/31 um casos de concordância verbal para concursos públicos


31 um casos de concordância verbal para concursos públicos

83

por: Equipe Flávia Rita

Concordância verbal é um assunto extremamente complexo, com diversas regras específicas e variados casos. Por isso, talvez, vários bons candidatos ainda tropeçam nas questões de prova que exigem o conteúdo. Por isso, aqui montamos, para você, o guia definitivo de concordância verbal para concursos público! Você irá ver, então, os 31 casos mais recorrentes nas provas das principais bancas de concurso público do país, além de exemplos de como eles devem ser cobrados e questões comentadas dos últimos concursos. Se você ainda sente que, além da matéria de concordância verbal, precisa de uma revisão aprofundada dos principais conteúdos de gramática normativa, então não deixe de confirir o curso Português Total 2020 📚 Nele você fará uma revisão de toda a língua portuguesa, com foco específico nas provas de concurso público!

Dos diferentes tipos de concordância verbal

A concordância verbal pode ser de três formas:

  • Concordância Lógica, a qual é feita com o núcleo (ou núcleos) do sujeito, o qual nunca virá preposicionado.

 Exemplo: A maioria dos alunos estuda muito.

  • Concordância Atrativa, feita com o termo mais próximo.

Exemplo: A maioria dos alunos estudam muito.

  • Concordância Ideológica, também chamada de silepse, a qual ocorre com a ideia sugerida pelo termo. Contudo, nem sempre a concordância ideológica será normativa! Trata-se, na verdade, de mais um recurso de texto estilístico do que normativo.

 Exemplo: A maioria estudam muito. (incorreto de acordo com a norma culta).

 31 casos de concordância verbal 

#01 Se – Partícula Apassivadora (PA). Sempre que o pronome “se” for uma partícula apassivadora, o verbo concordará com o sujeito paciente.

Exemplo: Não se (PA) discutem (VTD) opiniões divergentes (sujeito paciente).

Exemplo: Não se (PA) esperam (VTDI) de um cidadão de bem (OI), que viva em conformidade com as regras sociais, atitudes de violência (sujeito paciente).

#02 Se – Índice de Indeterminação do Sujeito (IIS): Quando o “se” atuar como índice de indeterminação do sujeito, o verbo permanecerá na 3ª pessoa do singular. O verbo poderá ser intransitivo, transitivo indireto ou de verbo de ligação.

Exemplo: Não se (IIS) assistem (VTI) a atos desse tipo (OI) no Brasil.

#03 Pronomes de tratamento: Verbos e formas auxiliares flexionam-se sempre na 3ª pessoa.

Exemplo: Vossa Excelência sabe de suas obrigações.

#04 Que – pronome relativo (na função de sujeito): O verbo concordará com o antecedente sempre que seguir um pronome relativo.

Exemplo: Fomos nós que planejamos isso.

#05 Quem – pronome relativo (na função do sujeito): O verbo concordará com o antecedente ou com o próprio quem, na terceira pessoa do singular.

Exemplo: Fomos nós quem planejou/quem planejamos isso.

#06 Um(a) dos(as) que (Caso DR): Nos casos em que haja um pronome demonstrativo seguido de um relativo, o verbo concordará tanto no plural como no singular.

Exemplo: Ele foi um dos convidados que discutiu/discutiram a proposta.

Exemplo: Ela foi uma das que venceu/venceram na vida.

#07 Numeral + Determinante. Pode ocorrer tanto concordância lógica como atrativa, desde que ambos os elementos do sujeito não estejam no plural. Nesse caso, somente será possível a flexão do verbo no plural.

Exemplo: 15% da população votam em branco. OU 15% da população vota em branco.

Exemplo: 15% das pessoas votam em branco. OU 15% das pessoas votam em branco.

OBS: Se houver determinante antes do numeral, o verbo concordará com o determinante. Se, por outro lado, o numeral vier puro, ou seja, sem determinante, o verbo concordará com o numeral. No caso de número decimal, a concordância se dá sempre com a parte inteira. Quanto às frações, o verbo deverá concordar com o numeral do numerador.

Exemplo: Os 15% da população votam em branco.

Exemplo: 50% votam em branco.

Exemplo: 1/3 vota em branco.

Exemplo: 1,9% vota em branco.

#08 Expressão partitiva + determinante. O verbo aceitará a concordância lógica ou atrativa. Ocasionalmente, ambas as concordâncias podem ser iguais.

Exemplo: Grande parte da população tem/têm problemas financeiros.

Exemplo: Grande parte dos homens mente/ mentem.

Exemplo: A maioria das pessoas admite/ admitem críticas.

#09 Sujeito composto posposto ao verbo (depois do verbo). A concordância do verbo poderá ser tanto lógica quanto atrativa.

Exemplo: Existe/Existem solução e explicação para tudo.

Exemplo: Ficou clara/Ficaram claros a decisão e o argumento.

Exemplo: Solução e explicação […] existem. 

#10 Nomes próprios plurais (Estados Unidos, Campinas, Minas Gerais, Sertões, Lusíadas…). Com determinante, usa-se plural; sem determinante, usa-se singular. 

Exemplo: Os Estados Unidos lideram a economia mundial.

Exemplo: Estados Unidos lidera a economia mundial.

Exemplo: Minas Gerais representa bem o Brasil.

Exemplo: As Minas Gerais representam bem o Brasil.

#11 Pronomes indefinidos ou interrogativos no plural seguidos de nós ou vós. Trata-se de caso de dupla concordância, ou seja, pode o verbo concordar lógica ou atrativamente. Contudo, caso o pronome seja empregado no singular, o verbo deverá permanecer no singular.

Exemplo: Qual de nós sabe/sabemos a verdade?

Exemplo: Quais de nós sabem/sabemos a verdade?

#12 Verbo parecer + infinitivo. Nessa hipótese, ou o verbo parecer variará (caso de locução verbal – período simples), ou o infinitivo variará (caso de período composto). Ambos os verbos, porém, nunca podem variar ao mesmo tempo.

Exemplo: Pareciam conhecer as regras. (locução verbal)

Exemplo: Parecia conhecerem as regras. (período composto)

Exemplo: Pareciam conhecerem as regras. (ERRADO)

#13 Sujeitos unidos por ou. Se der a ideia de inclusão, o verbo será flexionado no plural; se, por outro lado, exprimir a ideia de exclusão, o verbo deverá ser flexionado no singular.

Exemplo: O meio ou a biologia influenciam o indivíduo. (Ideia de inclusão – verbo no plural).

Exemplo: O meio ou a biologia predomina na formação do indivíduo. (Ideia de exclusão – verbo no singular)

Exemplo: Cigarro ou álcool fazem mal a saúde. (Ambos fazem mal – ideia de inclusão)

Exemplo: Atlético ou Flamengo será campeão brasileiro. (Apenas um pode ser campeão – ideia de exclusão)

#14 Sujeitos unidos por com. Em regra, usa-se o plural. Admite-se, contudo, a forma singular para dar ênfase ao primeiro elemento.

Exemplo: A professora com os alunos (sujeito composto) decidiram a data do evento.

Exemplo: A professora, com os alunos (adj. adv. de cia), decidiu a data da prova.

Exemplo: O presidente com os ministros debateu/debateram a questão.

#15 Sinônimos ou gradação. Será caso de concordância atrativa, quanto se mantiver a noção de sinônimo ou gradação; e concordância lógica, quando ocorrer alteração do sentido.

Exemplo: Amor, paixão muda tudo. (amor como sinônimo de paixão – verbo no singular).

Exemplo: Amor, paixão mudam tudo. (amor com sentido diferente de paixão – verbo no plural).

Exemplo: Um gesto, um olhar, uma palavra bastaria. (componentes de uma gradação – verbo no singular)

Exemplo: Um gesto, um olhar, uma palavra bastariam. (componentes com sentidos distintos – verbo no plural)

#16 Verbo ser (de ligação). A concordância poderá ser realizada ora com o sujeito ora com o predicativo.

Exemplo: Tudo é/são flores.

Exemplo: A vida é/são escolhas.

#17 Flexão do infinitivo. A flexão do infinitivo será facultativa sempre que ele estiver precedido de preposição em períodos compostos e com sujeito plural. 

Exemplo: Eles começaram, na ocasião, a avaliar/avaliarem o caso.  

Exemplo: Isso levou os homens a discutir/discutirem a questão.

Exemplo: Todos teriam de avaliar/avaliarem a questão.

Exemplo: Cabe aos rapazes decidir/decidirem a questão.

Exemplo: Os rapazes pediram para sair/saírem mais cedo.

Exemplo: A vontade dos homens de vencer/vencerem é enorme.

#18 Locuções verbais. Nas locuções verbais, apenas o verbo auxiliar irá se flexionar.

Exemplo: Os governantes podem, em alguns momentos, discutir a questão.

Exemplo: Eles estão chorando.

#19 Haver (com valor existencial). Trata-se de verbo impessoal, que fica sempre na 3ª pessoa do singular e que forma oração sem sujeito.

Exemplo: Espero que hajam explicações para o fato.

Exemplo: As soluções que haviam pareciam simples.

Observações

(1) Existir, ocorrer e acontecer se flexionam normalmente.

Exemplo: Espero que existam (VI) explicações (sujeito).

Exemplo: As festas que haverá são engordativas.

Exemplo: As festas que ocorrerão são engordativas.

(2) Em outros sentidos, o verbo haver se flexiona normalmente.

 Exemplo: Houveram-na por louca. = Consideraram-na louca.

Exemplo: Haviam resolvido o problema. = Resolveram o problema.

 (3) O verbo ter não pode ser usado com valor existencial.

Exemplo: Amanhã, tem/haverá aula?

Exemplo: Teve/Houve gente que contestou a decisão. 

#20 Fazer/Haver (indicando tempo decorrido). Também ficam sempre na terceira pessoa do singular. São verbos impessoais e formam oração sem sujeito (OSS). 

Exemplo: Havia semanas que não se falavam.

Exemplo: Faz dois meses que estou aqui.

#21 Fenômenos da natureza, exceto quando empregados em sentido figurado.

Exemplo: Choveu em vários lugares.

Exemplo: Choveram lágrimas nos olhos da moça. (Quando empregado em sentido figurado, o verbo referente ao fenômeno irá flexionar-se conforme o sujeito).

#22 Auxiliares de verbos impessoais (casos 19, 20 e 21). Os verbos impessoais transmitem a impessoalidade para seu auxiliar.

Exemplo: Mudanças começaram/começou a haver no local.

Exemplo: Há de haver explicações.

Exemplo: Hão de existir explicações para o fato. ATENÇÃO! O verbo pessoal “existir” é pessoal e contamina seu auxiliar, na frase o verbo “haver”, com sua pessoalidade.

Exemplo: Devem/Deve fazer dez anos que estou aqui. ATENÇÃO! Verbo fazer indicando tempo é impessoal.

#23 Sujeito oracional (oração subordinada substantiva subjetiva). O verbo da oração principal fica sempre na terceira pessoa do singular.

Exemplo: É (V. de ligação) importante que vocês estudem muito (sujeito oracional).

Exemplo: Procuram (VTD) -se (PA) resolver conflitos (sujeito paciente oracional).

Exemplo: Cabem (VTI) aos cidadãos (OI) discutir esses pontos (sujeito oracional).

#24 Nenhum(a) de/dos/das. O verbo deve ser flexionado para a terceira pessoa do singular.

Exemplo: Nenhum dos rapazes esteve aqui.

Exemplo: Nenhum de nós sabe tudo.

#25 Cada um(a) de/dos/das. O verbo deve ser flexionado na 3ª pessoa do singular.

Exemplo: Cada um de nós escolhe seu destino.

Exemplo: A cada um de nós (OI) competem (VTI) tarefas diferentes (sujeito oracional). ATENÇÃO! O sujeito nunc será preposicionado, logo, na oração, ele somente pode ser oracional. O verbo deve, por isso, ficar na terceira pessoa do singular (regra 23).

#26 Aposto resumitivo (enumeração + tudo, nada, ninguém, nenhum…), terá o verbo flexionado na 3ª pessoa do singular.

Exemplo: Ana, Pedro, Luiz, ninguém poderia ajuda-la.

#27 Mais de um(a). Em regra, usa-se o singular.

Exemplo: Mais de um homem esteve no local. 

EXCEÇÕES: (i) expressões duplicadas (caso em que o sujeito será composto); e (ii) ideia de reciprocidade.

Exemplo (expressão duplicada): Mais de um homem, mais de uma mulher estiveram no local.

Exemplo (reciprocidade): Mais de um aluno se cumprimentaram.

#28 Um(a) e outro(a)/nenhum(a) nem outro(a). No caso da expressão “um e outro”, preferencialmente, será usada a forma plural. Na hipótese de “nenhum nem outro”, contudo, usa-se, preferencialmente, o singular.

Exemplo: Uma e outra aluna estiveram no local.

Exemplo: Nenhuma nem outra aluna esteve no local.

Exemplo: Um e outro foram ao casamento.

Exemplo: Nem um nem outro foi ao casamento.

#29 Nas expressões de quantidade aproximada (sem determinante), o verbo concordará com o numeral.

Exemplo: Menos de duas pessoas estiveram no evento.

Exemplo: Cerca de um milhão foi gasto.

Exemplo: Cerca de um milhão de pessoas esteve/estiveram no local. (caso com determinante – de pessoas).

#30 Quando o verbo “ser” for usado para indicar hora, data, distância, ele concordará com o numeral, sendo, também, um verbo impessoal, formando oração sem sujeito. Contudo, foge a uma regra da impessoalidade, pois concorda com o numeral.

Exemplo: Hoje são vinte e oito do junho.

Exemplo: São dois quilômetros até minha casa.

#31 (REGRA GERAL) Nas expressões bastar, restar, faltar, soar, tocar, dar… + sujeito numérico, o verbo concordará com o sujeito. Nesse caso, haverá prevalência da primeira pessoa sobre a 2ª e a 3ª. Contudo, não há ordem de prevalência, mas de preferência, entre a 2ª e a 3ª.

Exemplo: Soaram 10 horas (sujeito) no relógio da matriz.

Exemplo: Faltam vinte dias (sujeito) para o evento.

Exemplo: Eu, tu e Pedro (=Nós), fomos ao evento.

Exemplo: Tu e Pedro (= vós, vocês) fostes/foram ao evento.  Ambas as formas, aqui, estão corretas, mas a 2ª pessoa tem preferência.

Questões comentadas de concordância verbal

 (VUNESP, Câmara de Piracicaba, Motorista Parlamentar, 2019) Assinale a alternativa em que a concordância das palavras está de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.

a) Nove alunos foram encaminhados para conversar com o psicólogo da escola.

b) Ela mesmo conseguiu convencer os alunos de que era preciso mudar o comportamento deles.

c) Umas dez psicólogas foi chamada para ajudar no atendimento das pessoas daquele bairro.

d) A mãe do aluno parecia meia preocupada com o comportamento do filho em relação aos colegas da escola.

e) Já fazem mais de dois anos que aqueles alunos foram beneficiados com ajuda psicológica.

Comentário: Resposta correta – Letra A: A assertiva está correta, pois o sujeito simples com núcleo plural flexiona o verbo também para a forma plural. A letra B apresenta proposta de concordância contrária à norma culta, pois a palavra “mesmo” foi empregada como adjetivo, de modo que deveria concordar com o substantivo que qualifica em gênero em número. A letra C erra ao flexionar o verbo “ir” no singular, pois trata-se de expressão aproximada, de forma que o verbo deveria concordar com o numeral. A letra D, por sua vez, incorre em erro no uso do termo “meio”, dado classificar-se na oração como advérbio, o qual é invariável. Finalmente, a letra E, por trazer caso de verbo “fazer” indicando tempo decorrido, não poderia flexiona-lo, uma vez que se trata de caso impessoal.

(FCC, TJMA, Oficial de Justiça, 2019) Ao se flexionar na voz passiva, a forma verbal atende às normas de concordância na frase:

a) Ao se revelar no mapa, os nomes cartográficos sobrepõem-se por vezes à conformação natural daquilo que designa.

b) Por mais que se determine os critérios de nomeação adotados pelos cartógrafos, nunca eles alcançarão uma plena objetividade.

c) No momento em que são adotados pelo cartógrafo idôneo, o critério linguístico se mostra adequado na confecção dos mapas.

d) Na medida em que se submetam a algum critério objetivo, as denominações de um mapa podem fazer muito sentido.

e) Como deixar de se reconhecerem nas nomeações dos mapas a influência determinante de razões políticas e ideológicas?

Comentário: A letra A apresenta erro na primeira flexão verbal, pois “revelar” se relaciona com o sujeito “os nomes cartográficos”, de modo que deveria, em razão da sua forma apassivada, estar no plural “revelarem”. A letra B, por sua vez, apresenta erro na flexão do verbo “determinar”, uma vez que deveria concordar com o sujeito paciente “critério de nomeação”. A letra C erra na flexão da locução passiva analítica “são adotados”, dado ter como sujeito a forma singular “o critério linguístico”. Resposta correta – Letra D. A assertiva mostra-se conforme as regras da norma culta para concordância verbal porque o verbo “submeter” concorda em número com o sujeito paciente “denominações de um mapa”. Portanto, é o gabarito da questão. A letra E, por fim, mostra-se errada em razão de o verbo “reconhecer” estar flexionado na forma plural, dado ter como sujeito “a influência determinante”.

(FCC, TJMA, Técnico Judiciário, 2019)

 Como assistiremos a filmes daqui a 20 anos?

Com muitos cineastas trocando câmeras tradicionais por câmeras 360 (que capturam vistas de todos os ângulos), o momento atual do cinema é comparável aos primeiros anos intensamente experimentais dos filmes no final do século 19 e início do século 20.

      Uma série de tecnologias em rápido desenvolvimento oferece um potencial incrível para o futuro dos filmes – como a realidade aumentada, a inteligência artificial e a capacidade cada vez maior de computadores de criar mundos digitais detalhados.

      Como serão os filmes daqui a 20 anos? E como as histórias cinematográficas do futuro diferem das experiências disponíveis hoje? De acordo com o guru da realidade virtual e artista Chris Milk, os filmes do futuro oferecerão experiências imersivas sob medida. Eles serão capazes de “criar uma história em tempo real que é só para você, que satisfaça exclusivamente a você e o que você gosta ou não”, diz ele.

(Adaptado de: BUCKMASTER, Luke. Disponível em: www.bbc.com)

Quanto à concordância, o segmento do texto reescrito corretamente está em:

a) Como são possíveis diferenciar as histórias cinematográficas do futuro das experiências disponíveis hoje?

b) Um potencial incrível para o futuro dos filmes é oferecido por tecnologias em rápido desenvolvimento.

c) Análogos aos anos experimentais dos filmes no final do século 19 e início do 20 é o momento atual do cinema.

d) No futuro será possível que se criem uma história em tempo real só para o espectador.

e) Experiências imersivas sob medida é o que parecem aptas a oferecer os filmes do futuro.

Comentário: A letra A apresenta erro na concordância verbal, uma vez que tem como sujeito a oração “diferenciar as histórias cinematográfica do futuro das experiências disponíveis hoje”, o que obriga a flexão do verbo na terceira pessoa do singular. Resposta correta – Letra B. A assertiva está correta, uma vez que se mostra na forma passiva analítica, com o verbo auxiliar “ser” concordando com o sujeito singular “um potencial incrível para o futuro dos filmes”. A letra C, por sua vez, incorre em erro ao flexionar o adjetivo “análogos” no plural, pois, sintaticamente, corresponde ao predicativo do sujeito singular “o momento atual do cinema”, de maneira que também deveria se encontrar na forma singular. A letra D está errada por desrespeitar as regras de concordância de orações apassivadas, já que o verbo “criar”, em razão do pronome apassivador, deveria concordar com o sujeito “uma história”. Finalmente, a letra E mostra-se equivocada ao não flexionar o adjetivo “aptas” na forma masculina, pois deveria concordar com o sujeito “os filmes do futuro”, observe: “Experiências imersivas sob medida é o que parecem aptos a oferecer os filmes do futuro”.

 (VUNESP, Câmara de Sorocaba, Conselheiro Tutelar, 2019) Está em conformidade com as regras de concordância verbal e nominal da língua portuguesa a alternativa:

a) As diferenças sociais numa mesma metrópole sempre haverão, mas a sociedade deve buscar reduzi-las.

b) São consideradas barreiras para a ascensão social o aumento das cidades e o trabalho sem registro em carteira.

c) A observação de estudos prévios e de pesquisas em andamento são fundamentais para se pensar em novas possibilidades de investigação.

d) Uma grande parte dos cidadãos está em busca de melhores condições de vida para si e para suas famílias.

Comentário: A letra A apresenta flexão incorreta do verbo “haver”, pois, quando exprimir sentido existencial, ele será impessoal, de modo que deverá ser flexionado sempre na terceira pessoa do singular. A letra B está errada em razão de o sujeito composto posposto ao verbo trazer apenas elementos masculinos – “o aumento das cidades e o trabalho sem registro em carteira” –, de modo que tanto a concordância atrativa quanto a lógica somente poderão ocorrer na forma masculina. A letra C erra ao flexionar o verbo “ser” no plural, pois trata-se, na oração, de um sujeito simples com núcleo singular – “A observação” –, de modo que a concorrência correta imporia ao verbo a forma singular. Resposta correta – Letra D. A assertiva mostra-se de acordo com as regras da norma-padrão, pois a expressão partitiva “uma grande parte de” permite a concordância tanto com o termo partitivo – “grande parte” – quanto com o termo especificado – “cidadãos”. Portanto, é o gabarito da questão.

(VUNESP, Câmara de Campinas, Especialista em Informação – Biblioteconomia, 2019) Assinale a alternativa em que o enunciado atende à norma-padrão de concordância verbal.

a) O primeiro problema enfrentado por Mauricio de Sousa foi o fato de seus personagens serem todos homens, não haviam mulheres.

b) Mauricio de Sousa não gostou dos significados encontrados no dicionário, que não dizia respeito àquilo que ele pensava de si mesmo.

c) As mulheres sentiam-se representadas pela Mônica e, como os leitores haviam pedido, a menina acabou se tornando a dona da rua.

d) Já faziam dez anos que Cebolinha tinha sido criado, quando a primeira revista da Mônica surgiu em 1970 e foi 200 mil exemplares nessa tiragem.

e) Além de Cebolinha, surgiu vários outros personagens da Turma da Mônica que fizeram muito sucesso com o público em geral.

Comentário: A letra A usa incorretamente o verbo “haver”, uma vez que, quando exprimir sentido existencial, ele será impessoal e, como consequência, flexionado na terceira pessoa do singular. A letra B está errada, dado que o pronome relativo “que” retoma o termo plural “significados”, de modo que a concordância deveria, também, se fazer com a forma plural do verbo “dizer”. Resposta correta – Letra C. A assertiva está correta, pois o verbo “haver” não apresenta valor existencial, de forma que será pessoal, flexionando-se conforme o sujeito da ação – “leitores”. A letra D faz emprego incorreto do verbo “fazer”, pois, por expressar sentido de tempo decorrido, ele será impessoal, ou seja, sempre flexionado na terceira pessoa do singular. Finalmente, a letra E erra ao usar o verbo “surgir” no singular, já que o sujeito “vários outros personagens” se encontra na forma plural.


Agora, após a leitura e as questões, já está dominando o conteúdo de concordância verbal? Está pronto para gabaritar todas as questões que aparecerem? Não deixe de nos contar sua opinião nos comentários 🙂

Deixe seu Comentário

Comentários