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Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) – Prova de Português Comentada

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por: Equipe Flávia Rita

Então quer dizer que você fez a prova do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), mas ficou com dúvida nas questões de português? Confira agora a prova comentada e resolva todas as suas dúvidas de uma vez por todas!

O concurso do Tribunal de Justiça do Paranpa (TJPR) 2019

O concurso para o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR) foi organizado pelo Cespe/Cebraspe e previu diversas vagas para o cargo de Técnico Judiciário, a serem preenchidas a partir da realização de provas objetivas e discursivas. Para se preparar, os alunos deveria ter feito uma preparação permanente para o Cespe/Cebraspe ao longo de todo o ano, focando, preferencialmente, na correção de provas.

A Prova de Português do TJPR aplicada pelo Cespe

A prova de língua portuguesa seguiu o padrão Cespe , trazendo textos longos e questões de interpretação de texto e análise sintática que exigissem do candidato o retorno constanto às informações dos textos bases. No total, foram cobradas 20 questões, as quais exigiram, direta ou indiretamente, o conhecimento dos seguintes conteúdos:

  • Interpretação de texto, incluindo questões de vocabulário
  • Análise sintática a partir de segmentos retirados do próprio texto
  • Uso de conectivos
  • Emprego de pronomes, com ênfase nos demonstrativos, em questões de retomada, e relativos.
  • Regência verbal

Não deixe de conferir a nossa aula direcionada para a prova! 

Questões da Prova de Português do Concurso do TJPR Comentadas

(CESPE, TJ/PR, Técnico Judiciário, 2019)

No texto 1A2-I, a palavra “advento” (ℓ.26) foi empregada com o mesmo sentido de

a) progresso.

b) impacto.

c) renovação.

d) êxito.

e) aparecimento.

Gabarito: Letra E

Comentário: A linha 26 apresenta o seguinte trecho: “O advento das plataformas digitais, por exemplo, trouxe novas questões éticas relacionadas à ideia de privacidade”. “Advento” é um substantivo masculino que indica o efeito de chegar ou de aparecer. Trata-se de uma palavra de origem latina (adventus) que decorre do verbo “advenire”, cujo sentido é de “chegar a”.

Portanto, apenas a letra E apresenta um sentido adequado ao termo, motivo que a torna o gabarito da questão.

(CESPE, TJ/PR, Técnico Judiciário, 2019) Segundo o texto 1A2-I, alcança uma vida equilibrada o ser humano que

a) não faz o que quer.

b) faz somente o que deve.

c) faz o que deve mesmo que não queira.

d) não faz o que deve, e sim o que pode.

e) faz o que quer somente se puder e dever fazê-lo.

Gabarito: Letra E

Comentário: Observa-se nas linhas 31 a 34 o seguinte trecho: “Há coisas que quero, mas não posso. Há coisas que posso, mas não devo. E há coisas que devo, mas não quero. O equilíbrio na vida vem quando o que você quer é algo que você pode e algo que você deve”. Nele, percebe-se que o equilíbrio decorre da conjugação em sintonia de três ações – querer, poder e dever. Portanto, uma vida equilibrada corresponde àquela em que o sujeito quer algo que pode e deve ser feito. Por ser a única assertiva que apresenta a ideia exprimida pelo autor, a letra E é o gabarito da questão.

 (CESPE, TJ/PR, Técnico Judiciário, 2019) Infere-se do quarto parágrafo do texto 1A2-I que a ética é

a) factual.

b) atemporal.

c) inovadora.

d) variável.

e) casual.

Gabarito: Letra D

Comentário: No 4º parágrafo do texto, o autor afirma o seguinte: As questões éticas podem mudar ao longo da história. O advento das plataformas digitais, por exemplo, trouxe novas questões éticas relacionadas à ideia de privacidade. A ética é relativa ao seu tempo. Ela só é compreendida quando se levam em consideração a sociedade em que surge, a época em que vem à tona e também a cultura em que se situa […]”. Com isso, é possível concluir que não há uma constância na noção ética, uma vez que ela se mostra histórica e variável. Portanto, a letra D é a única adequada à questão, pois não há, como propõem as letras A e E, relação especificamente factual ou causal, nem como afirma a letra C, já que não se trata de uma inovação, mas, sim de uma adaptação. A letra B, por fim, vai de encontro à ideia do trecho.

 (CESPE, TJ/PR, Técnico Judiciário, 2019) Mantendo-se os sentidos e a correção gramatical do texto 1A2-I, o vocábulo “onde”, no trecho “o lugar onde nós vivemos juntos” (ℓ. 42 e 43), poderia ser substituído por

a) o qual.

b) em que.

c) que.

d) de cujo.

e) aonde.

Gabarito: Letra B

Comentário: O vocábulo “onde” empregado no trecho “o lugar onde nós vivemos juntos” exprime sentido locativo, de modo que a substituição deverá ser feita por locução que apresente a preposição “em”. Com isso, unicamente possível a proposta da letra B – “em que”. As letras A e C mostram-se incorreta por não exprimirem sentido de lugar, já que ausente a preposição “em”. Já as letras D e E trazem proposta de substituição inadequada, pois “de cujo” expressa sentido de posse e “aonde” indica movimento.

(CESPE, TJ/PR, Técnico Judiciário, 2019) Cada uma das opções a seguir apresenta uma proposta de reescrita que altera a pontuação do seguinte trecho do texto 1A2-I: “Não existe ética individual, existe ética de um grupo, de uma sociedade, de uma nação.” (ℓ. 11 e 12). Assinale a opção em que a proposta apresentada mantém a correção e os sentidos originais do texto.

a) Não existe ética, individual; existe ética, de um grupo, de uma sociedade, de uma nação.

b) Não existe ética individual. Existe ética de um grupo, de uma sociedade, de uma nação.

c) Não existe ética individual, existe: ética de um grupo de uma sociedade de uma nação.

d) Não existe ética individual. Existe ética: de um grupo de uma sociedade, de uma nação.

e) Não existe: ética individual, existe: ética de um grupo; de uma sociedade; de uma nação.

Gabarito: Letra B

Comentário: A letra A incorre em erro ao se separar o nome (ética) de seu adjunto adnominal (individual). A letra B mostra-se plenamente correta, uma vez que o ponto final, empregado em substituição à vírgula, separou duas orações coordenadas entre si, o que é plenamente possível de acordo com a gramática normativa. A letra C está errada ao suprimir as vírgulas de enumeração no trecho. A letra D, tal como ocorre em C, apresenta incorreção na separação dos termos da enumeração. Por fim, a letra E está incorreta por ter vírgulas separando os sujeitos (ética) dos respectivos verbos “existir”.

(CESPE, TJ/PR, Técnico Judiciário, 2019) No texto 1A2-I, a forma pronominal isso, em “disso” (ℓ.16), remete a

a) “ética universal” (ℓ.14).

b) “moral individual” (ℓ.13).

c) “ética de um grupo” (ℓ.12).

d) “ética individual” (ℓ.11).

e) “o conjunto desses princípios de convivência” (ℓ.10).

Gabarito: Letra A

Comentário: O pronome demonstrativo “isso”, empregado no trecho “O que mais se aproximou disso foi a Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948” exerce função anafórica ou de retomada de uma ideia expressa anteriormente. No contexto, a ideia retomada é “Ainda não temos uma ética universal, isto é, que tenha validade para todos os seres humanos em qualquer tempo e em qualquer lugar”, a qual se sintetiza na expressão “ética universal”. Portanto, correta a letra A.

(CESPE, TJ/PR, Técnico Judiciário, 2019) Sem prejuízo para a correção gramatical e para os sentidos originais do texto 1A2-I, o termo “Como”, no trecho “Como vivemos todos juntos” (ℓ.7), poderia ser substituído por

a) Porque.

b) Assim.

c) Enquanto.

d) Conforme.

e) Ainda que.

Gabarito: Letra A

Comentário: No trecho “Como vivemos todos juntos, precisamos ter princípios e valores de convivência, de maneira que tenhamos uma vida íntegra, do ponto de vista físico, material e espiritual […]”, o termo “como” exprime sentido causal, equivalente a “já que, visto que, porque” etc. Portanto, correta apenas a letra A, que apresenta conjunção com valor lógico semelhante. A letra B traz uma conjunção conclusiva, que não se encaixa no sentido frasal. A letra C sugere uma substituição com uma conjunção temporal; a letra D, com uma conjunção conformativa; e a letra E, com uma locução conjuntiva concessiva, de modo que nenhuma deles expressam o mesmo valor causal de “como”.

(CESPE, TJ/PR, Técnico Judiciário, 2019) De acordo com o texto 1A2-I, a convivência em sociedade é

a) obstáculo à ética.

b) dissociável da ética.

c) pautada na ética.

d) oposta à ética.

e) produto da ética.

Gabarito: Letra C

Comentário: Segundo o autor, Como vivemos todos juntos, precisamos ter princípios e valores de convivência, de maneira que tenhamos uma vida íntegra, do ponto de vista físico, material e espiritual. A ética é o conjunto desses princípios de convivência […]. Portanto, observa-se que a convivência em sociedade, tal como afirmado na letra C, é pautada na ética.

(CESPE, TJ/PR, Técnico Judiciário, 2019) De acordo com o texto 1A2-I, a ética é fundamentalmente

a) social.

b) espiritual.

c) soberana.

d) permissiva.

e) compulsória.

Gabarito: Letra A

Comentário: Segundo o autor, a ética só é compreendida quando se considera a sociedade da época em que surge. Ou seja, a ética é essencialmente social, de modo que existem possibilidades de adequações e mudanças ao longo do tempo.

(CESPE, TJ/PR, Técnico Judiciário, 2019) É correto afirmar que o texto 1A2-I tem como finalidade

a) realizar uma crítica de obras relativas à ética.

b) discutir notícias relacionadas à ética.

c) contar fatos cotidianos referentes ao tema da ética.

d) explicar as consequências do comportamento ético.

e) apresentar uma opinião sobre ética.

Gabarito: Letra E

Comentário: O autor trata em seu texto dissertativo acerca da ética, de modo que aponta, por meio de argumentos e exemplos, a relevância dela para uma vivência harmônica em sociedade.


(CESPE, TJ/PR, Técnico Judiciário, 2019)

Sem prejuízo à correção gramatical e aos sentidos do texto 1A1-II,o vocábulo “antes” (ℓ.23) poderia ser substituído por

a) primeiramente.

b) melhor.

c) pelo contrário.

d) outrora.

e) até.

Gabarito: Letra B

Comentário: O vocábulo “antes” foi empregado na linha 23 no seguinte trecho: Aos sete anos de idade, imaginei que iria presenciar a morte do mundo, ou antes, que morreria com ele”. Nesse contexto, a expressão entre vírgulas exprime uma explicação, pois retrata ou detalha de melhor forma uma informação apresentada anteriormente. Assim, correta a indicação da letra B, considerada o gabarito da questão.

(CESPE, TJ/PR, Técnico Judiciário, 2019) No primeiro parágrafo do texto 1A1-II, o trecho “Muitas vezes o mundo acaba em silêncio, ou fazendo um barulho leve de folha”(ℓ. 4 e 5) constitui

a) uma afirmação que resume as ideias expressas no período seguinte.

b) uma condição para que ocorra o que é expresso no período seguinte.

c) uma informação que expressa a finalidade do que se afirma no período imediatamente anterior

d) um fato que contraria a ideia expressa no período imediatamente anterior.

e) um argumento que reforça a informação expressa no período imediatamente anterior.

Gabarito: Letra E

Comentário: No período integral, tem-se a seguinte informação: “Não se sabe ainda se o mundo acabou realmente no sábado, como fora anunciado. Pode ser que sim, e não seria a primeira vez que isso acontece. A falta de sinais estrondosos e visíveis não é prova bastante da continuação. Muitas vezes o mundo acaba em silêncio, ou fazendo um barulho leve de folha. Tempos depois é que se percebe, mas já então vivemos em outro mundo, com sua estrutura e seus regulamentos próprios”. No contexto, o trecho indicado  no enunciado reforça a informação apresentada anteriormente, uma vez que traz uma explicação adicional acerca de o fato do mundo acabar silenciosamente. Portanto, correta a letra E, gabarito da questão.

(CESPE, TJ/PR, Técnico Judiciário, 2019) No texto 1A1-II, o vocábulo “isso” (ℓ.3) refere-se

a) ao anúncio do fim do mundo.

b) à continuação do mundo.

c) ao fim do mundo.

d) à primeira vez que o mundo acabou.

e) à dúvida sobre o mundo ter acabado ou não.

Comentário: No trecho em referência “Não se sabe ainda se o mundo acabou realmente no sábado, como fora anunciado. Pode ser que sim, e não seria a primeira vez que isso acontece”, o pronome demonstrativo “isso” exerce função anafórica ou de retomada, de modo que se refere à ideia “o mundo acabou” ou “ao fim do mundo”, conforme previsto na letra C. As demais alternativas não trazem propostas de sentido adequado ao trecho ou ao pronome.

(CESPE, TJ/PR, Técnico Judiciário, 2019) Infere-se do texto 1A1-II que o autor escreve, de modo metafórico, sobre a ideia de fim de mundos a partir de

a) uma previsão astrológica.

b) um anúncio feito por cientistas.

c) um desastre natural.

d) uma mudança de estação.

e) uma guerra mundial.

Gabarito: Letra A

Comentário: Para responder à questão, deve-se retornar ao 3º parágrafo do texto, no qual o autor apresenta a ideia de fim do mundo: É possível que a previsão dos astrólogos indianos não tivesse base, e que o mundo atual dure muitos anos. Acredito mesmo que é cedo para ele morrer, se apenas está nascendo, e nem se sabe ao certo como é ou será”. Nesse sentido, percebe-se a referência às previsões astrológicas realizadas pelos indianos, de modo que é correto o que se afirma  na letra A, considerada o gabarito da questão.


(CESPE, TJ/PR, Técnico Judiciário, 2019) Cada uma das opções a seguir apresenta uma proposta de reescrita do seguinte trecho do texto 1A1-I: “A natureza está dizendo que a água, além de infecta, está acabando. Lemos a notícia e postergamos a tragédia para nossos netos.” (ℓ. 20 a 23). Assinale a opção em que a proposta apresentada preserva os sentidos do texto.

a) A natureza está dizendo que a água, além de infecta, está acabando, mas lemos a notícia e postergamos a tragédia para nossos netos.

b) A natureza está dizendo que a água, além de infecta, está acabando, porque lemos a notícia e postergamos a tragédia para nossos netos.

c) A natureza está dizendo que a água, além de infecta, está acabando, se lemos a notícia e postergamos a tragédia para nossos netos.

d) A natureza está dizendo que a água, além de infecta, está acabando, logo lemos a notícia e postergamos a tragédia para nossos netos.

e) A natureza está dizendo que a água, além de infecta, está acabando, ou lemos a notícia e postergamos a tragédia para nossos netos.

Gabarito: Letra A

Comentário: No trecho “A natureza está dizendo que a água, além de infecta, está acabando. Lemos a notícia e postergamos a tragédia para nossos netos”, observa-se uma relação de oposição ou adversidade entre as duas orações. A primeira, com traços alarmistas, ressalta o atual estado de esgotamento dos recursos hídricos. A segunda, ao contrariar a expectativa do leitor de ver medidas serem tomadas para inverter o quadro de gravidade, apresenta uma notícia pessimista à situação, segundo a qual os debates são ignorados e as soluções postergadas para as próximas gerações.  Portanto, correta a letra A por trazer proposta de reescrita que preserva o sentido original do trecho com o emprego da conjunção coordenativa adversativa “mas”.

 

A letra B, por outro lado, incorre em erro ou trazer uma substituição com uma conjunção coordenativa explicativa, pois originalmente não há essa relação de sentido entre as orações. A letra C, igualmente mostra-se incorreta, pois não apresenta proposta de conjunção adversativa, mas, sim, de uma subordinativa condicional, o que altera o sentido do trecho. A letra D também está errada, pois propõe empregar uma conjunção coordenada conclusiva, modificando o sentido textual. Por fim, a letra E não se mostra correta, já que oferece como proposta de substituição uma conjunção coordenativa.

(CESPE, TJ/PR, Técnico Judiciário, 2019)  No texto 1A1-I, ao supor que os aparelhos de ordenha de vacas estão aptos a ler o pensamento das pessoas presentes durante o processo, o autor sugere que esses aparelhos

a) captam informações do ambiente.

b) registram as conversas dos usuários.

c) são instrumentos de espionagem industrial.

d) são os mais inovadores do mundo.

e) são extremamente sofisticados.

Gabarito: Letra E

Comentário: A percepção do autor a respeito dos aparelhos de ordenha de vacas se encontra no seguinte trecho:Vi na fazenda de um amigo aparelhos eletrônicos que, ao tirarem leite da vaca, são capazes de ler tudo sobre a qualidade do leite, da vaca, e até (imagino) ler o pensamento de quem está assistindo à cena”. Nesse sentido, sugere-se, a partir do segmento grifado, que os aparelhos são tão avançados e sofisticados que poderiam, mesmo, ler o pensamento das pessoas. Portanto, correta a letra E.

(CESPE, TJ/PR, Técnico Judiciário, 2019) No período “Ele, como o técnico, vê coisas no texto em jogo que, só depois de lidas por ele, por nós são percebidas” (ℓ. 10 a 12), o segmento “como o técnico” expressa

a) hipótese.

b) conformidade.

c) explicação.

d) comparação.

e) causa.

Gabarito: Letra D

Comentário: A expressão “Ele, como o técnico, vê coisas no texto em jogo que, só depois de lidas por ele, por nós são percebidas” exprime uma comparação, a qual é estabelecida a partir do emprego de uma conjunção subordinativa comparativa. Portanto, correta a letra D, gabarito da questão.

(CESPE, TJ/PR, Técnico Judiciário, 2019) Ao afirmar que o astrônomo e o geógrafo leem, respectivamente, estrelas e terrenos, o autor sugere que esses profissionais

a) analisam o aspecto dessas formações de modo a obter previsões a respeito do mundo e dos seres humanos.

b) encaram tais superfícies como sinais gráficos a serem decodificados ou traduzidos.

c) estudam a configuração desses elementos para descobrir dados acerca das origens de tais elementos e das transformações por que tenham passado.

d) procuram vestígios de histórias escritas por povos remotos na superfície desses elementos.

e) deixam-se levar pela imaginação e fantasiam histórias maravilhosas que poderiam ter efetivamente acontecido nesses lugares.

Gabarito: Letra C.

Comentário: A letra A extrapola as informações do texto, pois o autor não aborda, nas profissões mencionadas, a leitura e a previsão dos seres humanos. A letra B, por sua vez, limita as informações do texto, que não considera os “corpos celestes”, objeto de estudo do astrônomo, como superfície propriamente dita. A letra C está plenamente de acordo com o sentido original do texto, de modo que é o gabarito da questão. A letra D contraria completamente o texto original, que não identifica nas profissões do astrônomo e do geógrafo o ofício de “procurar vestígios de histórias escritas por povos remotos”. Por fim, a letra E está errada, por não corresponder ao texto, que traz a comparação entre as diferentes capacidades profissionais de leitura dos respectivos objetos de trabalho, o que não se relaciona com qualquer prática de imaginação ou fantasia de histórias maravilhosas.

(CESPE, TJ/PR, Técnico Judiciário, 2019) A noção de leitura abordada ao longo do texto 1A1-I aproxima-se, sobretudo, daquela de

a) entendimento de estruturas gramaticais.

b) interpretação de objetos e processos.

c) domínio da linguagem verbal.

d) atuação na realidade social.

e) construção de conceitos e teorias. 

Gabarito: Letra B

Comentário: A noção de leitura trabalhada pelo texto corresponde às diferentes capacidades de interpretar os objetos e seus respectivos processos. Com isso, a letra A não se mostra correta, pois não condiz com o sentido textual percebido. A letra B, por outro lado, está plenamente adequada, já que condiz com a ideia do texto base. A letra C, tal como a letra A, limita a noção de leitura ao seu sentido estritamente lexical, não o ampliando segundo as previsões do texto. A letra D não corresponde ao texto base, uma vez que não se relaciona claramente com o tema tratado. A letra E, por fim, está errada porque também não apresenta interpretação válida no texto base.


O que achou? Acertou todas as questões? Alguma lhe pareceu mais difícil ou levantou mais dúvidas? Não deixe de nos contar nos comentários para podermos ajudar a identificar em qual matéria você deverá se concentrar mais para gabaritar a próxima prova!

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