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Guia definitivo para dominar a crase

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por: Equipe Flávia Rita

Aqui, você irá aprender todas as regras para usar o sinal de crase, isso com foco em exemplos e questões mais cobrados em provas de concursos públicos. Após o texto, você irá dominar definitivamente o assunto, de modo que chegará preparado para gabaritar qualquer prova da matéria. Tenha em mente que estudar crase para concursos é um desafio, pois muitos bons candidatos acabam negligenciando a matéria, o que a faz ser a responsável pela eliminação de muitos alunos bem preparados. Além disso, aqui você poderá treinar o conteúdo teórico a partir de 10 questões selecionadas e comentadas! Vamos lá?

Os casos de crase

A crase corresponde ao sinal grave marcado a partir da fusão de duas vogais (a + a), sendo uma delas preposição decorrente das regras de regência. Ela poderá ocorrer de forma facultativa ou obrigatória na oração, a depender dos termos rengentes. Em alguns casos, contudo, será completamente vetado seu uso. Confira nossa aula a respeito do tema e conheça nossa metodologia! Se preferir, você pode acompanhar também pelo nosso canal do YouTube clicando AQUI.

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Casos obrigatórios de crase

 A crase será obrigatória em dois casos:

  • Quando ocorrer fusão
  • Quando se tratar de tradição

Nos casos de fusão, o artigo definido feminino ou o pronome demonstrativo iniciado pela vogal “a” irá contrair com a preposição “a”, o que resultará na indicação do sinal grave de crase.

Já os casos de tradição ocorrerão quando houver expressões circunstanciais femininas, cuja crase seja exigida pelo uso, como se vê em: à noite, às vezes, às vésperas, à espera, à procura, à beira, à tarde, nas indicações de hora e nas estruturas que indiquem “moda de” e “maneira de”.

Casos proibidos de crase 

O sinal de crase será proibido, sem exceções, nos seguintes casos:

#1 Antes de palavras masculinas em geral.

Exemplo: Cheirava a vinho.

Exemplo: Andava a cavalo.

Exemplo: Falavam a respeito do tema.

Exemplo: A despeito de nossa vontade, não use crase.

#2 Depois de preposição, como “para”, “com”, “contra”, “perante”, “sem”, “sob”, “sobre”…, com exceção de “até”.

 Exemplo: A reunião foi marcada para as dez horas.

Exemplo: Jurou perante a justiça.

#3 Antes de numeral, exceto horas.

Exemplo: Viajarei de 8 a 18 de agosto.

Exemplo: Minha casa fica a duas horas daqui.

Exemplo: Trabalho de segunda a sábado, da primeira semana do mês à última, das 8 às 20 horas.

#4 Entre palavras repetidas, que constituam expressões idiomáticas.

Exemplo: Mês a mês, dia a dia, gota a gota, semana a semana, frente a frente.

#5 Antes de nomes próprios completos, de modo a se indicar distanciamento.

Exemplo: Referiu-se a Flávia Rita Coutinho Sarmento.

#6 Antes de palavra plural, quando o “a” estiver no singular. Entretanto, caso o mesmo “a” se encontre no plural, haverá a colocação do sinal crásico.

Exemplo: Não obedeço a leis.

Exemplo: Não obedeço às leis.

Exemplo: Sou favorável a pessoas de bem.

Exemplo: Sou favorável às pessoas de bem.

#7 Antes de artigo indefinido (um, uns, uma, umas).

Exemplo: Chegou à uma (hora) e saiu em seguida.

Exemplo: Referiu-se a uma explicação qualquer.

#8 Quando o termo determinado exercer a função sintática de sujeito da oração (sujeito não pode ser preposicionado) 

Exemplo: A medida que ela usou foi perfeita. – A medida, aqui, exerce função de sujeito da oração.

#9 Quano o termo exercer função de objeto direto do verbo, uma vez que não se exige preposição.

Exemplo: Comunicamos (VTDI) a direção do evento (OD) sobre o ocorrido (OI).

Exemplo: Comunicamos (VTDI) à direção do evento (OI) o ocorrido (OD).

#10 Antes de pronome pessoal (eu, tu, ele, ela, nós, vós, mim, ti, si…) à não admite artigo e, consequentemente, não admitem crase.

Exemplo: Referiu-se a (preposição) mim e a (preposição) ela.

Exemplo: Jamais desobedecerei a (preposição) ti.

#11 Antes de pronomes de tratamento (você, Vossa Excelência, Vossa Senhoria…), uma vez que pronomes de tratamento não admitem artigo, o que inviabiliza qualquer tentativa de contração com a preposição “a”.

Exemplo: Isso diz respeito a Vossa Senhoria.

#12 Antes de Dona (forma de tratamento) + Nome Próprio

Exemplo: Referiu-se a Dona Maria.

Exemplo: Referiu-se à dona do bar.

Exemplo: Referiu-se à dona onça.

OBS: Dona é a forma feminina do pronome Dom. Trata-se de uma forma cerimoniosa.

#13 Antes de pronomes indefinidos (qualquer, cada, tudo, todo, ninguém, nenhum…)

Exemplo: Obedecia a qualquer ordem sua.

Exemplo: Referiu-se a cada um de nós.

#14 Antes de pronomes demonstrativos não iniciados por “a” (este, esta, esse, essa, isto…)

Exemplo: Referiu-se a essa ideia.

Exemplo: Sou favorável a isso.

Exemplo: Sou favorável àquele pedido. à Pronome demonstrativo iniciado por “a”.

#15 Antes de verbo.

Exemplo: A partir de hoje, não faça mais isso.

Exemplo: Salário a combinar.

Casos especiais para o uso de crase

São casos especiais para o uso de crase:

#1 Os pronomes “Senhora(s)”, “Senhorita(s)”, “mesma(s)”, “outra(s)” e “própria(s)” admitem crase, embora o sinal dependa do contexto discursivo.

Exemplo: Reconheceu (VTD) a (artigo) senhora (OD).

Exemplo: Dirigiu-se (VTI) à (fusão à “a” preposição + “a” artigo) senhora (OI).

Exemplo: Voltou a (artigo) outra sala depois da reunião.

#2 Nas expressõesaAntes de casa, terra e distância, desde que haja especificador ou determinante, será admitido o uso de crase.

Exemplo: Voltou a casa depois de dias no mar (adj. adverbial). à Não há especificador, logo, não se usa crase.

Exemplo: Os deputados voltaram à Casa para votação. à Há especificador, o qual é destacado por meio da grafia maiúscula da palavra. à A Casa = Casa Parlamentar – Câmara dos Deputados.

Exemplo: Retornaria à terra natal. à Há especificador, logo, usa-se crase.

Exemplo: Observava-os a uma distância de dez metros. à  O substantivo distância está especificado, contudo, está precedido de pronome indefinido, o qual se enquadra como um caso proibido. Os casos proibidos sempre prevalecem sobre o os demais.

Exemplo: Adorava (VTD) a casa dos pais (OD). à Trata-se de VTD, o qual requer OD, não sendo, por isso, craseado.

Exemplo: Educação a distância é uma tendência. à Não há especificador, logo, não é caso de crase.

OBS: A letra maiúscula é uma forma de especificador.

#3 Antes de alguns topônimos (bairro, cidade, país, estado…), a norma culta autoriza o uso do sinal crásico.

  • Topônimos femininos (da) admitem crase.
  • Topônimos masculinos (do) não admitem crase.
  • Topônimos neutros (de) somente admitem crase se houver especificador.

Exemplo: Gosto da Bahia. (Feminino)

Exemplo: Gosto do Rio de Janeiro. (Masculino)

Exemplo: Gosto de Belo Horizonte. (Neutro)

Exemplo: Amava (VTD) a Paris das luzes (OD). à Amar é VTD, sendo o resto da oração objeto direto. Por isso, não cabe crase.

Exemplo: Voltou à cidade de Belo Horizonte. à Voltar + a (preposição) + a (artigo). Cabe crase.

Exemplo: Retornou à Mariana, um berço da história mineira. à Retornar + de. Há uso de crase.

Exemplo: Voltou a Bahia.

Exemplo: Voltou a Brasília.

#4 Nas expressões “a qual” e “as quais”, haverá crase se o termo consequente exigir a preposição

Exemplo: As pessoas as quais conhecemos (VTD) mudam nossas vidas.

Exemplo: As pessoas às quais fiz alusão (VTI) mudam nossa vida.

Exemplo: A lei à qual me refiro é importante.

OBS: Pronomes relativos quem/cujo nunca aceitam crase.

#5 Antes de “que”/”de”, somente será possível o uso de crase se o “a” possuir valor de “àquela” ou subentender palavra feminina.

Exemplo: Conhecia (VTD) a (OD = aquela) que estava de branco.

Exemplo: Referiu (VTI) -se à (pronome demonstrativo) de blusa preta.

Exemplo: Sua atitude é semelhante à de outras pessoas.

Exemplo: Sua vida era idêntica à do outro rapaz.

#6 O uso da crase poderá provocar alteração no sentido da frase, de maneira que seu uso é autorizado, porém com ressalvas às alterações semânticas.

Exemplo: Saiu a francesa (sujeito).

Exemplo: (Ele – sujeito desinencial) Saiu (VI) à francesa (adj. adv. de modo).

Exemplo: Assistiu (VTI) à cena (OI). à Sentido de ver.

Exemplo: Assistiu (VTD) a cena (OD). à Sentido de dar existência.

#7 Crase será permitida em situações de paralelismo sintático sempre que os termos de uma oração estiverem relacionados entre si e houver uso de artigo antes de todos os termos.

!Exemplo: Preferia dinheiro a felicidade. Atenção! Ambos os termos estão relacionados, mas o primeiro não apresenta artigo. Por isso, o segundo, para manter o paralelismo sintático, não deve vir com artigo, o que impede a fusão de crase.

Exemplo: Preferia o dinheiro à felicidade.

Exemplo: Sou favorável a (preposição) (não há artigo) lei, ordem, regra./Sou favorável à (preposição + artigo) lei, à (preposição + artigo) ordem e à (preposição + artigo) regra.

#8 Nos adjuntos adverbiais de instrumento, há autores que não autorizam o sinal de crase nas locuções formadas por palavras femininas. porém, trata-se de uma corrente minoritária. Em provas objetivas, quando não houver outra resposta, o mais recomendado é usar o sinal de crase nas expressões adverbiais femininas de instrumento. 

Exemplo: Fogão a gás.

Exemplo: Fogão a lenha./Fogão à lenha.

Exemplo: Carro a álcool.

Exemplo: Carro a gasolina./Carro à gasolina.

Exemplo: Barco a vela./Barco à vela.

Casos facultativos de uso de crase

A crase será empregada facultativamente nas frases nos seguintes casos:

#1 Antes de pronomes possessivos femininos, no singular, que não subentendam palavras.

Exemplo: Referiu (VTI) -se a (preposição) suas decisões (OI). à “a” singular seguido de palavra plural.

Exemplo: Referiu-se às (preposição + artigo) suas decisões. à Caso de crase obrigatória: “a” no plural seguida de palavra plural.

Exemplo: Minha decisão foi semelhante à (preposição + artigo – a decisão) sua. à O pronome possessivo feminino está, aqui, subentendendo palavras.

Exemplo: Referiu (VTI) -se a sua decisão (OI). à Caso de crase facultativa. à (palavra masculina) Referiu-se a/ao seu pedido.

OBS: Artigo antes de pronome possessivo é facultativo.

Exemplo: Meu filho é lindo./O meu filho é lindo.

#2 Depois da preposição até, pois a preposição “a” é facultativa depois de “até”.

Exemplo: Foi até o escritório./ Foi até ao escritório. à A preposição é facultativa, logo, a crase também o será.

Exemplo: Foi até a escola./Foi até à escola.

#3 Antes de nome próprio sem sobrenome e sem especificador.

  • O especificador pode indicar intimidade, caso em que se usará crase.
  • O especificador pode indicar, também, distanciamento. Nesse caso, não se usará crase.
  • O artigo será facultativo por falta de especificador.

Exemplo: Refiro-me a Ana./Refiro-me à Ana.

Exemplo: Refiro-me à Ana, uma grande amiga.

Exemplo: Refiro-me a Ana, uma funcionária do local. (= funcionária qualquer).

OBS: Nas indicações de tempo decorrido, deve-se usar “há”; nas indicações de tempo futuro, deve-se usar “a”.

Exemplo: O governo investe alguns anos em setores que só terão retorno a médio prazo.

Exemplo: A duas semanas do casamento, vários eventos festivos aconteceram.

Questões comentadas de crase

1) Observe atentamente os seguintes itens:

I. Estavam frente à frente quando nós

II. Agimos às escondidas por causa de sua violência.

III. Oferecemos à Sª. as provas de que necessita.

O acento grave foi usado corretamente apenas:

a) nos itens I e

b) nos itens I e III

c) nos itens II e

d) no item

Comentário: O item I apresenta emprego incorreto do sinal grave, dado ser proibido seu uso em palavras femininas repetidas que estabeleçam uma expressão idiomática.  O item II, por sua vez, está correto, pois a crase foi utilizada antes de uma expressão circunstancial feminina. O item III também incorre em erro, uma vez que é proibido o uso de crase antes de pronomes de tratamento. Resposta correta – Letra D: Portanto, já que apenas o item II atende às regras do emprego de crase, é correta a letra D.

2) Leia atentamente os seguintes itens:

I – Dei a informação à sua amiga quando voltamos.

II – Jamais entregaria os documentos à pessoas desconhecidas.

III – Estavam dispostos à qualquer coisa que explicasse a sua falta.

O acento grave, indicador da crase, foi usado incorretamente apenas:

a) no item

b) no item

c) no item

d0 nos itens II e

Comentário: O item I utilizou corretamente o sinal grave, uma vez que seu emprego é facultativo antes de pronomes possessivos femininos no singular. O item II, ao contrário, usa incorretamente o acento, pois é proibida a crase em “a” singular antes de palavra feminina no plural. O item III, por fim, também incorre em erro, uma vez que é proibido o acento grave antes de pronomes indefinidos. Resposta correta – Letra D: Portanto, mostrarem-se contrárias às regras da norma culta os itens II e III, deve ser considerada correta a letra D, gabarito da questão.

3) “Em resposta               questões levantadas pelos examinadores, encaminhamos ______Vossa Excelência a informação pedida. Quanto   essa informação, esclarecemos que ela foi analisada criteriosamente pela equipe deste setor.” As lacunas acima ficam corretamente preenchidas, respectivamente, por:

a) às – a – a

b) às – à – à.

c) às – à – a

d) as – a – à.

Comentário: A primeira lacuna, em razão da regência nominal da palavra “resposta”, deve ser preenchida com a forma “às”. A segunda lacuna, por sua vez, não deverá ser preenchida com “a” craseado, dado ser proibido o uso do sinal grave antes de pronomes de tratamento. Finalmente, a terceira lacuna também não aceitará a forma craseada, pois, conforme a norma-culta, é vedado empregar o sinal grave antes de pronome demonstrativo (“isso”). Resposta correta – Letra A: Como a resposta correta exige a colocação das formas “às”, “a” e “a”, o gabarito da questão será a letra A.

4) “Preferiu sair          voltar para casa. Só depois fez menção           mulheres a que se referiam         minhas observações.” As lacuna acima ficam corretamente preenchidas, respectivamente, por:

a) à – às – às.

b) à – as – as.

c) a – as – às.

d) a – às – as.

Comentário: A primeira lacuna deve ser preenchida com a preposição “a” não craseada, uma vez que é proibido o uso do sinal grave antes de verbo. A segunda lacuna exige a forma “às”, pois a expressão “fazer menção” exige a preposição “a”, que irá se fundir com o artigo feminino plural especificador do nome “mulheres”. A terceira lacuna, por fim, será preenchida com a forma sem acento, pois trata-se de sujeito, o qual não aceita forma preposicionada. Resposta correta – Letra D: Em razão dos preenchimentos adequados às lacunas, está correta a letra D, sendo o gabarito da questão.

5) “Dirigimo-nos apressados _____ sua loja e, logo depois, chegamos ______ conclusão de que não poderíamos pagar ______ mercadorias”. As lacunas acima serão corretamente preenchidas, respectivamente, por:

a) à – à – as.

b) a – a – as.

c) à – à – às.

d) à – a – as.

Comentário: A primeira lacuna poderá ser preenchida com ambas as formas, pois apresenta um caso facultativo, em razão do pronome demonstrativo feminino singular “sua”. A segunda lacuna, por sua vez, será preenchida com o termo craseado, dado completar o sentido do verbo transitivo indireto “chegar”, o qual exige o complemento “a”. Finalmente, a terceira lacuna será preenchida com o artigo feminino plural sem sinal grave, uma vez que completa o sentido do verbo transitivo direto “pagar”. Resposta correta – Letra A: Em razão de o preenchimento ocorrer com as formas “a/à” (caso facultativo), “à” e “as”, a resposta correta é a letra A.

6) Leia, com atenção, as frases abaixo:

I – Suas observações são iguais às que eu fiz ontem, pela manhã.

II –   Em referência àquilo que ele me perguntou, não há respostas.

III-   Dirigiram-se à algumas mulheres que estavam na esquina.

Usou-se corretamente o acento grave, indicador de crase, apenas:

a) no item I.

b) no item

c) nos itens I e II

d) nos itens I e III

Comentário: O item I está correto ao empregar o sinal de crase em “às que fiz ontem”, pois a expressão equivale ao pronome demonstrativo “aquela”. O item II apresenta uso adequado do sinal grave, pois a preposição “a”, empregada em razão da regência da expressão “em referência a”, sofreu contração com o pronome demonstrativo iniciado pela letra “a”. Por fim, o item III traz hipótese de crase proibida pela norma culta, uma vez que é vedado seu emprego antes de pronomes indefinidos. Resposta correta – Letra C: Considerando corretas as assertivas I e II, o gabarito da questão é a letra C.

7) “Em resposta ______ sua consulta, encaminhei ontem _____ Vossa Senhoria as sugestões normativas _____ quais deveremos obedecer, a partir do próximo semestre.” De acordo com o padrão culto da língua, os espaços do período acima ficam corretamente preenchidos, respectivamente, por:

à – a – as.

à – à – às.

a – a – as.

a – a – às.

Comentário: A primeira lacuna poderá ser preenchida tanto com como sem crase, pois o emprego do sinal antes de pronome demonstrativo feminino singular é facultativo. A segunda lacuna somente poderá ser preenchida com a forma sem o acento grave, pois a norma-culta proíbe o usa da crase antes de pronomes de tratamento. A terceira lacuna, por fim, deverá ser preenchida com a forma contraída “às”, pois o verbo “obedecer” é regido pela preposição “a”. Resposta correta – Letra D: Assim, letra D, por trazer a proposta adequada à frase, deve ser considerada o gabarito da questão.

8)         conferências,                    início finalmente se procedeu, compareceram muitos escritores e artistas. Marque a alternativa que completa conveniente e respectivamente, as lacunas da frase:

a) Às, a cujo.

b) Às, à cujo.

c) As, à cujo.

d) As, a cujo.

Comentário: A primeira lacuna deve ser preenchida com a forma “às”, pois corresponde ao adjunto adverbial de lugar do verbo intransitivo “comparecer”, o qual é seguido da preposição “a”. A segunda lacuna, por sua vez, deverá ser preenchida com a forma “a cujo”, uma vez que deve atender à regência do verbo “proceder”. Resposta correta – Letra A: Desse modo, correta a letra A, por trazer hipótese de preenchimento adequada à norma-padrão.

9) “Todos esperavam que ele chegasse ___ duas horas da tarde, mas ele só retornou ____casa de seus amigos, ____ noite.” Marque a alternativa que completa conveniente e respectivamente, as lacunas da frase:

a) as, a, a.

b) às, à, à.

c) as, à, a.

d) às, à, a.

Comentário: A primeira lacuna deve ser preenchida com a forma “às”, pois deve-se usar crase antes de numeral que indique horas. A segunda lacuna exige a forma “à” devido ao adjunto adverbial “casa de seus amigos”, o qual será precedido da preposição “à” em decorrência do verbo “retornar”. Por fim, a última lacuna exige a forma crásica em razão da expressão adverbial circunstancial feminina singular, a qual enseja a contração. Resposta correta – Letra B: Portanto, correta a letra B ao trazer propostas de preenchimento adequado às lacunas.

10) “Não disse nada  Vossa Senhoria que pudesse ofendê-lo. O que comentei na ocasião é que apenas me dirijo               pessoas estranhas em situações muito especiais e que não conheço as pessoas            quem me apresentaram.” De acordo com o padrão culto da língua, os espaços do enunciado acima ficam corretamente preenchidos, respectivamente, por:

a) a – a – a.

b) a – a – à.

c) a – à – à.

d) à – à – a.

Comentário: A primeira lacuna não aceita uso de crase, uma vez que é proibido o sinal grave antes de pronomes de tratamento. A segunda lacuna deverá ser preenchida com “a” sem crase, correspondente à preposição regente do verbo “dirigir”, pois precede palavra plural feminina sem determinante plural. A terceira lacuna, por fim, exigirá a forma “a”, dado ser vedado o uso de crase antes do pronome “quem”. Resposta correta – Letra A.


E ai? O que achou? Ficou clara a matéria? A forma esquematizada e com exemplos ajudou a organizar o conteúdo e facilitou sua aprendizagem? Conte para gente sua opinião, suas dúvidas e suas curiosidades. Se tiver curiosidade com relação a alguma matéria, avise para a gente! Vamos tenter escrever um texto aqui e sanar suas dúvidas 🙂

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