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Qual a função do vocabulário no texto?

Equipe Flávia Rita

Quais são as funções do vocabulário? Permitir a comunicação? Estilizar o texto? Imprimir subjetividade? Vamos ver aqui as principais funções que as palavras tem no nosso texto.
Qual a função do vocabulário no texto?

Quem nunca pensou na função do vocabulário no texto? Qualquer pessoa que já teve que escrever um texto possivelmente já passou pela situação de, ao lê-lo em voz alta, não gostar do resultado. Isso ocorre por diversos motivos, sendo um deles o uso do vocabulário. A expressão textual e diversas relações de sentido são estabelecidas a partir do emprego adequado do léxico nacional. Ou seja, o vocabulário influencia o texto de diferentes formas, e é exatamente isso que iremos ver aqui.

Funções do Vocabulário

Primeiramente, vamos esclarecer que a função básica do vocabulário é permitir a construir o texto, tanto sintática quanto semanticamente. Em conjunto com outros recursos gramaticais, o emprego adequado das palavras permite a criação de sentido, tal como desajado pelo autor. Por essa razão, escolher quais os vocábulos irão compor a mensagem é tão importante, pois, como você pode imaginar, eles correspondem ao tecido mais básico da comunicação. Pense, você consegue imaginar uma comunicação sem palavras? Ainda que em formato não escrito, elas estão lá.

Todavia, ao contrário do que pensa o senso comum, o léxico textual desempenha mais do essa função construtiva. Mais do que ela, ele poderá assumir funções direcionadas à produção estética, estilística ou mesmo coesiva.

Função Comunicativa do Vocabulário

A primeira função que vem a nossa mente quando pensamos no vocabulário é permitir a comunicação entre os interlocutores. As palavras são as responsáveis por imprimirem sentido geral e específico ao texto. Por isso, a escolha individual dos vocábulos será a responsável pela criação do significado.

Para entender essa função, procure imaginar a forma mais básica de comunicação. Ainda que se pense em linguagens pautadas em imagens ou em sinais, elas serão, essencialmente, compostas por signos, os quais equivalem, por analogia, às nossas palavras.  Assim, é impossível pensarmos em um texto sem palavras, pois outros elementos semânticos comporão a estrutura da mensagem, a fim de permitir a comunicação.

 

Função Expressiva do Vocabulário

Contudo, mais do que comunicar, o vocabulário possibilita que essa mesma comunicação seja feita de forma a exprimir certa subjetividade do emissor. Por meio de recursos semânticos variados, como substantivos específicos, adjetivos, substantivação de verbos, entre tantos outros, a seleção de palavras permite ao autor imprimir em sua mensagem uma ideia mais particularizada, com emissão de juízos de valor e de sentimentos.

Nesse caso, o vocabulário é escolhido com a finalidade de expressar opiniões, emoções, sentimentos e pontos de vista do autor. Veja o seguinte poema de Fernando Pessoa:

Autopsicografia

O poeta é um fingidor.

Finge tão completamente

Que chega a fingir que é dor

A dor que deveras sente.

 

E os que leem o que escreve,

Na dor lida sentem bem,

Não as duas que ele teve,

Mas só a que eles não têm.

 

E assim nas calhas de roda

Gira, a entreter a razão,

Esse comboio de corda

Que se chama coração.

Observe que o poema emprega diversos recursos lexicais para imprimir a subjetividade do autor, como sinônimos e metáforas.

Função Estilística do Vocabulário

Função do vocabulário
Escrevendo com as palavras certas

A função estilística diz respeito à própria construção do estilo do autor. Nesse caso, são possíveis alguns recursos lexicais para a construção estética do texto, tais como o uso de neologismos, arcaísmos, estrangeirismo, colisão e hiatos.

Veja o seguinte trecho retirado da obra Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa:

Compadre meu Quelémem sempre diz que eu posso aquietar meu temer de consciência, que sendo bem-assistido, terríveis bons espíritos me protegem. Ipe! Com gosto… Como é de são efeito, ajudo com meu querer acreditar. Mas nem sempre posso. O senhor saiba: eu toda a minha vida pensei por mim, forro, sou nascido diferente. Eu sou eu mesmo. Divêrjo de todo mundo… Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa. O senhor concedendo, eu digo: para pensar longe, sou cão mestre – o senhor solte em minha frente uma idéia ligeira, e eu rastreio essa por fundo de todos os matos, amém! (2001, p. 31).

Observe que são empregadas palavras mais comuns no uso oral, assim como arcaísmos e personificações de sentimentos, o que colabora para a construção do estilo roseano. Mas como o estilo se relaciona também com a expressão do texto, essa função muitas vezes se confunde com a expressiva.

Função Coesiva do Vocabulário

Por fim, a adequação vocabular desempenha também uma função coesiva, uma vez que a utilização de um termo por outro pode levar à melhor construção de sentido e evitar repetição. Entre as diferentes espécies coesivas, há a chamada coesão lexical.

Nesse tipo, estabelece-se a relação de sentido por meio do emprego de sinônimos, antônimos, hipônimos e hiperônimos, os quais produzem um efeito remissivo sem incorrer em repetição de termos. Veja o seguinte exemplo:

Airton Sena foi um ícone para o automobilismo mundial. Infelizmente, o piloto faleceu há mais de vinte anos.

 Veja que o termo piloto faz referência a Airton Sena, sem que se repita o substantivo próprio. Nesse sentido, devido à proximidade dos campos semânticos e da proximidade dos termos, o substantivo piloto substitui  o nome próprio, sem que incorra em perda de sentido. Esse é um caso de função coesiva por uso de vocabulário.

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