/APRENDA A FAZER MAPAS MENTAIS


Elaborando mapas mentais

APRENDA A FAZER MAPAS MENTAIS

378

por: Equipe Flávia Rita

Esse texto é destinado a todos os alunos e alunas que desejam otimizar seus estudos com técnicas de revisões mais eficientes. Embora muitos ainda acreditem que o sistema de mapas mentais pode ser muito demorado, ele é, no longo prazo, mais eficaz que outras técnicas de estudo por conjugar diversos modos de aprendizagem e por exigir do aluno uma postura ativa na organização da matéria estudada. Espero que esse texto seja útil para você!

VOCÊ SABE O QUE É UM MAPA MENTAL?

Mapas mentais são uma ferramenta criada pelo psicólogo americano Tony Buzan para se organizar um grande volume de informações de maneira hierarquizada e visual. Ou seja, nada mais é do queum diagrama construído a partir de cores, palavras e imagens. A partir da utilização desses recursos múltiplos, o usuário amplia a absorção dos conteúdos e acelera os processos de revisão. Se o tema lhe interessa, não deixe de assistir nossa aula de técnicas de estudo, na qual tratamos de como fazer um mapa mental!

Caso tenha interesse em conteúdos a respeito das diferentes técnicas de estudo e formas de se ampliar a produtividade, não deixe de ver nossos outros textos:

Além disso, não deixe de conferir nosso CURSO DE FICHAMENTO DE PORTUGUÊS + CORREÇÃO DE PROVAS. Sinta-se à vontade para fazer uma DEGUSTAÇÃO

QUAIS OS BENEFÍCIOS DE UM MAPA MENTAL?

Fazer mapas mentais pode parecer, inicialmente, demorado e desnecessário, pois o mesmo tempo poderia ser dedicado a outros métodos revisionais mais comuns e, talvez por isso, aparentemente mais simples. Contudo, em razão da estrutura gráfica em que se conjuga diferente elementos visuais – palavras, cores, formas e imagens –, essa técnica se destaca das demais, uma vez que possibilita uma maior memorização e processos de revisão mais céleres.

Uma das melhores maneiras de se estimular a memória de longo prazo é, logo após o contato com a matéria, realizar uma revisão rápida do conteúdo aprendido. Isso permite uma fixação mais longa, pois se articula as informações em categorias lógicas e hierárquicas, de maneira a estabelecer um significado próprio a respeito do que foi estudado. Essa significação provoca a construção de novas relações neurais e isso intensifica a memorização da matéria.

Além dessa primeira revisão, é necessário um sistema de contato periódico com a matéria, de modo a perpetuar as informações na memória. Esse processo, com o passar do tempo, vai se tornando mais célere e mais efetivo, o que leva a uma maior acessibilidade do conhecimento. Por isso, recomendam-se blocos de revisão de médio e longo prazo, a serem feitos semanal e mensalmente.

Nesse ponto entra o mapa mental. Como a ferramenta tem a capacidade de sintetizar um grande volume de informações de maneira organizada e didática, é possível otimizar essas diferentes revisões. Em vez de se gastar horas relendo as anotações de aula ou os resumos de livros, é possível cobrir todo o conteúdo em poucos minutos, uma vez que o principal recurso será o visual. Além disso, conforme mencionado, essa técnica permite uma fixação mais eficiente em razão das diversas conexões neurais que são criadas no seu processo de elaboração.

Assim, perceba que os mapas mentais têm como vantagem a otimização da aprendizagem, tanto pela diminuição do tempo dedicado à revisão como pela maior eficiência do aprendizado. Por isso, considere, sempre que possível, incorporar essa estratégia de estudo no seu dia a dia. Vamos sintetizar então?

Benefícios

  • Redução dos materiais físicos necessários para condensar um volume de informação semelhante.
  • Redução do tempo necessário para revisão.
  • Maior fixação do conteúdo em razão da elaboração de um mapa.
  • Aumento da produtividade e da eficiência do estudo.
  • Ampliação da capacidade de síntese.
  • Desenvolvimento da criatividade ligada à produção de material de revisão.
  • Trabalham o raciocínio relacional.
  • Permitem uma visão geral do conteúdo, sem, contudo, perder as informações mais detalhadas.

COMO FAZER UM MAPA MENTAL

1. DETERMINANDO A IDEIA CENTRAL

Para fazer um mapa mental de qualidade, recomenda-se partir de uma ideia central – chamada por Tony Buzan de “basic ordering idea” (BOI), ou, em bom português, “ideias básicas de organização/ordenação”. Essa ideia assumirá o papel do núcleo de onde ramificarão os demais conteúdos correlacionados, e que, consequentemente, formarão outros pequenos núcleos de informação. Devido a essa estruturação hierárquica, em um formato algumas vezes semelhante a árvores, cada uma das células onde se concentram as informações é chamada de “nó”. Já os traços que conectam cada nó são denominados ramos.

Ao se determinar qual será a ideia central do mapa, deve-se começar a organizar as informações que se relacionam com ela. Uma recomendação feita pelo próprio Tony Buzan, é que a ideia central, para ser mais eficiente sua memorização, deve ser indicada com uma imagem. Segundo ele, imagens tem a capacidade de sintetizar conteúdos complexos de maneira mais concisa do que as palavras, além de terem o efeito de estimular a reminiscência, ou seja, de nos fazer lembrar de diversos conceitos e/ou aspectos que circundam a ideia que estamos trabalhando por meio de experiências vividas e associações.

2. ESTABELECENDO A RELAÇÃO DE HIERARQUIA

Com isso em mente, o mapa deverá ser elaborado partindo-se de uma ideia mais geral para uma outra mais específica. Cada nó, por sua vez, abarcará as informações que lhe forem pertinentes e assumirá, para melhor sistematização, cores e formas distintas. A relação de hierarquia entre os nós deve ser também padronizada, de maneira que cada assunto apresente cores específicas. Perceba, portanto, que um mapa mental equivale a um diagrama com diversos núcleos de conteúdo, porém, todos eles logicamente pertinentes entre uns e outros.

3. COLOCANDO PADRÕES

O objetivo do mapa mental é facilitar a absorção da matéria por meio de um esquema visual. Por isso, procure sempre estabelecer padrões para cada espécie de informação trabalhada, como, por exemplo, em questões de direito penal, estabelecer um sistema próprio de formas e cores para os conteúdos de tipicidade, subjetividade delitiva, pena etc.

Essa criação de padrões auxiliará na formação de novas conexões neurais, pois, para a elaboração do mapa mental, será necessária uma reflexão acerca de quais pontos da matéria estão conectados e de quais as razões dessa conexão. Por isso, procure trabalhar com 4 sistemas de padronização:

  1. Cores
  2. Formas
  3. Ramos
  4. Imagens

Observe a seguinte imagem para ver como o uso das cores e a forma dos ramos podem ajudar a enriquecer o mapa:

 

OBS: O mapa foi feito na versão gratuita do serviço online Coggle, indicado ao fim do texto.

3.1. PADRÕES DE CORES

Primeiramente, você deve entender que cores são mais do que um instrumento de estética; elas são, na verdade, instrumento de pensar, pois nos permite ordenar, discriminar, codificar e enfatizar certas ideias. Nesse sentido, é por meio das cores que é possível ampliar as categorias, o que dará mais complexidade e mais personalidade para o seu mapa mental.

Com isso em mente, estabeleça, para o conjunto de cores empregado, um sistema identificador da espécie de informação que se está trabalhando. Esse sistema deve sempre ser repetido quando as informações se relacionarem de alguma forma, o que facilitará não só a revisão como também a absorção dos conceitos, pois o seu olhar ficará mais familiarizado com o padrão adotado e identificará, visualmente, a razão das ideias estarem nas categorias coloridas.

Além disso, procure determinar previamente cores indicativas de uma ação em especial. Por exemplo, para informações importantes, independente de qual nó se encontrem nos, utilize vermelho para marcar a necessidade de ter atenção especial; para dados específicos que devam ser memorizados, marque de roxo ou amarelo.

Com isso, haverá diversos sistemas de cores dentro de um mesmo mapa mental, mas o mais importante é que todos eles irão orientar a organização das informações, de modo que a localização dos pontos relevantes será facilitada, assim como a fixação do conteúdo como um todo.

3.2. PADRÕES DE FORMAS

Uma outra vantagem dos mapas mentais é a possibilidade de diversificar a padronização visual do conteúdo. Além de um sistema de cores, é possível também se utilizar de formas diferentes para as variadas informações.

Para isso, é possível estabelecer uma forma de nó específica para determinada espécie de informação. Por exemplo, quando se tratar de prazos, poderão ser utilizados triângulos; quando se abordar exceções, podem ser usados quadrados.

Assim, ao se conjugar essa possibilidade de sistematização com o padrão de cores, percebe-se a grande potencialidade dos mapas mentais para a organização de conteúdo.

3.3. PADRÕES DE RAMOS

Também merece destaque a sistematização possível de ser aplicada aos ramos. Há, em termos gerais, três ramos diferentes: ramos em linha reta, radiais e curvilíneos. Com isso, determinados tipos de informação poderão ser destacados com um formato específico. Ademais, podem ser empregadas cores diferentes para cada ramo, o que amplia ainda mais as possibilidades de categorizar os conteúdos.

Os ramos que partam do nó central devem ser empregados no estilo curvilíneo, pois isso irá se assemelhar à forma como o pensamento ocorre, o que terá como efeito atrair os olhos e facilitar a compreensão do assunto. A consequência de se usar essa espécie de ramos é se naturalizar os processos de categorização e de organização hierárquica, os quais serão mais facilmente captados pelo cérebro.

3.4. UTILIZAÇÃO DE IMAGENS

Por fim, pode ser empregado o recurso de imagens, as quais deverão representar adequadamente o conteúdo de cada nó. Por exemplo, caso se trate de uma informação referente à saúde, pode ser utilizado uma foto de uma atividade física ou um símbolo de remédios; se se tratar de um conteúdo de direito, podem ser empregados sinais que se relacionam à justiça, como a imagem de uma balança ou de um martelo, ou mesmo imagens que despertem a memória para algum conteúdo em específico.

SOWFTWARE DE MAPA MENTAL

Aqui seguem algumas sugestões de aplicativos que podem ser utilizados para fazer um mapa mental no formato digital. Alguns desses programas são disponibilizados gratuitamente, outro apenas na modalidade paga. Além disso, alguns somente se encontram disponíveis para plataformas móveis, como tablets ou smartphones.


Você já conhecia a técnica de mapas mantais? Esse texto foi útil para você? Não deixe de comentar e nos falar das suas impressões e não deixe de compartilhar com seus amigos!

Deixe seu Comentário

Comentários