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Redação CESPE – Como o CESPE corrige uma redação?

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por: Equipe Flávia Rita

Você que planeja fazer uma prova do CESPE ou que já fez alguma para algum concurso, possivelmente já se pegou perguntando como elaborar uma redação de acordo com os principais critérios de correção, de maneira a gabaritar a prova e, assim, garantir a vaga naquele concurso tão disputado. E é isso que você verá nesse texto: quais os critérios utilizados pelo CESPE para corrigir as questões discursivas. Vamos lá?

Características da Prova Discursiva do CESPE

O CESPE caracteriza-se, em comparação com bancas como a FCC, por exigir dos candidatos um domínio muito maior do conteúdo do que das regras gramaticais. Por isso, a nota base é constituída do cumprimento dos aspectos macroestruturais, que, normalmente, são compostos pela apresentação e pelos tópicos do conteúdo. Com isso, caso a redação não respeite as margens, possuam letra ilegível ou não atenda adequadamente quaisquer dos tópicos solicitados, o candidato será penalizado.

Para se compreender como funciona a avaliação dos tópicos de conteúdo, o CESPE disponibiliza, normalmente nos períodos de recurso, as bases de correção utilizadas. De acordo com elas, se o aluno não abordou o tópico solicitado segundo o nível de aprofundamento exigido, ele será penalizado proporcionalmente. Esses níveis costumam variar entre 1 e 4 ou 1 e 5 pontos, cada um deles discriminados.

Critérios de Correção

Nos critérios de correção, o CESPE avalia o texto em sua macroestrutura e em sua microestrutura. No primeiro, é analisado, como visto acima, o grau de profundidade dos argumentos apresentados e, mais importante, se eles tangenciam ou não o espelho de cada tópico.

No segundo, é considerado o nível de domínio linguístico do candidato, ou seja, a estruturação sintática do texto, assim como a atenção às regras da norma culta. Os critérios de microestrutura podem variar de prova para prova, mas é comum serem cobrados quatro: ortografia, morfossintaxe, propriedade vocabular e pontuação.

Em ortografia, são avaliados os erros de grafia, de acentuação e de hifenização, além das demais falhas de escrita. Na morfossintaxe, concentram-se os erros de natureza sintática, como a desatenção às regras de regência verbal ou nominal, de concordância verbal ou nominal ou de colocação pronominal. Também são avaliados, nesse quesito, o uso adequado das diferentes classes gramaticais, como o emprego equivocado de adjetivos ou advérbios ou a flexão verbal.

No quesito de propriedade vocabular, o aluno deverá ficar atento tanto ao uso de sinônimos como ao emprego de um vocabulário adequado ao texto. Isso significa que a repetição excessiva de palavras ou a pobreza lexical, percebida pela utilização de palavras imprecisas ou com sentido diferente do pretendido, pode levar à penalização. Por isso, tenha atenção para fazer um texto dentro das expectativas do concurso.

Já a pontuação, como era de se esperar, irá penalizar os erros na utilização de sinais de pontuação, como o uso de vírgulas, de sinais de dois pontos ou ponto e vírgula. O aluno deve ter bastante atenção nesse quesito, pois é muito comum ser penalizado, em razão de um sinal mal empregado, também em critérios de macroestrutura, pois o sentido da oração poderá sofrer alteração.

Por fim, a nota será calculada de acordo com a fórmula estabelecida no edital, a qual costuma ser:

NC – 2(NE/TL) = Nota Final

  • NC: Nota de conteúdo (soma das notas em cada tópico)
  • NE: Número de erros
  • TL: Total de linhas efetivamente escritas

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