exercícios de análise sintática e outros conteúdos como verbo, concordância nominal ou verbal, crase, entre outros.

A oração é composta pelos termos essenciais ( sujeito, predicado, predicativo e verbo), termos integrantes ( complemento verbal, nominal e agente da passiva) e termos acessórios ( adjunto adnominal, adverbial e aposto).

Análise sintática: foco!

O sujeito pode ser determinado ( quando é possível identificá-lo) ou indeterminado ( quando não é possível identificá-lo).

  • Está muito frio ( oração sem sujeito)
  • A Patrícia acabou de tomar café ( sujeito simples)
  • Lápis, apontador e papel estão na gaveta ( sujeito composto)
  • Agi conforme você ensinou ( sujeito oculto eu).

A sua análise sintática deve começar pelo verbo, que pode ser intransitivo, tem sentido completo, ou transitivos pois não tem sentido completo. Não se esqueça de grifar ou colocar essas dicas no seu resumo, pois é um dos tópicos mais importantes para você dominar de uma vez o português para concurso, ok?

  • A Ana faleceu ontem ( verbo intransitivo)
  • José nasceu ( verbo intransitivo)

Transitivos diretos: exigem complemento sem preposição obrigatória

  • Bernardo comprou novas camisas
  • Transitivos indiretos: exigem complemento com preposição obrigatória
  • Patrícia gosta de coisas fúteis

Transitivos diretos e indiretos: exigem dois complementos, sendo um sem e o outro com preposição obrigatória.

  • Oferecemos flores a uma pessoa misteriosa.

Muita atenção: os verbos de ligação são aqueles que não tendo conteúdo próprio servem apenas como elemento de ligação entre o sujeito e o predicativo.

  • Ele era feliz

Principais verbos de ligação: ser, estar, permanecer, ficar, parecer, tornar-se, continuar, andar (=estar), viver ( = estar)…

O agente da passiva é um  termo da oração que se refere a um verbo passivo por meio de preposição para indicar elemento que executa ação verbal. SÓ ADMITE as preposições por, de, pelo e variações.

  • Juliano foi amado por Patrícia.

O adjunto adverbial se liga a um verbo exprimindo uma circunstância, e pode estar ligado a um adjetivo ou advérbio.

  • Luana é muito estudiosa

Complemento nominal X adjunto adnominal

É fundamental que você conheça as diferenças entre complemento nominal e adjunto adnominal para resolver várias questões de português para concurso e dominar análise sintática.Está cansado? Aproveite para tomar um café e fazer uma pausa rápida.

Adjunto Adnominal é um termo que se liga a um nome. Ele pode estar ligado a substantivos abstratos ou concretos, representado por artigos, pronomes, numerais, adjetivos, louções adjetivas.

ATENÇÃO: quando se referir a um substantivo abstrato, tem natureza ativa.

  • As duas últimas casas de José eram grandes.

O complemento nominal, também se liga a um nome e por meio de preposição obrigatória, para completar o sentido.

Atenção:

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Complemento Nominal completa nomes transitivos ( substantivos abstratos, adjetivos ou advérbios), substantivo abstrato ( sentimento de ação, qualidade ou estado), deve estar preposicionado e quando se refere a um substantivo abstrato tem natureza passiva.

  • Isso é favorável ao País.
  • O medo da morte aproxima as pessoas

O aposto se refere a um nome que tem o objetivo de explicá-lo e, geralmente. vem separado por vírgula:

  • Luana, a jornalista, nunca fez natação.

O vocativo é um termo independente da oração e trata-se de um chamamento, que é direcionado ao ouvinte da frase:

  • Caros eleitores, votem com consciência
  • Vai, Patrícia, viver a vida.

Dicas de estudo!

A melhor maneira para aprender análise sintática é por meio de resolução de questão. Separei alguns exercícios para treinarem. Vamos, lá?

2018 – DPE/AM – Analista

Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:
A- Ao menos existe nas redes sociais alguns momentos de ponderação, onde o ódio irrefletido cede lugar à dúvida quanto à possibilidade de julgar.
B – Tendo em vista à irracionalidade predominante, incensam-se aqui e ali profundas controvérsias, verdadeiros fogos selvagens irredutíveis.
C – Por mais inflamadas que sejam as nossas razões, supõem-se que de algum modo façam justiça ao que possa haver neles de mais imponderável.
D – Assim como há linchadores do que é visto como diferente, assim também podem haver turbas que defendem o oposto, perpetrando o mesmo tipo de violência.
E – Por falta da necessária ponderação, estão sendo vistas como naturais atitudes extremadas, que constituem verdadeiros linchamentos públicos.
Gabarito: letra E
2018 – FCC – DPE/AM

Considere a relação de sentido estabelecida entre as seguintes informações do quarto parágrafo:

1. Foi com alegria que Apolinária soube que seria a lavadeira dos Educandos.

2. A tranquilidade durou pouco.

3. O diretor dos Educandos a demitiu do cargo.

4. Menos de 3 meses depois, Apolinária estava de volta ao trabalho nas obras públicas.

Sem prejuízo da mensagem, os conectivos que estabelecem coesão entre as frases, na ordem dada, são:

A – todavia − pois − e
B- porque − e − contudo
C- portanto − contudo − então
D – porque − portanto − porém
E – então − todavia − porque
Gabarito: A
2018 – FCC – SEGEP -MA
Visitante
ao penetrar neste país
deixe a alma entreaberta
quem dorme em São Luís
acorda poeta.
(Adaptado de: CASSAS, Luís Augusto. A poesia sou eu − Poesia reunida. Rio de Janeiro, Imago, 2012, v. 2, p. 410) 
A oração ao penetrar neste país exprime circunstância de
a) tempo.
b) concessão.
c)lugar.
d)finalidade.
e) causa.
Gabarito: A 
2013 – Quadrix – CRO-GO
Na expressão “capitais da moda”, “da moda” é, sintaticamente, um:
a) Complemento nominal.
b) Aposto.
c) Adjunto adnominal.
d) Agente da passiva.
e) Vocativo.
 Gabarito: C
 
2017 – TST – FCC – Técnico Judiciário – Segurança Judiciária
 Com base em descobertas feitas na Grã-Bretanha, Chile, Hungria, Israel e Holanda, uma equipe de treze pessoas liderada por John Goldthorpe, sociólogo de Oxford altamente respeitado, concluiu que, na hierarquia da cultura, não se pode mais estabelecer prontamente a distinção entre a elite cultural e aqueles que estão abaixo dela a partir dos antigos signos: frequência regular a óperas e concertos; entusiasmo, em qualquer momento dado, por aquilo que é visto como “grande arte”; hábito de torcer o nariz para “tudo que é comum, como uma canção popular ou um programa de TV voltado para o grande público”. Isso não significa que não se possam encontrar pessoas consideradas (até por elas mesmas) integrantes da elite cultural, amantes da verdadeira arte, mais informadas que seus pares nem tão cultos assim quanto ao significado de cultura, quanto àquilo em que ela consiste, ao que é tido como o que é desejável ou indesejável para um homem ou uma mulher de cultura.
      Ao contrário das elites culturais de outrora, eles não são conhecedores no estrito senso da palavra, pessoas que encaram com desprezo as preferências do homem comum ou a falta de gosto dos filisteus. Em vez disso, seria mais adequado descrevê-los – usando o termo cunhado por Richard A. Peterson, da Universidade Vanderbilt – como “onívoros”: em seu repertório de consumo cultural, há lugar tanto para a ópera quanto para o heavy metal ou o punk, para a “grande arte” e para os programas populares de televisão. Um pedaço disto, um bocado daquilo, hoje isto, amanhã algo mais.
      Em outras palavras, nenhum produto da cultura me é estranho; com nenhum deles me identifico cem por cento, totalmente, e decerto não em troca de me negar outros prazeres. Sinto-me em casa em qualquer lugar, embora não haja um lugar que eu possa chamar de lar (talvez exatamente por isso). Não é tanto o confronto de um gosto (refinado) contra outro (vulgar), mas do onívoro contra o unívoro, da disposição para consumir tudo contra a seletividade excessiva. A elite cultural está viva e alerta; é mais ativa e ávida hoje do que jamais foi. Porém, está preocupada demais em seguir os sucessos e outros eventos festejados que se relacionam à cultura para ter tempo de formular cânones de fé ou a eles converter outras pessoas.

(Adaptado de: BAUMAN, Zygmunt. A cultura no mundo líquido moderno. Trad. Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2013, p. 6-7.)

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Os vocábulos com a mesma função sintática estão sublinhados em:
a) sociólogo de Oxford altamente respeitado (1° parágrafo) // tido como o que é desejável (1° parágrafo)
 b) não se possam encontrar pessoas (1° parágrafo) // ter tempo de formular cânones de fé (3° parágrafo)
 c) nenhum produto da cultura me é estranho (3° parágrafo) // preocupada demais em seguir ossucessos (3° parágrafo)
 d) encaram com desprezo as preferências (2° parágrafo) // me negar outros prazeres (3° parágrafo)
e)eles não são conhecedores (2° parágrafo) // a eles converter outras pessoas (3° parágrafo)
Gabarito: D
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