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Perfil da Vunesp – Como se preparar para a prova de português!

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por: Equipe Flávia Rita

Então você está estudando para concursos públicos e a Vunesp será a banca responsável pela organização da prova? Não sabe o que estudar para a prova e português da Vunesp e gostaria de direcionar seus estudos? Esse texto é para você! Você irá ver aqui quais os conteúdos de língua portuguesa mais recorrentes nas provas da Vunesp. Além disso, você poderá treinar com algumas questões comentadas! Vamos ver como você deverá estudar.

A FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA – VUNESP

HISTÓRICO DA VUNESP E CARACTERÍSTICAS DA VUNESP

A Vunesp foi criada em 1979, pela Universidade do Estado de São Paulo – UNESP – e é, desde então, a responsável pela organização dos vestibulares do estado. Além disso, também desenvolve projetos de pesquisa.

A Vunesp é tradicionalmente considerada uma banca mais acessível, com cobrança pouco complexa dos conteúdos previstos no edital, entretanto, ela vem evoluindo nos últimos anos, com níveis de exigência cada vez mais altos.

Como foi uma banca criada para a elaboração de provas de vestibular, ela mantém essa estrutura de prova, com questões compostas por cinco alternativas e suportes textuais variados, nos quais os candidatos poderão encontrar textos em tiras e charges.

CONTEÚDOS DE PORTUGUÊS MAIS RELEVANTES PARA A VUNESP

Para se preparar para a prova de português da Vunesp, os candidatos deverão direcionar seus estudos para alguns conteúdos mais específicos. Claro que isso não quer dizer ignorar as demais previsões do edital, mas, sim, dar maior atenção aos seguintes:

  • Pronomes – emprego de pronomes pessoais (uso de “o” x “lhe”), emprego de pronome relativo e colocação pronominal. Não costuma cair questão de classificação!
  • Pronomes – empregos de pronome relativos (pode ser associado à regência)
  • Colocação pronominal
  • Verbo
  • Vozes verbais – transposição de vozes verbais
  • Concordância (casos mais cobrados)
  • Pontuação
  • Conectores
  • Regência
  • Crase
  • Texto – Inferência simples
  • Vocabulário – sentido (contextual) de palavras
  • Tipologia textual (dissertativo/descritivo)

Se quiser direcionar ainda mais seus estudos e chegar preparado para gabaritar a prova de português da Vunesp, não deixe de conferir nosso curso focado na Vunesp: Teoria + Exercícios para a Vunesp 😊 Confira também nossa Websérie: Questões para a Vunesp:

ÚLTIMAS QUESTÕES APLICADAS PELA VUNESP

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 06

“Efeito Google” muda uso da memória humana

Pense rápido: qual o número de telefone da casa em que morou quando era criança? E o celular das pessoas com quem tem trocado mensagens recentemente? Por certo, foi mais fácil responder à primeira pergunta do que à segunda – mas você não está sozinho. Estudos científicos chamam esse fenômeno de “efeito Google” ou “amnésia digital”, um sintoma de um comportamento cada vez mais comum: o de confiar o armazenamento de dados importantes aos nossos dispositivos eletrônicos e à internet em vez de guardá-los na cabeça.

Na internet, basta um clique para vasculhar um sem número de informações. Segundo Adrian F. Ward, da Universidade de Austin, nos Estados Unidos, o acesso rápido e a quantidade de textos fazem com que o cérebro humano não considere útil gravar esses dados, uma vez que é fácil encontrá-los de novo rapidamente. “É como quando consultamos o telefone de uma loja: após discar e fazer a ligação, não precisamos mais dele”, explica Paulo Bertolucci, da Unifesp.

É o que mostra também uma pesquisa recente conduzida pela empresa de segurança digital Kaspersky, realizada com 6 mil pessoas em países da União Europeia. Ao receberem uma questão, 57% dos entrevistados tentam sugerir uma resposta sozinhos, mas 36% usam a internet para elaborar sua resposta. Além disso, 24% de todos os entrevistados admitiram esquecer a informação logo após utilizá-la para responder à pergunta – o que gerou a expressão “amnésia digital”.

Para Bertolucci, no entanto, o conceito é incorreto. “Amnésia significa esquecer-se de algo; na ‘amnésia digital’, a pessoa não chega nem a aprender e, portanto, não consegue esquecer algo que escolheu nem lembrar.”

(Bruno Capelas. O Estado de S.Paulo, 06.06.2016. Adaptado)

(Vunesp. PMSP. Soldado. 2019) Questão 01. De acordo com o texto, “efeito Google” ou “amnésia digital” refere-se

A) ao apagamento da memória de longo prazo devido ao armazenamento de dados em dispositivos eletrônicos.

B) à dificuldade de quem tem lapsos de memória em aprender conteúdos novos por meio de ambientes

C) à tendência de deixar de memorizar informações acessadas facilmente por meio de aparatos eletrônicos.

D) à memorização parcial de dados obtidos por meio da internet, o que acarreta um deficit de atenção.

E) ao esquecimento provisório de dados, em virtude do excesso de informações disponíveis nos meios virtuais.

Gabarito: Letra C.

Comentário: A letra A não apresenta explicação adequada às expressões “efeito Google” e “amnésia digital”, pois essas se referem à perda da memória de curto prazo em razão do armazenamento das informações em dispositivos eletrônicos. A letra B não corresponde às informações do texto, já que ele não trata da dificuldade das pessoas com lapso de memória em aprender conteúdos novos, mas, sim, do efeito do esquecimento no curto prazo. A alternativa C apresenta explicação correta para as expressões “efeito Google” e “amnésia digital”, conforme se observa no seguinte trecho: “o de confiar o armazenamento de dados importantes aos nossos dispositivos eletrônicos e à internet em vez de guardá-los na cabeça”. A letra D erra ao dizer “memorização parcial”, uma vez que os termos se referem à falta de qualquer memorização, tanto de curto quanto de longo prazo. A letra E está incorreta, pois, no último parágrafo, o pesquisador informa que não ocorre esquecimento, já que sequer ocorreu o armazenamento da informação: “‘Amnésia significa esquecer-se de algo; na ‘amnésia digital’, a pessoa não chega nem a aprender e, portanto, não consegue esquecer algo que escolheu nem lembrar.’”.

(Vunesp. PMSP. Soldado. 2019) Questão 02. A forma pronominal –los, destacada ao final do primeiro parágrafo, retoma a expressão

A) armazenamento de

B) nossos dispositivos eletrônicos.

C) estudos científicos.

D) dados importantes.

E) dispositivos eletrônicos e internet.

Gabarito: Letra C.

Comentários: A forma pronominal “-los”, em “guardá-los”, refere-se a “dados importantes”: “[…] armazenamento de dados importantes aos nossos dispositivos eletrônicos e à internet em vez de guardá-los na cabeça”. Assim, as letras A, B, C, e E não estão corretas por não trazerem a remissão textual adequada. A letra C apresenta a expressão corretamente referenciada pelo pronome oblíquo “o”, motivo pelo qual é o gabarito da questão.

(Vunesp. PMSP. Soldado. 2019) Questão 03. A pesquisa da Kaspersky revelou que

A) uma parte significativa dos entrevistados consultou a internet para responder à pergunta.

B) uma parte irrelevante dos entrevistados foi capaz de responder à questão sem recorrer à internet.

C) os entrevistados demonstraram distúrbios de atenção e de aprendizado após serem expostos à internet.

D) cerca de um quarto dos entrevistados que acessaram a internet desconhecia o propósito da pesquisa.

E) a maior parte dos entrevistados foi incapaz de responder à pergunta sem o auxílio da internet.

Gabarito: Letra A.

Comentários: A letra A está correta, pois, conforme o texto, 36% dos entrevistados – mais de um terço – usaram a internet para responder as perguntas, o que equivale um número significativo. A letra B contraria o texto ao afirmar ser irrelevante a parcela de entrevistados que não consultaram a internet, quando, na verdade, ela é relevante por corresponder a mais de 50%. A letra C extrapola o texto, já que nele não é abordado o tema dos distúrbios de atenção e de aprendizado. A letra D também extrapola o texto ao afirmar que os entrevistados desconheciam o propósito da pesquisa, quando parte deles apenas esqueceram as informações buscadas para responderem as perguntas. A letra E contraria o texto, uma vez que, conforme ele, 57% dos entrevistados, ou seja, a maior parte, foi capaz de responder a pergunta sem auxílio da internet.

(Vunesp. PMSP. Soldado. 2019) Questão 04. Para Bertolucci, o conceito “amnésia digital” é incorreto porque

A) o esquecimento digital é temporário.

B) as lembranças são parcialmente retidas.

C) a amnésia pressupõe aprendizado.

D) a amnésia é uma enfermidade muito grave.

E) as pessoas não esquecem o que lhes foi útil.

Gabarito: Letra C.

Comentário: Para Bertolucci, a “amnésia digital” não é um conceito adequado porque a informação sequer teria sido aprendida, processo considerado necessário para o consequente esquecimento, conforme o trecho: “Amnésia significa esquecer-se de algo; na ‘amnésia digital’, a pessoa não chega nem a aprender e, portanto, não consegue esquecer algo que escolheu nem lembrar.” Com isso, a letra A erra ao considerar como definição o esquecimento temporário. A letra B contraria o sentido do trecho acima, pois, segundo o pesquisador, as informações sequer seriam retidas, mesmo que parcialmente. A letra C mostra-se de acordo com o posicionamento do pesquisador, que entende ser necessário prévia aprendizagem para se esquecer de algo. A letra D não corresponde ao trecho, que não trata da gravidade da amnésia. A letra E, ainda que esteja certa, não apresenta uma explicação pertinente ao entendimento do pesquisador.

(Vunesp. PMSP. Soldado. 2019) Questão 05. A expressão no entanto, em “Para Bertolucci, no entanto, o conceito é incorreto.” (último parágrafo), pode ser substituída, sem alteração de sentido, por

A) com isso

B) porque

C) todavia

D) em vista disso

E) portanto

Gabarito: Letra C.

Comentário: O conector adversativo “no entanto” exprime sentido de oposição. Com isso, a letra A está errada por trazer um conector consecutivo. A letra B apresenta uma ideia de explicação ou causa, não se conformando à ideia do enunciado. A letra C traz a conjunção “todavia” que se classifica como um conector adversativo semelhante a “no entanto”, de maneira que é o gabarito da questão. A letra D traz locução conectiva que exprime sentido causal, logo, encontra-se errada. A letra E apresenta uma conjunção conclusiva que não substitui adequadamente a ideia de adversidade expressa por “no entanto”.

(Vunesp. PMSP. Soldado. 2019) Questão 06. Observa-se uma relação de consequência e causa, nessa ordem, entre os seguintes trechos do texto, separados entre si pela barra:

A) Por certo, foi mais fácil responder à primeira pergunta do que à segunda / – mas você não está sozinho (1º parágrafo)

B) … o de confiar o armazenamento de dados importantes aos nossos dispositivos eletrônicos e à internet / em vez de guardá-los na cabeça. (1o parágrafo)

C) Estudos científicos chamam esse fenômeno de “efeito Google” ou “amnésia digital”, / um sintoma de um comportamento cada vez mais comum (1º parágrafo)

D) Ao receberem uma questão, 57% dos entrevistados tentam sugerir uma resposta sozinhos, / mas 36% usam a internet para elaborar sua resposta (3º parágrafo)

E) … o acesso rápido e a quantidade de textos fazem com que o cérebro humano não considere útil gravar esses dados, / uma vez que é fácil encontrá-los de novo rapidamente (2º parágrafo)

Gabarito: Letra E.

Comentário: A letra A está incorreta, pois são estabelecidas relações de comparação e de adversidade, respectivamente, no primeiro e no segundo trecho. A letra B, em razão do conector “em vez de”, expressa sentido de contraste, o que não atende ao comando da questão. A letra C está errada uma vez que traz duas frases soltas, sem qualquer relação de sentido entre elas. A letra D apresenta uma relação temporal, construída pela forma “ao + infinitivo”, e uma construção adversativa, com o emprego da conjunção “mas”, e, por isso, também não atende ao enunciado da questão. A alternativa E traz uma relação de causa e consequência a partir do conector “uma vez que”, logo, está conforme o comando da questão.


Assassinos culturais

Sou um assassino cultural, e você também é. Sei que é romântico chorar quando uma livraria fecha as portas. Mas convém não abusar do romantismo – e da hipocrisia. Fomos nós que matamos aquela livraria e o crime não nos pesa muito na consciência.

Falo por mim. Os livros físicos que entram lá em casa são cada vez mais ofertas – de amigos ou editoras. Aos 20, quando viajava por territórios estranhos, entrava nas livrarias locais como um faminto na capoeira. Comprava tanto e carregava tanto que desconfio que o meu problema de ciática é, na sua essência, um problema livresco.

Hoje? Gosto da flânerie*. Mas depois, fotografo as capas com o meu celular antes de regressar para o psicanalista – o famoso dr. Kindle. Culpado? Um pouco. E em minha defesa só posso afirmar que pago pelos meus vícios.

E quem fala em livrarias, fala em todo o resto. Eu também ajudei a matar a Tower Records e a Virgin Megastore. Havia lá dentro uma bizarria chamada CD – você se lembra?

Hoje, com alguns aplicativos, tenho uma espécie de discoteca de Alexandria onde, a meu bel-prazer, escuto meus clássicos e descubro novos.

Se juntarmos ao pacote o iTunes e a Netflix, você percebe por que eu também tenho o sangue dos cinemas e dos blockbusters nas mãos.

Eis a realidade: vivemos a desmaterialização da cultura. Mas não é apenas a cultura que se desmaterializa e tem deixado as nossas salas e estantes mais vazias. É a nossa relação com ela. Não somos mais proprietários de “coisas”; somos apenas consumidores e, palavra importante, assinantes.

O livro “Subscribed”, de Tien Tzuo, analisa a situação. É uma reflexão sobre a “economia de assinaturas” que conquista a economia global. Conta o autor que mais de metade das empresas da famosa lista da “Fortune” já não existiam em 2017. O que tinham em comum? O objetivo meritório de vender “coisas” – muitas coisas, para muita gente, como sempre aconteceu desde os primórdios do capitalismo.

Já as empresas que sobreviveram e as novas que entraram na lista souberam se adaptar à economia digital, vendendo serviços (ou, de forma mais precisa, acessos).

Claro que na mudança algo se perde. O desaparecimento das livrarias não acredito que seja total no futuro (e ainda bem). Além disso, ler no papel não é o mesmo que ler na tela.

Mas o interesse do livro de Tzuo não está apenas nos números; está no retrato de uma nova geração para quem a experiência cultural é mais importante do que a mera posse de objetos.

Há quem veja aqui um retrocesso, mas também é possível ver um avanço – ou, para sermos bem filosóficos, o triunfo do espírito sobre a matéria. E não será essa, no fim das contas, a vocação mais autêntica da cultura?

(João Pereira Coutinho. Folha de S.Paulo, 28.08.2018. Adaptado)

* Flânerie: ato de passear, de caminhar sem compromisso.

 (Vunesp. TJSP. Administrador Judiciário. 2019) Questão 01. De acordo com o texto, entre outros fatores, a desmaterialização da cultura é decorrente

(A) da oposição de vários países à economia capitalista, caracterizada pelo incentivo ao consumo permanente.

(B) da atual conjuntura socioeconômica responsável por transformar os jovens em indivíduos que menosprezam a cultura.

(C) dos consumidores que priorizam a experiência pessoal em detrimento da aquisição de bens materiais.

(D) do aumento significativo do preço dos bens duráveis, o que obrigou as pessoas a alterar os hábitos de compra.

(E) da incorporação de empresas pouco lucrativas por multinacionais que atuam em diferentes mercados.

 Gabarito: Letra C.  

Comentários: A letra A está errada ao falar em oposição dos países à economia capitalista, quando, na verdade, há uma adesão ao modelo, com a promoção do consumo de serviços digitais. A letra B contraria o texto ao afirmar existir um menosprezo dos jovens pela cultura, já que, conforme o autor, haveria uma valorização dela em detrimento da posse de bens. A letra C está plenamente de acordo com o texto, de modo que é o gabarito da questão. A letra D extrapola o texto, já que o autor não problematiza a questão dos bens duráveis. A letra E não condiz com o texto, uma vez que nele são abordadas apenas as grandes empresas e as novas demandas dos consumidores.

 (Vunesp. TJSP. Administrador Judiciário. 2019) Questão 02. Na frase do terceiro parágrafo – Comprava tanto e carregava tanto que desconfio que o meu problema de ciática é, na sua essência, um problema livresco. –, o autor

(A) faz uma suposição e cita uma consequência.

(B) expressa uma crítica e analisa uma contradição.

(C) expõe uma convicção e faz uma reiteração.

(D) levanta uma hipótese e ressalta uma concessão.

(E) desfaz um equívoco e apresenta uma conclusão.

 Gabarito: Letra A.

Comentários: O trecho traz uma relação de causa e consequência. Por isso, a letra A apresenta interpretação correta do segmento destacado do terceiro parágrafo, pois, a partir da suposição (“comprava tanto e carregava tanto que desconfio que o meu problema de ciática”), é apresentada uma conclusão (“é, na sua essência, um problema livresco”). A letra B está errada por interpretar o trecho como uma crítica e uma análise de contradição, pois essas relações não estão presentes. Na letra C, ainda que se possa observar uma reiteração (“comprava tanto e carregava tanto”), não se percebe a exposição de uma convicção, mas uma mera suposição. A letra D incorre em erro ao se considerar uma relação de concessão. A letra E está errada, pois, ainda não há relação conclusiva no trecho indicado.

 (Vunesp. TJSP. Administrador Judiciário. 2019) Questão 03. No texto, é correto afirmar que o autor

(A) dirige-se aos interlocutores para envolvê-los nas reflexões acerca da desmaterialização da cultura.

(B) limita-se a descrever a própria experiência como consumidor, não dando voz a pareceres alheios.

(C) emprega linguagem sentimentalista e prolixa para justificar seu papel de assassino cultural.

(D) recorre a informações acadêmicas para comprovar o avanço do materialismo em nossa sociedade.

(E) formula uma série de questionamentos para os quais ainda não encontrou qualquer explicação plausível.

Gabarito: Letra A.

Comentários: A letra A está correta, pois o autor, ao longo do texto, dirige a palavra para os leitores de maneira a trazê-los para suas reflexões, como se percebo nas seguintes passagens: “Sou um assassino cultural, e você também é”, “Se juntarmos ao pacote o iTunes e a Netflix, você percebe por que eu também tenho o sangue dos cinemas e dos blockbusters nas mãos” e “Havia lá dentro uma bizarria chamada CD – você se lembra?”. A letra B está errada, pois o autor, além de envolver o leitor em sua argumentação, traz ao texto teses de autoridade, como o livro “Subscribed” de Tien Tzuo. A letra C está incorreta porque o autor não se utiliza de linguagem sentimentalista e prolixa, mas, sim, de um estilo mais coloquial e interativo. A letra D contraria o texto, uma vez que a tese acadêmica trazida serve para corroborar o entendimento de que a sociedade tem se desmaterializado com o surgimento de diversos serviços digitais. A letra E contraria o texto ao afirmar que não foi encontrada qualquer explicação plausível, já que o autor demonstra já ter uma resposta.

(Vunesp. TJSP. Administrador Judiciário. 2019) Questão 04. Considere os trechos do texto.

Mas convém não abusar do romantismo… (1º parágrafo)

… vendendo serviços (ou, de forma mais precisa, acessos). (10º parágrafo)

… não está apenas nos números; está no retrato de uma nova geração… (12º parágrafo)

o triunfo do espírito sobre a matéria. (último parágrafo)

Sem alteração do sentido do texto, as expressões destacadas podem ser substituídas, respectivamente, por:

(A) do padecimento; chula; na síntese; a conquista.

(B) da compaixão; delicada; na condenação; a vitória.

(C) do narcisismo; exata; na exaltação; o malogro.

(D) da emotividade; indevida; na crítica; a imposição.

(E) do sentimentalismo; acurada; na descrição; o êxito.

Gabarito: Letra E.

Comentários: A letra A está errada, pois a substituição das palavras “do romantismo”, “precisa” e “no retrato” por, respectivamente, “do padecimento”, “chula” e “na síntese” implicaria mudança de sentido nos trechos.  A letra B é incorreta porque as palavras “compaixão”, “delicada” e “na condenação” não substituem sem alteração de sentido os termos “do romantismo”, “precisa” e “no retrato”. A letra C também não apresenta substituições possíveis, já que “do narcisismo”, “no retrato” e “o triunfo” são substituições adequadas às palavras do enunciado. A letra D, por sua vez, apresenta apenas uma substituição possível de “do romantismo” com a palavra “emotividade”. A letra E traz propostas de substituições adequadas a todas as quatro frases.

(Vunesp. TJSP. Administrador Judiciário. 2019) Questão 05. Assinale o trecho do texto em que está presente a figura de linguagem chamada metáfora.

(A) Aos 20, quando viajava por territórios estranhos, entrava nas livrarias locais como um faminto na capoeira.

(B) O desaparecimento das livrarias não acredito que seja total no futuro (e ainda bem).

(C) O livro “Subscribed”, de Tien Tzuo, analisa a situação.

(D) Há quem veja aqui um retrocesso, mas também é possível ver um avanço…

(E) Fomos nós que matamos aquela livraria e o crime não nos pesa muito na consciência.

Gabarito: Letra E.

Comentários: A letra A traz a figura de linguagem comparação ou símile, conforme se observa no trecho “como um faminto na capoeira”. A alternativa B apresenta um enunciado com as figuras de anacoluto, ou seja, com alteração da ordem original dos termos, e hipérbato, correspondente à inversão da ordem direta das palavras. A letra C está errada, pois não há emprego de nenhuma figura de linguagem. Na letra D, percebe-se um caso de antítese, a partir da aproximação de teses contrárias. A letra E traz uma metáfora ao dizer que “matamos aquela livraria” e “o crime não pesa a consciência”.


Esse texto te ajudou a entender melhor a prova de língua portuguesa da Vunesp? Ficou claro quais conteúdos são os favoritos e como eles são normalmente cobrados? Teve alguma dúvida nas questões? Não deixe de falar para a gente nos comentários 🙂

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